Juarez é um filme estadunidense de 1939, do gênero drama histórico, dirigido por William Dieterle, estrelado por Paul Muni e Bette Davis, e co-estrelado por Brian Aherne, Claude Rains e John Garfield. O roteiro de John Huston, Æneas MacKenzie e Wolfgang Reinhardt foi baseado na peça teatral "Juarez and Maximilian" (1925), de Franz Werfel; e no romance biográfico "The Phantom Crown" (1934), de Bertita Harding.
Sinopse No México da década de 1860, todos querem democracia, incentivados por Benito Juárez (Paul Muni). Ao chegar ao país, o recém-nomeado Imperador Maximiliano I (Brian Aherne) tenta reverter a situação, auxiliado por um grupo de monárquicos. Sua esposa, Carlota, viaja para a França para pedir ajuda a Napoleão III (Claude Rains), enquanto Abraham Lincoln continua a dar corda para Juarez. Maximiliano ainda enfrenta um drama particular: sua amada Carlota dá sinais de estar ficando louca.
Elenco Paul Muni como Benito Juárez Bette Davis como Carlota da Bélgica Brian Aherne como Maximiliano I do México Claude Rains como Napoleão III John Garfield como Porfirio Díaz Donald Crisp como Marechal Achille Bazaine Joseph Calleia como Alejandro Uradi Gale Sondergaard como Imperatriz Eugênia Gilbert Roland como Coronel Miguel Lopez Henry O'Neill como Marechal Miguel Miramón William Wilkerson como General Tomás Mejía Harry Davenport como Dr. Samuel Basch Louis Calhern como Le Marc Walter Kingsford como Príncipe Richard von Metternich Irving Pichel como Gen. Carbajal Montagu Love como José de Montares John Miljan como Mariano Escobedo Hugh Sothern como John Bigelow Mickey Kuhn como Agustín de Iturbide y Green Holmes Herbert como Marshal Randon (não-creditado) Frank Reicher como Charles, Duque de Morny (não-creditado)
Produção Apesar de pretender ser uma biografia do estadista mexicano Benito Juárez, o filme é composto por três enredos interligados: as intrigas de Napoleão III para levar o México para a órbita francesa; o romance entre o Imperador Maximiliano I, títere francês, e sua futura esposa Carlota; e os esforços de Juárez para levar a democracia ao seu país, longe de interferência externa.Stine, Whitney, and Davis, Bette, Mother Goddam: The Story of the Career of Bette Davis. New York: Hawthorn Books 1974. , pp.101-104
O roteiro, apesar de baseado primariamente no romance "The Phantom Crown" (1934), de Bertita Harding, e na peça de teatro "Juarez und Maximilian" (1925), de Franz Werfel, utilizou 357 outras fontes de informação.HIRSCHHORN, Clive, The Warner Bros. Story, Londres: Octopus Books, 1986
"Juarez" e "Confessions of a Nazi Spy" foram as únicas produções de Hollywood, em 1939, a mostrar o desprezo estadunidense pelos regimes fascistas, em ascensão na Europa. Daí o material publicitário de "Juarez" traçar um paralelo entre o México de 1863 e a Tchecoslováquia de 1939, ocupada pela Alemanha desde o início daquele ano.SHINDLER, Colin, Hollywood Holds Back, in Movies of the Thirties, editado por Ann Lloyd, Londres: Orbis, 1985
O figurinista Orry-Kelly fez uso do que chamou de "psicologia visual", que consistia na criação de diversos vestidos que mostravam o progressivo enlouquecimento de Carlota, ao mudar da cor branca no início, para a vermelha no final, com diversos tons intermediários no meio.
Produção cuidadosa, o diretor de arte Anton Grot produziu 3.643 desenhos para os 34 sets de filmagem, o maior deles uma recriação da Cidade do México. Erich Wolfgang Korngold, por sua vez, compôs 3000 compassos de música.
"Juarez" foi indicado a duas categorias do Oscar: melhor ator coadjuvante (Brian Aherne) e melhor fotografia em preto em branco (Tony Gaudio). O The New York Times situou-o entre os dez melhores filmes de 1939.
Para Ken Wlaschin, este é um dos melhores trabalhos de Paul Muni,WLASCHIN, Ken, The World's Great Movie Stars and Their Films, Londres: Peerage Books, 1985 que já interpretou Louis Pasteur em "The Story of Louis Pasteur" e Emile Zola em "The Life of Emile Zola" (1937).
Nada disso fez da produção um sucesso de bilheteria. A crítica especializada não foi unânime nos elogios: consensualmente, estabeleceu-se que o que sobrava em didatismo, faltava em diversão.
O ator e diretor mexicano Miguel Contreras Torres processou a Warner Bros. por plagiar "Juarez y Maximiliano", que ele produziu e dirigiu em 1934. A Warner perdeu a ação e foi condenada, entre outras coisas, a distribuir a produção mexicana. Para isso, ela elaborou uma versão em inglês, intitulada "The Mad Empress", lançada também em 1939. Essa versão contava com Conrad Nagel e Medea de Novara no elenco principal.
Prêmios e indicações Ano Cerimônia Categoria Indicado Resultado 1940 Oscar Melhor ator coadjuvante Brian Aherne rowspan="2" Melhor fotografia em preto e branco Tony Gaudio
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