miniaturadaimagem|Ilustração. Pólemo (; "guerra"), na mitologia grega, era uma Daemon que personificava a guerraNiall W. Slater, Spectator Politics: Metatheatre and Performance in Aristophanes (University of Pennsylvania Press, 2002), p. 119., num sentido geral, qualquer tipo de guerra, seja ela territorial, interna, externa etc.
Não são conhecidas práticas de culto ou mitos relacionadas com ela, e como uma representação abstrata aparece principalmente no discurso filosófico ou alegórico. William Kendrick Pritchett, The Greek State at War (University of California Press, 1979), vol. 3, p. 161.
Numa das fábulas de Esopo,Esopo, Fables 533 (from Babrius 70) Pólemo casa com Híbris, a personificação feminina de arrogância. Píndaro refere que Pólemo é o pai de Alala, deusa do grito de guerra.Píndaro, Dithyrambs fragment 78.
Filosofia
O filósofo pré-socrático Heráclito, descreve Pólemo como "rei e pai de tudo", com a capacidade de trazer tudo à existência e também aniquilá-la.Daniel Chapelle, Nietzsche and Psychoanalysis (State University of New York Press, 1993), p. 53, citing NER 19, frg. 53.
Para Heráclito, Pólemo "revela os deuses numa mão e os humanos noutra, faz escravos numa mão e liberta-os noutra".Gregory Fried, Heidegger's Polemos: From Being to Politics (Yale University Press, 2000), p. 21. O fragmento não deixa claro se Heráclito pensaria sobre Pólemo como uma abstracção, uma deusa, ou uma generalização da guerra, e esta ambiguidade seria talvez intencional.Fried, Heidegger's Polemos, p. 23. Heidegger interpretou o Pólemo de Heráclito como sendo o princípio de diferenciação ou de "separação" (do alemão Auseinandersetzung).Fried, Heidegger's Polemos, p. 17.
Categoria:Deuses da Grécia