Daniel Elias Carvalho Vilela (Jataí, 23 de outubro de 1983) é um bacharel de direito, ex-futebolista e político brasileiro filiado Movimento Democrático Brasileiro (MDB), sendo pós-graduado em gestão pública. É governador de Goiás desde abril de 2026, tendo sido, anteriormente, vice-governador, entre 2023 e 2026, deputado federal, entre 2015 e 2019, deputado estadual, entre 2011 e 2015, pela mesma unidade federativa, bem como vereador de Goiânia, de 2009 até 2011.
É filho de Maguito Vilela, ex-governador de Goiás, ex-senador, ex-prefeito de Goiânia e ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, segunda maior cidade do Estado. Daniel foi vereador por Goiânia, deputado estadual e deputado federal por Goiás. Atualmente, Governador do mesmo estado, é o presidente estadual do MDB.
Primeiros anos
Daniel Elias Vilela nasceu em Jataí, município do sudoeste do Estado de Goiás. Mudou-se para Goiânia ainda criança, cidade em que o pai, Maguito Vilela, era deputado estadual. Seu pai teve uma trajetória política de destaque nacional, sendo, posteriormente, governador de Goiás e senador pelo mesmo Estado. A vivência familiar contribuiu para que, ainda jovem, Daniel se envolvesse com a política. Dessa forma, Daniel começou sua carreira em comitês mirins e prosseguiu sua atuação com o assessoramento direto nas campanhas de Maguito.
Antes de iniciar a trajetória pública, a juventude de Daniel foi marcada pela dedicação ao futebol profissional. Jogou no Goiás Esporte Clube, Sociedade Esportiva do Gama e no Atlético Clube Goianiense, entre outros times. É formado direito e pós-graduado em gestão pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). É casado e tem dois filhos.
Assim como vários políticos brasileiros, a exemplo de Simone Tebet e Michel Temer, Daniel tem ascendência árabe. Seu sobrenome Elias advém de seu bisavô, avô materno de Maguito, que nasceu no Líbano e migrou para o interior de Goiás.
Carreira política Vereador de Goiânia
Seu primeiro cargo público foi como vereador de Goiânia, sendo eleito em 2008 como o quinto candidato mais votado daquele ano. Na Câmara Municipal, desempenhou a função de líder do PMDB e presidiu a Comissão de Educação e Cultura.
Deputado estadual por Goiás Em 2010, Daniel concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa e ficou entre os dez mais bem votados, com votos. Após ser eleito, anunciou sua renúncia à Câmara em 10 de janeiro de 2011. Atuando no legislativo estadual, mais uma vez foi líder da bancada do PMDB e apresentou projetos para a modernização da gestão pública.
Deputado federal por Goiás miniaturadaimagem|Daniel Vilela em atuação na Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, na Câmara Federal. Em 2014, foi eleito deputado federal com mais de 179 mil votos, sendo o segundo mais votado de Goiás. Em 2016, com apenas um ano e meio de mandato, foi citado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) como um dos mais influentes do Congresso Nacional.
Em seu primeiro ano de mandato, Daniel Vilela propôs o Projeto de Lei nº 3453/2015, transformado na Lei º 13.879/2019, que permite adaptar as concessões da telefonia fixa para autorização, para estimular a concorrência e investimentos no setor, tal como acontece na telefonia móvel, que passou pela mesma alteração em 2001. A iniciativa lhe rendeu condecoração da Ordem Nacional do Mérito Científico, a mais alta honraria concedida pelo poder público a personalidades nacionais e internacionais que contribuíram para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação no Brasil.
Daniel Vilela teve seu nome citado no contexto da Operação Miquéias. Ele teria aparecido em uma gravação durante um almoço em que estavam presentes outros líderes políticos, entre eles um ex-presidente do MDB, e também Luciane Hoepersque, que foi investigada no chamado ‘Escândalo das Pastinhas’. Importante destacar que o Ministério Público Federal não encontrou qualquer envolvimento de Vilela com a acusada, além da participação nesse almoço coletivo com diversos parlamentares, e o deputado não chegou a figurar como réu na ação.
Votou a favor do Processo de admissibilidade e do impeachment de Dilma Rousseff. Posteriormente, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos. Em abril de 2017, foi favorável à Reforma Trabalhista. Em agosto de 2017, votou contra o processo em que se pedia abertura de investigação do então Presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal.
O deputado foi relator da Medida Provisória que criava o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), no qual constava uma emenda que permite que os acordos coletivos tenham prevalência sobre a legislação trabalhista. Como não havia consenso entre entidades sindicais e patronais, a emenda foi retirada do projeto pelo próprio Daniel.
Ainda na Câmara Federal, atuou pela instituição do Código Comercial e a reformulação da Lei Pelé, entre outras iniciativas. Foi vice-líder da bancada do PMDB, presidente da Frente Parlamentar pela Convalidação dos Incentivos Fiscais e participou da COP21, quando foi assinado o Acordo de Paris. Foi autor de indicação da criação das Universidades Federais de Jataí e Catalão.
Daniel também atuou como relator da Medida Provisória que instituiu o Programa de Proteção ao Emprego (PPE). Ele também foi o autor do projeto que regulamenta o home office no serviço público e propôs Programa de Financiamento às Fontes Alternativas Renováveis de Energia Elétrica. Presidiu, ao longo de 2016, a Comissão Mista de Mudanças Climáticas (CMMC). Em 2017, presidiu a Comissão Especial da Reforma Trabalhista. Em 2018, foi eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), a mais importante da Câmara dos Deputados. No mesmo ano, Daniel figurou, mais uma vez, entre os deputados mais influentes do Congresso Nacional, segundo o Diap.
Em 2016, foi eleito presidente regional do MDB. Em 2018, Daniel disputou o Governo de Goiás sendo o segundo mais votado daquele pleito. Já nas eleições estaduais em Goiás em 2022, elegeu-se vice-governador na chapa de Ronaldo Caiado, seu oponente na eleição anterior. Em 2024, foi reeleito para o terceiro mandato à frente do MDB Goiás.
Vice-governador de Goiás Após negociações e formalização de chapa entre o MDB e o Democratas, Daniel Vilela foi formalizado em outubro de 2021, para concorrer com o então governador de Goiás, Ronaldo Caiado, para a reeleição no ano seguinte, na condição de vice-governador. Os dois foram eleitos em primeiro turno, com 51,81% dos votos válidos. Em 1º de janeiro de 2023, Caiado e Vilela tomaram posse.
Sob a gestão de Caiado e Daniel, o Governo do Estado de Goiás apresentou alto índice de aprovação: 83,9% dos goianos afirmam aprovar a gestão, segundo pesquisa divulgada em junho de 2024. É o maior índice dentre governos estaduais de todo o Brasil. Entre os pontos destacados pela pesquisa na gestão estão segurança pública, saúde, infraestrutura, educação e assistência social.
Como vice-governador, até setembro de 2024, Daniel Vilela assumiu, interinamente, por nove vezes o comando do estado, sendo o vice que mais esteve à frente do Executivo goiano. Entre suas iniciativas na condição do segundo mais alto cargo do Executivo Goiano, destaca-se a condução do Grupo de Trabalho instituído para conduzir o projeto de revitalização do Serra Dourada, um dos maiores complexos esportivos do Brasil.
No âmbito econômico, Daniel liderou a primeira missão institucional do Governo de Goiás à China, em junho de 2023. Entre 2023 e 2024, o vice-governador também foi o responsável por receber e conduzir diálogos a fim de ampliar relações e intercâmbios com várias delegações de países como Arábia Saudita, Portugal, Israel e Bélgica.
Governador de Goiás
No dia 31 de março de 2026 assumiu o Governo do Estado de Goiás após a renúncia para candidatura à Presidência da República do então governador Ronaldo Caiado.
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