thumb|right|200px|Antimaidan(protestos contra o Euromaidan) em Kiev, 14 de Dezembro de 2013 200px|miniaturadaimagem|Manifestantes pró-Rússia removendo a bandeira da Ucrânia em um edifício em Oblast de Donetsk. thumb|Bandeiras com as cores da Fita da Ordem de São Jorge tem sido adotadas pelos manifestantes. Essas cores simbolizam o valor militar russo, e foram usadas em condecorações concedidas nos exércitos russos e soviéticosUkraine crisis: What do the flags mean?, em inglês, acesso em 23 de março de 2014. 2OOpx|thumb|right|Manifestantes no Conselho Regional de Donetsk levantando a bandeira da Rússia, 1 de março de 2014. Os protestos pró-russos na Ucrânia se referem a uma série de protestos, manifestações e motins por ultranacionalistas pró-Rússia e grupos antigovernamentais que ocorreram nas principais cidades das regiões oriental e meridional da Ucrânia, como reação ao Euromaidan e em paralelo à Crise na Crimeia no mesmo país. Os protestos nos oblasts de Donetsk e Luhansk se intensificaram e transformaram em uma "insurgência separatista" e abriram caminho para um conflito armado no leste a cerca de 12 de abril.
Alguns meios de imprensa em russo se referiram ao fenômeno como "Primavera Russa","Русская весна" на Юго-Востоке Украины, em russo, acesso em 24 de março de 2014.«Русская весна» восточной Украины, em russo, acesso em 31 de março de 2014. por outro lado foi detectada a presença de cidadãos russos participando de tais protestos.From Russia, ‘Tourists’ Stir the Protests, em inglês, acesso em 27 de março de 2014.#BBCtrending: Russian site recruits 'volunteers' for Ukraine, em inglês, acesso em 28 de março de 2014.
Os protestos ocorreram em pelo menos 11 cidades como: Donetsk, Carcóvia,Ukraine accuses Russia of invasion in Crimea, em inglês, acesso em 23 de março de 2014. Odessa, Luhansk, Mikolayiv,Pro-Russia Protesters Storm Donetsk Offices, em inglês, acesso em 23 de março de 2014. Dnipropetrovsk, Mariupol, MelitopolМелитопольцы встретили «Русскую весну» и собрали подписи за референдум. Фото, acesso em 31 de outubro de 2014. e Kherson.В Херсоне прошел пророссийский митинг, em russo, acesso em 28 de março de 2014.
Durante os protestos, muitos ativistas utilizavam bandeiras da Rússia e bandeiras e fitas com faixas laranja e preto (faixas da Ordem de São Jorge, utilizadas pelos nacionalistas russos).
Em 13 de abril, as autoridades de Kiev lançaram uma operação especial contra o leste do país, com a participação das Forças Armadas, no que foi o início do conflito armado no leste. Segundo o presidente deposto Viktor Yanukovich isso deixa a Ucrânia a "beira de uma guerra civil". O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também classificou como "criminosa" e condenou as ações do governo ucraniano.
Antecedentes
Euromaidan
Na noite de 21 de novembro de 2013, em Kiev, ocorreram as primeiras manifestações de natureza europeísta, devido à suspensão da assinatura do Acordo de Associação e do Acordo de Livre Comércio entre a Ucrânia e a União Europeia.
Após vários meses de protestos e tumultos e logo nomeado Quinta-Feira Negra (20 de fevereiro de 2014), que matou 60 manifestantes neste quadro de tensão, em 22 de fevereiro, na parte da manhã, os manifestantes da oposição assumiram a país e ocuparam as principais instituições sediadas em Kiev. O Verkhovna Rada assumiu o controle do país e Oleksandr Turtchynov assumiu a coordenação do governo e a presidência do Parlamento, caindo, assim, o governo de Viktor Yanukovich.
Abolição da lei de idiomas cooficiais Após a destituição de Yanukovych do poder pela segunda vez em nove anos (a primeira vez como primeiro-ministro), o Congresso dos Deputados e os governadores regionais do leste e do sul da Ucrânia recorreram à resistência e acusaram a oposição de não cumprir o acordo de paz assinado em 21 de fevereiro com o presidente deposto. Enquanto isso, o Rada Suprema aboliu a lei sobre as línguas minoritárias, que estabelecia que nos raions onde uma determinada língua fosse falada por pelo menos 10% da população, essa língua poderia adquirir o estatuto de língua oficial; a revogação da lei aprovada em 2012 prejudica os russófonos (co-oficiais em toda a Ucrânia oriental e meridional, bem como em alguns raions em Kirovohrad, Chernigov, Jitomir e Sumi), húngaros (co-oficial em alguns raions da Transcarpatia) e romenos (co-oficial em alguns raions da Transcarpatia, Chernivtsi e Odessa).
Anti-Maidan O AntiMaidan foi uma onda de manifestações pró-governo ucraniano durante a crise política de 2013-2014 em oposição ao então vasto movimento Euromaidan. Estas manifestações apoiavam o então presidente Viktor Yanukovych, o Partido das Regiões e laços mais estreitos com a Rússia.
Depois do sucesso do Euromaidan, que resultou na revolução ucraniana de 2014, muitos daqueles que haviam participado do AntiMaidan, especialmente aqueles no leste e sul da Ucrânia, começaram a protestar em oposição ao governo de transição de Arseniy Yatsenyuk.
Durante o Euromaidan houve relatos generalizados de que manifestantes 'antiMaidan' pró-Yanukovych e pró-russos foram pagos pelo seu apoio.
Distúrbios por região
Crise da Crimeia
Após o Euromaidan, iniciam-se uma série de protestos contra o governo interino de Kiev na península da Crimeia. Após vários dias de confrontos entre militantes não identificados e forças ucranianas, em 11 de março, a República Autônoma da Crimeia e Sevastopol declararam a independência, proclamando o Estado Soberano da República da Crimeia. Em 16 de março, ocorre um referendo sobre o estatuto político da Crimeia e Sevastopol com uma maioria esmagadora de votos a favor da adesão da península à Federação Russa. Finalmente, em 18 de março, representantes da Crimeia e Sevastopol e Vladimir Putin assinam o acordo adesão.
Ucrânia Oriental e Meridional Em 1º de março, o presidente deposto da Ucrânia Viktor Yanukovich escreve uma carta para Vladimir Putin pedindo-lhe para usar as forças armadas da Federação Russa para estabelecer a legitimidade, a paz, a lei e a ordem, a estabilidade e para defender o povo da Ucrânia.
No mesmo dia, uma manifestação em Carcóvia reúne dezenas de milhares de pessoas que invadiram a sede da administração regional e obrigaram partidários do governo central e ficar de joelhos e a pedir desculpas por provocações.
A manifestação em Donetsk elege o "governado do povo" e tenta invadir a sede da administração regional. A Câmara Municipal Donetsk propôs ao Conselho Regional de Donbass que realizasse um referendo sobre o destino da região, que incluísse a possibilidade de considerar o russo com uma língua oficial ao lado do ucraniano, a Rússia como um parceiro estratégico da região e uma maior autonomia.В Харькове митингующие ворвались в здание областной администрации, em russo, acesso em 28 de março de 2014. A Câmara Municipal de Mariupol também é tomada por manifestantes e a manifestação em Lugansk reúne cerca de 10.000 pessoas que pedem a realização de um refendo.В Луганске прошел десятитысячный митинг против новой власти на Украине. ФОТО em russo, acesso em 28 de março de 2014.
Ao mesmo tempo, uma manifestação contra o fascismo e a violência e favorável à unificação da de uma união da Ucrânia com a Rússia e a Bielorrússia e à realização de um referendo, reuniu mais de 400 pessoas em Kherson.
No dia 2 de março, o Conselho Regional de Luhansk adota posições semelhantes às da Câmara Municipal Donetsk, e, além disso: declarou a ilegitimidade das novas autoridades executivas, pedindo o desarmamento dos grupos armados ilegais, a proibição de organizações pró-fascistas e neo-fascistas, e reservou-se o direito de procurar a ajuda de o povo irmão da Federação RussaОблсовет Луганска угрожает разоружить Майдан руками "братской" России, em russo, acesso em 28 de março de 2014. Pouco após à supracitada decisão, uma manifestação dirigida pela Guarda de Luhansk passou a exigir que os deputados solicitassem à Vladimir Putin o envio de tropas, e diante da recusa, houve a ocupação do edifício.
Em 4 de março, Vitaly Churkin, representando a Rússia durante uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, reiterou que Viktor Yanukovich seria o líder legítimo da Ucrânia e não o presidente interino Olexander Turchynov.Ukraine's Yanukovych asked for troops, Russia tells UN, em inglês, acesso em 24 de março de 2014.
Em 5 de março, ocorre tomada da sede do governo regional na cidade de Donetsk; e no dia seguinte, a polícia retoma a sede do governo regional e detêm Pavel Gubarev e várias dezenas de manifestantes.Ukrainian city of Donetsk epitomizes country's crisis, em inglês, acesso em 27 de março de 2014.Ukraine police on alert as violence erupts at pro-Russia demo , em inglês, acesso em 27 de março de 2014.
A 13 de março, um defensor do regime ucraniano foi morto a facadas por militantes pro-russos em decorrência de confrontos iniciados na Praça Lênin da cidade de Donetsk.Russia vetoes UN resolution on Crimea referendum, em inglês, acesso em 24 de março de 2014.Дві людини загинуло під час сутичок між учасниками мітингів у Донецьку, em ucraniano, acesso em 24 de março de 2014.На мітингу в Донецьку загинула людина, 10 у лікарнях , em ucraniano, acesso em 24 de março de 2014.Дві людини загинуло під час сутичок між учасниками мітингів у Донецьку, em ucraniano, acesso em 27 de março de 2014.One dead in Ukraine clash in eastern city , em inglês, acesso em 27 de março de 2014.Euromaidan protestors start fight with pro-Russia activists in Donetsk , em inglês, acesso em 28 de março de 2014.
No dia seguinte, duas pessoas são mortas em Carcóvia, atingidos por disparos de nacionalistas ucranianos.Two Killed in Ukraine as Protesters Clash in Kharkiv, em inglês, acesso em 24 de março de 2014.
Após três mortes nos protestos em Donetsk e Carcóvia, em 15 de março, o presidente interino da Ucrânia, Oleksandr Turchynov, falando ao parlamento, disse que o governo russo estava organizando e financiando protestos no leste da Ucrânia e alertou para a ameaça de uma invasão russa do leste do país. Por outro lado, Sergei Lavrov afirmou que autoridades russas estavam analisando pedidos para atuar na defesa de cidadãos residentes na Ucrânia, em um contexto no qual o presidente Vladimir Putin foi autorizado pelo parlamento para implantar forças armadas na Ucrânia para proteger os russos étnicos e de língua russa após a queda do presidente pró-Moscou Viktor Yanukovich.
No mesmo dia, manifestantes pró-russos atacaram um edifício de serviços de segurança em Donetsk exigindo a libertação de Pavel Gubarev e o direito de decidir por meio de referendo a separação com a Ucrânia e a adesão à Rússia.
No dia 22 de março ocorre manifestação em Melitopol sem caráter separatista, mas que defendia a realização de um referendo para que os cidadãos pudessem decidir se desejam estreitar os laços com a União Europeia ou com a Rússia e se a Ucrânia deve se converter em uma federação.
Em 23 de março, ocorre uma manifestação em Donetsk em defesa da realização de um referendo no dia 25 de maio, para que a região de Donbass pudesse firmar acordo de união aduaneira com a Rússia.В Донецке участники пророссийского митинга требуют проведения референдума 25 мая, em russo, acesso em 31 de março de 2014.
Em 29 de março cerca de 300 pessoas participaram de uma manifestação antifascista em Melitopol sem caráter separatista, mas que defendia a amizade com a Rússia.В Мелитополе прошел антифашистский митинг. Фото, em russo, acesso em 31 de março de 2014. E no dia seguinte, ocorrem manifestações em Carcóvia, Donetsk e Lugansk a favor de uma maior autonomia para as regiões situadas no sudeste.Власти необходимо не игнорировать движения в поддержку федерализации, а предлагать свое виденье - Бондаренко, em russo, acesso em 31 de março de 2014. thumb|Manifestantes em Odessa, 13 Abril de 2014
Conflito armado