O Tempo e o Modo, Revista de Pensamento e Acção (1963) foi uma revista portuguesa que abordava temas políticos, culturais, literários e artísticos.

Fundação A primeira publicação data de Janeiro de 1963.

Tratava-se de uma revista que marcou a sociedade portuguesa pela abertura de novos horizontes políticos, culturais, literários e artísticos. Como se podia ler na capa da revista, foi Uma revista de pensamento e acção.

Faz parte de um "sector mais vasto e pulverizado" de "esquerda socialista radical" que englobava, por exemplo, o Movimento de Ação Revolucionária ou "católicos desafectos do regime". De oposição ao Estado Novo, no seguimento da Crise Académica de 1962, distinguia-se do Partido Comunista PortuguêsMiguel Cardina (2010) A Esquerda Radical. Biblioteca Mínima.. Apresentava visões divergentes. Vai virar à esquerda de 1967 a 1969 influenciada pelo Maio de 1968. Com o afastamento de Bérnard da Costa no princípio dos 1970s, a revista aproxima-se do MRPP.

Autores Teve como fundadores, uma geração de não conformistas provenientes de diversos movimentos católicos como o jornal Encontro e da Juventude Universitária Católica (JUC), católicos progressistas críticos do salazarismo e ligados à doutrina do Concílio Vaticano II. Desses fundadores, podemos destacar António Alçada Baptista, João Bénard da Costa, Pedro Tamen, Nuno de Bragança, Alberto Vaz da Silva e Mário Murteira, sendo que, a estes se vieram juntar mais tarde, outros inconformados dispostos a intervir para alterar a sociedade/regime como por exemplo Mário Soares, Francisco Salgado Zenha, Francisco Lino Neto, Adérito Sedas Nunes, Jorge Sampaio, José Medeiros Ferreira, Manuel de Lucena, Manuel dos Santos Loureiro, Mário Sottomayor Cardia, Helena Vaz da Silva, Vasco Pulido Valente, João Cravinho, etc.

A revista teve como primeiro director António Alçada Baptista e como chefe de redacção João Bénard da Costa

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