O Tratado de Gulja ), Culja () ou Iningue () foi celebrado entre a China e o Império Russo em 1851, na cidade de Gulja, para regular o comércio entre os dois países, em um contexto no qual o Império Russo se expandia no Cazaquistão e na Ásia Central e a China estava sob crescente influência estrangeira, após a Primeira Guerra do Ópio.

A partir da década de 1840, comerciantes oriundos do Império Russo passaram a atuar na região do Vale do Rio Ili e em Tarbagatai, também conhecido como Chuguchaca, apesar de tal atividade não ser permitida pela Dinastia Chingue que proibia o comércio com estrangeiros naquelas cidades. Naquela época o comércio com os chineses tinha que ser realizado em Kyakhta, conforme previa o Tratado de Kyakhta de 1727The Ili Region under Russian Rule (1871-1881), p. 4 , em inglês, acesso em 1º de março de 2015. Russian-Chinese Treaty of Kyakhta signed, em inglês, acesso em 1º de março de 2015..

Os russos tinham interesse em adquirir chá pretoFrom Russia with (tea) love, em inglês, acesso em 1 de março de 2015. e produtos têxteis e queriam autorização para realizar suas atividades em outras localidades. Tal atividade foi legalizada por meio do Tratado de Gulja em 1851.

O Tratado concedeu aos russos a possibilidade de estabelecer instalações comerciais e residências oficiais na região de Sinquião. Também determinou que os russos não estavam sujeitos à lei chinesa, mas se sujeitariam à autoridade do cônsules russos em Chuguchak, atualmente conhecida como Tacheng, e em Gulja. O tratado foi seguido por uma expansão acelerada da Rússia na Ásia CentralTreaty of Kuldja, acesso em 1º de fevereiro de 2015..

Ligação Externa

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