No centro do trecho mais exposto da Muralha Serviana, na planície entre a Porta Colina e o monte Esquilino, se abria a hoje destruída Porta Viminal ()Estrabão, Geografia, V, 3,7., que, juntamente com a já citada Porta Colina, a Porta Querquetulana e Porta Esquilina, é um dos mais antigos portões conhecidos em todas as muralhas defensivas da Roma Antiga.
A sua construção remonta a um período muito antigo, cerca de dois séculos antes da construção da muralha republicana em Aparentemente, os quatro portões originais são da época em que a cidade era governada pelo rei Sérvio Túlio, que incluía, além do território da cidade, outras das sete colinas, como o Quirinal, o Viminal, o Esquilino e o Célio (chamado de "Querquetulano" na época, pois era coberto de florestas de carvalho). Nesta época, elas faziam parte do primeiro baluarte defensivo da cidade, um muro construído num trecho de metros que ligava a Porta Colina à Porta Esquilina, ligadas para defender melhor a parte mais vulnerável da cidade. Um outro indício da antiguidade destes portões deriva, segundo os estudiosos, de seus nomes, que são referências diretas aos locais que eles davam acesso e não adjetivos referentes à monumentos nas proximidades, o que só passou a ocorrer depois que estas áreas foram englobadas no perímetro urbano da cidade.
Muralha Serviana na Estação Termini A Porta Viminal se abria aproximadamente no centro do longo trecho da muralha que fica no centro da Piazza dei Cinquecento (o trecho mais impressionante ainda é visível), do lado direito de quem deixa a Estação Termini. O jardim que circunda a muralha cobre o antigo áger ("aterro") — o leve declive do lado da praça é uma pálida recordação disto — cujo muro de sustentação ainda é visível no subterrâneo do edifício da estação, em frente ao restaurante McDonald's.
Ainda é tema de debate entre os estudiosos qual rua ou ruas para a qual a Porta Viminal dava acesso: há hipóteses sobre a Via Colatina ou a Via Tiburtina ou ainda que ela não se abria para nenhuma via importante. Certamente, a destruição do local, já no período imperial, para a construção das Termas de Diocleciano, depois pelo papa Sisto V para a mudança urbanística no local e, mais recentemente, para a construção da Estação Termini, iniciada depois de 1856, obliteraram não apenas traços não apenas do muro, mas também dos portões (é possível que a Porta Colatina estivesse perto da via del Castro Pretorio ou na área da moderna estação ferroviária) e das vias que se partiam da região. Porém, as obras da Estação Termini tiveram pelo menos o mérito de revelarem os restos das muralhas que, até 1892, estavam enterradas numa pilha de detritos conhecida como "Monte da Justiça" (), o entulho resultante das obras nas Termas de Diocleciano.
Ver também Lista das portas de Roma
Bibliografia
Mauro Quercioli: Le mura e le porte di Roma. Newton Compton Ed., Roma, 1982 Laura G.Cozzi: Le porte di Roma. F.Spinosi Ed., Roma, 1968 Filippo Coarelli: Guida archeologica di Roma. A.Mondadori Ed., 1984
Ligações externas
Categoria:Portas da Muralha Serviana