Adolfo Ferreira de Loureiro CvA • ComA • GOA • OSE • ComNSC (Coimbra, São Bartolomeu, 12 de Dezembro de 1836 – Lisboa, 22 de Novembro de 1911) foi um militar, engenheiro, escritor, poeta e político português.

Biografia Era filho de Felisberto de Sousa Ferreira (Coimbra, São Bartolomeu, 9 de Novembro de 1804 - 15 de Outubro de 1862) e de sua mulher Ana Augusta de Sequeira (Coimbra, São Bartolomeu, bap. 19 de Janeiro de 1809 - ?).

Primeiros Estudos Frequentou o Liceu de Coimbra e a Faculdade de Matemática da Universidade de Coimbra, a partir de 1851.

Percurso Militar Assentou Praça a 5 de Abril de 1854 e alistou-se como Voluntário no Batalhão de Caçadores N.º 8, tendo obtido licença para continuar os estudos na Universidade. Em Julho de 1856, recebeu o grau de Bacharel em Matemática, passando, pouco depois, a frequentar o curso do Estado-Maior na Escola do Exército. Fez, ainda, o curso de Engenharia desta mesma Escola, que completou a 20 de Julho de 1858, ano em que foi promovido a Alferes em 1858.

Foi, sucessivamente, promovido a vários postos do Exército: a Tenente em 1860, a Capitão em 1865, a Major em 1874, a Tenente-Coronel em 1884, a Coronel em 1893 ou 1894 e a General de Brigada em 1899. No mês de Abril de 1902, por determinação da Junta Médica do Hospital Militar de Lisboa, Adolfo Ferreira Loureiro passou à reserva como General de Divisão, reformando-se ao fim de cinco anos, em 1907.

Carreira de Engenheiro Elaborou vários projectos de Engenharia, que contribuíram para ser nomeado Engenheiro Director da 1.ª Secção Hidráulica do Ministério das Obras Públicas, Director das 1.ª, 2.ª e 3.ª Circunscrições Hidráulicas do Ministério das Obras Públicas, Vogal da Comissão Central Permanente de Piscicultura, Diretor-Geral das Obras Públicas e Minas, e, posteriormente, Presidente do Conselho Superior de Obras Públicas e Minas, etc.

Entre os projectos e estudos e Engenharia que fez, destacam-se o projecto de melhoramento dos Portos de Leixões e de Lisboa, os estudos sobre os Portos de Macau, Funchal, Horta, Ponta Delgada e São Vicente de Cabo Verde, e os projectos que elaborou sobre e para várias estradas, cais e saneamento de pântanos, melhoramento de portos, etc. Dirigiu as obras do Rio Mondego, da Barra da Figueira da Foz, do Porto de Lisboa como Director-Geral e Director-Fiscal das Obras, de todas as bacias hidráulicas entre os Rios Lis e Guadiana, e as obras da Penitenciária de Lisboa e da Escola Agrícola de Coimbra, tendo sido Director Interino das Obras Públicas do Distrito de Coimbra, etc.

Em 1883, foi em Comissão à Índia Britânica, a Ceilão, Singapura, China e Macau. Entre 1894 e 1896, teve o cargo de Vice-Presidente da Real Sociedade de Geografia de Lisboa, da qual era Membro, e presidiu à Secção de Geografia da mesma Sociedade. Foi Presidente da Associação dos Engenheiros Civis Portugueses e à Associação dos Arqueólogos Portugueses.

Publicou diversas obras sobre os seus estudos e trabalhos de Engenharia, tendo, também, redigido alguns elogios históricos. Colaborou nos jornais "Literatura Ilustrada" e "Arquivo Universal" e na "Revista de Obras Públicas e Minas".

Percurso Político Apoiado pelo Partido Progressista, foi eleito Deputado para Legislatura de 1890, pelo 1.° Círculo Eleitoral de Macau, de que prestou juramento a 15 de Janeiro de 1890, e, na Legislatura de 1890-1892, representou o referido Círculo Eleitoral como Deputado da Legislatura anterior, até ao dia 27 de Maio de 1890. Foi eleito para a Legislatura de 1900, pelo Círculo Eleitoral de São Tomé, de que prestou juramento a 18 de Janeiro de 1900, durante a qual fez parte de duas Comissões em datas desconhecidas de 1900D/85; Diário da Câmara dos DeputadosD/14; Diário da Câmara dos Deputados e teve quatro Intervenções, a 1,Diário da B. P. 9 e 26Diário da Câmara dos Deputados de Março e a 18 de Maio de 1900. Em 1900, fez parte das Comissões Parlamentares de Obras Públicas e do ultramar. As suas intervenções parlamentares foram muito escassas. No primeiro dia de Março de 1900, em conjunto com José António de Almada, Salvador Gamito de Oliveira e outros Deputados, renovou a iniciativa dum Projecto de Lei assinado pelo 1.° Visconde da Ribeira Brava, a 27 de Abril de 1898, relativo às levadas da Ilha da Madeira. A 9 de Março de 1900, subscreveu, com Augusto José da Cunha, José Joaquim da Silva Amado e outros, um Projecto de Lei para ser concedido, à Associação Científica e de Instrução Gratuita Instituto 19 de Setembro, um subsídio anual permanente de 600$000 réis. A 18 de Maio de 1890, interveio na discussão do Parecer da Comissão do Ultramar, de que era Membro, sobre a Proposta de Lei do Ministro do Ultramar Eduardo Vilaça, relativa à exploração e construção de caminhos-de-ferro nas Províncias Ultramarinas, por conta do Governo. Defendeu o Projecto de Lei, considerando o caminho-de-ferro como um meio de organização política e administrativa e um pólo de difusão da Instrução e de desenvolvimento das Colónias.

Títulos e Condecorações Tinha e possuía a Carta de Conselho ou de Conselheiro e foi do Conselho de Sua Majestade Fidelíssima.

60px Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa de Portugal 60px Medalha Militar de Bons Serviços de Portugal 60px Medalha Militar de Comportamento Exemplar de Portugal 60px Cavaleiro da Ordem de Avis de Portugal 60px Comendador da Ordem de Avis de Portugal 60px Grande-Oficial da Ordem de Avis de Portugal 60px Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada de Portugal 60px Cavaleiro da Ordem da Coroa de Itália 60px Cavaleiro da Ordem do Leão Neerlandês da Holanda etc

Obras Escreveu e, da sua vasta obra, destacam-se: Espinhos e Amores, versos, Coimbra, 1859 Estudos dos Portos Comerciais, Coimbra, 1885 Breves Notícias sobre os arquipélagos da Madeira, Açores, Cabo Verde e Canárias, Lisboa, 1898 No Oriente, de Nápoles à China, 2 volumes para a Exposição do Centenário da Índia, em 1898, s. l., 1898 Os Portos Marítimos de Portugal e ilhas adjacentes, II Volumes, Lisboa, 1904-1910 Elogio Histórico de Bento Fortunato de Moura Coutinho de Almeida de Eça, Lisboa, 1906 Sobre o Mondego e a Barra da Figueira, sob o ponto de vista da navegação, da agricultura e da saúde pública Sobre a navegação do Alto Mondego Sobre os melhoramentos do campo de Lis Sobre diversos assuntos hidráulicos Sobre o melhoramento do Tibre e defesa de Roma contra inundações Sobre diversos portos marítimos e comerciais da Europa, Ásia, África e Oceânia Descrição dos portos marítimos de Portugal e Ilhas

Morte Quando faleceu, várias individualidades assistiram ao seu funeral, no Cemitério dos Prazeres, entre as quais o Ministro das Colónias.

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