thumb|Soldo de ouro do imperador Teófilo thumb|Soldo cunhado durante a regência de Teodora e Teoctisto. O imperador está a esquerda
Constantino Maniaces (; 830–866) foi um oficial cortesão sênior bizantino de meados do . Inicialmente um refém bizantino, logo adquiriu a confiança imperial e ascendeu na hierarquia cortesã sendo nomeado para postos seniores como de drungário da guarda, patrício e logóteta do dromo. Além disso, esteve envolvido nos eventos cortesões do momento, como a execução de Teoctisto e as intrigas em torno dos patriarcas e Fócio.
Bibliografia
Maniaces foi provavelmente descendente de uma família nobre armênia. Veio para a corte bizantina no reinado do imperador Teófilo como parte da delegação de príncipes armênios, e foi deixado na capital bizantina, Constantinopla, como um refém. Sua inteligência e qualidades físicas logo marcaram-o, e ele rapidamente ganhou a confiança de Teófilo e ascendeu na hierarquia cortesã. Pelo fim do reinado de Teófilo, foi drungário da guarda. Manteve o posto após a morte de Teófilo, e em 843 reforçou a deposição do patriarca , que mais tarde falsamente acusou Maniaces de torturá-lo.
Sua influência na corte imperial foi alta durante a regência da imperatriz Teodora e Teoctisto, bem como depois, durante o reinado único de . Posteriormente ascendeu ao posto de patrício e logóteta do dromo ("logóteta postal"), o último em 866-867 de acordo com Rodolphe Guilland. Após a queda de Teoctisto em 855, arquitetada pelo irmão de Teodora, Bardas, Maniaces tentou em vão salvar Teoctisto da execução. Maniaces foi um dos apoiantes de durante seus primeiros dias na corte imperial. De acordo com José Genésio e outros cronistas bizantinos, Maniaces esteve relacionado com o futuro imperador, que também foi de ascendência armênia. Maniaces foi também um oponente firme do patriarca Fócio e consequentemente um amigo e aliado de Inácio I, o rival de Fócio, mesmo tendo auxiliado-o durante a prisão deste último por ordens de Bardas. Durante o assassinato de Bardas por Basílio I, o Macedônio em abril de 866, Constantino protegeu Miguel III durante o tumulto subsequente. Ele foi um dos parceiros de Miguel III no passatempo favorito do imperador, corrida de bigas, e é mencionado pela última vez nas corridas realizadas em 1 de setembro de 866 no hipódromo do palácio de São Mamas.
Família
Tradicionalmente, Constantino Maniaces foi identificado como pai de Tomás, um patrício e logóteta no começo do , e como pai ou avô do historiador Genésio, mas a pesquisa mais recente levantada por Karlin-Hayter e Tadeusz Wasilewski minou esta hipótese.
Bibliografia
Categoria:Drungários da guarda Categoria:Patrícios do Império Bizantino Categoria:Logótetas do dromo Categoria:Bizantinos do século IX Categoria:Armênios do século IX Categoria:Família Maniaces