María Corina Machado Parisca (Caracas, 7 de outubro de 1967Mariacorina2010 - Mi experiencia. Visitado em 1/3/2015.) é uma engenheira industrial, professora e política venezuelana. Serviu como deputada da Assembleia Nacional da Venezuela entre 2011 e 2014, quando teve seu mandato cassado pela mesa diretora da Assembleia Nacional da Venezuela, comandada na época por Diosdado Cabello. Foi também fundadora, juntamente com Alejandro Plaz,The Washington Post - Signing On To Challenge Hugo Chavez. Nora Boustany, 9 de Julho de 2004. Acessado em 01/03/2015. vice-presidente e presidente da Súmate,El niversal - Comunicado de Súmate sobre renuncia de María Corina Machado. Acessado em 01/03/2015. e do Soy Venezuela, uma organização civil de oposição e resistência ao governo do ditador Nicolás Maduro.
Juntamente com outros integrantes da oposição venezuelana, foi acusada de conspiração para fundos recebidos da Fundação Nacional para Democracia, provocando a condenação do governo de Hugo Chávez por grupos de defesa dos direitos humanos. Durante os protestos na Venezuela em 2014, foi uma das principais organizadoras das manifestações contra o presidente Nicolás Maduro.
Em junho de 2023, após começar a liderar as primárias da oposição para a Eleição presidencial em 2024, foi proibida de ocupar cargos públicos pela Controladoria-Geral do país por 15 anos; algo semelhante aconteceu com Henrique Capriles, que concorreu duas vezes à presidência pela oposição, e foi impedido de exercer cargos públicos por 15 anos em 2017. Em 9 de janeiro de 2024, durante um protesto contra a posse de Nicolás Maduro em 2025, foi presa pelo seu regime.
Recebeu o Prémio Nobel da Paz de 2025 por defender os direitos democráticos na Venezuela, liderando a luta por eleições livres e a transição da ditadura à democracia. Ainda, María Corina Machado defendeu a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela para pôr fim ao regime autoritário de Nicolás Maduro, tendo dedicado o Nobel da Paz "ao povo sofrido da Venezuela e ao presidente Donald Trump por seu apoio decisivo à nossa causa". A situação do país é descrita por vários organismos internacionais como assinalada por repressão sistemática e graves violações de direitos humanos, com a ONU e a OEA relatando perseguição política e irregularidades eleitorais, e com a Corte Penal Internacional conduzindo uma investigação por crimes contra a humanidade.Diversas fontes
Vida pessoal Nascida em 7 de outubro de 1967, como a mais velha de quatro filhas de um empresário do ramo do aço e de uma psicóloga formada, reconhece que sua infância foi "protegida do contato com a realidade" numa família "conservadora e católica fervorosa", que incluía o ensino em escolas particulares na Venezuela, internatos nos EUA e várias viagens para a Europa.The New York Times THE SATURDAY PROFILE; Venezuela's Best-Loved, or Maybe Most-Hated, Citizen. JUAN FORERO, 19 de novembro de 2005. Acessado em 01/03/2015. Entre seus antepassados, incluem-se Eduardo Blanco, autor do clássico de 1881 Venezuela Heroica, e um parente morto durante o um levante contra a ditadura de Juan Vicente Gómez.
É formada em engenharia industrial pela Universidade Católica Andrés Bello e possui mestrado em finanças pelo Instituto de Estudos Superiores de Administração (IESA) de Caracas.Wall Street Journal: A Young Defender of Democracy Faces Chávez's Wrath. Mary Anastasia O'Grady, 10 de Junho de 2005. Acessado em 01/03/2015.El Universal - María Corina Machado. Acessado em 01/03/2015.
Em 1992, já mãe de três filhos, criou a Fundação Atenea, para ajudar com doações privadas, órfãos e crianças carentes de Caracas. Foi também presidente da Fundação Oportunidades. Depois de trabalhar na indústria automobilística em Valencia, mudou-se em para a capital do país em 1993. Por seu papel na Súmate, abandonou a organização para não politizá-la.
Súmate thumb|250px|esquerda|George W. Bush recebendo María Corina Machado no Salão Oval (31 de Maio de 2005).
De acordo com o The Washington Post, a fundação da organização voluntária da sociedade civil venezuelana, Súmate, resultou de um encontro correu entre Machado e Alejandro Plaz no saguão de um hotel em 2001, onde compartilharam sua preocupação sobre o curso que estava sendo moldado para Venezuela. Machado disse:
"Algo despertou. Eu tinha essa sensação perturbadora de que não podia ficar em casa assistindo o país polarizar-se e entrar em colapso... Tivemos que manter o processo eleitoral, mas mudar o curso, para dar aos venezuelanos a oportunidade de contar com si mesmos, para dissipar as tensões que eles criaram. Foi a escolha das cédulas sobre as balas".
Em 2004, a Súmate fez uma petição que levou ao referendo de 2004 na Venezuela, que sugeria a interrupção do mandato de Hugo Chávez. De acordo com a CBS News, Chávez descreveu os líderes da Súmate como "conspiradores", "golpistas" e "lacaios" do governo dos EUA.Highbeam - Chavez Calls Watchdog Group a Top Enemy. IAN JAMES, 3 de Dezembro de 2005. Acessado em 01/03/2015. Após o referendo, os membros da Súmate foram acusados de traição e conspiração, nos termos do artigo 132 do Código Penal venezuelano,Human Rights Watch - Venezuela: Court Orders Trial of Civil Society Leaders. 8 de Julho de 2005. Acessado em 01/03/2015. por receber do NED, apoio financeiro para as suas atividades.
Em 2005, o The Wall Street Journal, noticiou que Machado enfrentou acusação de conspiração por ter recebido do NED uma doação de US$ 31 000,00 para "trabalho educativo apolítico". Naquele mesmo ano, o The New York Times definindo-a como a "adversária mais detestada do governo venezuelano, uma jovem mulher com um a velocidad de uma metralhadora giratória, que muitas vezes aparece em Washington ou Madrid para denunciar o que ela chama a erosão da democracia no governo do presidente Hugo Chávez", e diz que o governo venezuelano considera-a "um membro de uma elite corrupta vendida ao tão difamado governo Bush".
O porta-voz do departamento de Estado dos Estados Unidos declarou que a decisão de processá-la era "parte da campanha do presidente Hugo Chávez... para intimidar os membros sociedade civil e impedi-los de exercer os seus direitos democráticos", acrescentando que a administração Bush estava "seriamente preocupada" com a decisão do Supremo Tribunal de Justiça venezuelano.El Universal - Chávez intends to frighten opposition with NGO Súmate trial, says US spokesman. 8 de Julho de 2005. Acessado em 01/03/2015. As acusações criminais desencadearam condenações da Human Rights Watch e grupos democratas,World Movement for Democracy - Democracy Activists in Venezuela Threatened . 16 de Julho de 2004. Acessado em 01/03/2015. da Embaixada dos EUA na Venezuela,Embaixada dos Estados Unidos na Venezuela - Súmate Trial Decision. 8 de Julho de 2005. Acessado em 01/03/2015. e de uma coalizão de líderes mundiais.Web Archive, National Endowment for Democracy (NED) - International Coalition Expresses Concern for Democracy in Venezuela Havel, Albright, McCain among signatories of letter to Chavez. Acessado em 01/03/2015.
Machado reconheceu, em 2005, o apoio dos venezuelanos a Chávez, dizendo "nós temos que reconhecer as coisas positivas que têm sido feitas", mas que o presidente é "cada vez mais intolerante".
Machado e Plaz foram convidados a se reunir com os legisladores da Assembleia Nacional em agosto de 2006 para uma investigação sobre o financiamento da Súmate, mas tiveram seu acesso à audiência, embora tenham afirmado que receberam cartas solicitando a sua presença.El Universal - Lawmakers fail to interrogate Súmate directors. Acessado em 01/03/2015.
De acordo com o The Christian Science Monitor, ela também enfrenta acusações de traição por ter assinado o Decreto Carmona durante a tentativa de golpe de Estado na Venezuela de 2002. Alegou que escreveu seu nome no que acreditava ser uma lista de presença, enquanto visitava o palácio presidencialThe Christian Science Monitor Anti-Chávez leader under fire Maria Corina Machado is due in court Wednesday on treason charges.. Mike Ceaser, 5 de Julho de 2005. Acessado em 01/03/2015. As ações prevêem penas de mais de uma década na prisão; o julgamento foi suspenso em Fevereiro de 2006 por causa de violações ao devido processo legal por parte do juiz de primeira instância, e foi adiado várias vezes.Human Rights Watch - A Decade Under Chávez: Political Intolerance and Lost Opportunities for Advancing Human Rights in Venezuela. Setembro de 2008, pág. 218, Acessado em 01/03/2015. Candidatura presidencial de 2011 Em 2011, Machado anunciou o lançamento de sua pré-candidatura para a eleição presidencial na Venezuela em 2012.
De acordo com o Los Angeles Times, "Machado e Mendoza já estão falando como potenciais candidatos à presidência em dois anos".Los Angeles Times - Venezuela elections weaken Chavez's hold. Mery Mogollon e Chris Kraul, 28 de Setembro de 2010. Acessado em 01/03/2015. Michael Shifter disse que Machado é uma futura candidata presidencial "que pode, efetivamente, transmitir a visão de uma Venezuela pós-Chávez que pode apelar adequadamente aos simpatizantes de Chávez".The Washington Times - Chavez opponents make gains. Bloc breaks supermajority in Venezuelan legislature. Ben Birnbaum, 27 de Setembro de 2010. Acessado em 01/03/2015. De acordo com o Financial Times, "Machado está sendo apelidada de o novo rosto da oposição... Até mesmo o presidente Hugo Chávez tem falado de confrontá-la nas eleições presidenciais de 2012".Financial Times - [www.ft.com/cms/s/0/064cc06a-cb30-11df-95c0-00144feab49a.html Venezuela’s opposition claims majority.] 28 de setembro de 2010. Acessado em 01/03/2015.
Em 13 de janeiro de 2012, durante o discurso anual de Chávez à Assembleia Nacional venezuelana, Machado confrontou-o sobre a escassez de produtos básicos, a criminalidade e as nacionalizações das indústrias de base: "Como você pode dizer que protege a propriedade privada quando pequenas empresas foram expropriadas? Expropriação sem indenização é roubo".Reuters - . Daniel Wallis e Andrew Cawthorne, 14 de Janeiro de 2012. Acessado em 01/03/2015.
Henrique Capriles Radonski foi o vencedor das primárias 12 de Fevereiro de 2012 para ser o candidato da oposição contra Chávez na eleição presidencial de Outubro; de acordo com a Associated Press, Machado "admitiu a derrota antes do anúncio dos resultados, dizendo que também irá apoiar ativamente Capriles".USA Today - Venezuela's opposition picks Chavez's challenger. 12 de Fevereiro de 2012. Acessado em 01/03/2015.
O vencedor da primária de 2012 para ser o candidato da oposição contra Chávez na eleição presidencial de outubro foi Henrique Capriles Radonski; segundo a Associated Press, Machado “reconheceu a derrota antes do anúncio dos resultados, dizendo que também apoiaria ativamente Capriles”.
Assembleia Nacional thumb|250px|direita|Presente no Fórum Econômico Mundial de 2011 no Rio de Janeiro
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