é um fenômeno morfofonológico da língua japonesa que regula a pronúncia da consoante inicial das porções não-iniciais de palavras compostas ou prefixadas, constituindo um exemplo de mutação consonantal. No japonês moderno, rendaku é comum mas algumas vezes imprevisível, pois algumas palavras não são afetadas por ele.

O kanji não possui um marcador que indique a ocorrência de rendaku, mas quando se utiliza o hiragana ou o katakana dispõe-se do dakuten para indicar a mudança na pronúncia.

Exemplos Consoantes (usando o sistema Hepburn) submetidas ao rendakuLow, James, 2009, Issues in Rendaku: Solving the Nasal Paradox and Reevaluating Current Theories of Sequential Voicing in Japanese. (Senior thesis in linguistics) Pomona College.Original Pronúncia k → g s, sh → z, j t, ch, ts → d, j, dz h, f → b Rendaku pode ser observado nas seguintes palavras: hito + hito > hitobito ("pessoa" + "pessoa" → "povo") ike + hana > ikebana ("manter vivo" + "flor" → "arranjo floral") toki + toki > tokidoki ("tempo" + "tempo" → "às vezes") te + kami > tegami ("mão" + "papel" → "carta") ori + kami > origami ("dobrar" + "papel" → "") hira + kana > hiragana ("pleno" + "caracter", compare com katakana, que não sofre rendaku) hana + chi > hanaji ("nariz" + "sangramento" → "epistaxe") maki + sushi > makizushi ("enrolar" + "sushi" → "nori-wrapped sushi") (Rendaku é a regra nas palavras que terminam em sushi) yama + tera > Yama-dera ("montanha" + "templo") kokoro + tsukai > kokorodzukai ("coração" + "usando" → "ansiedade")

Em alguns casos, o rendaku varia em função da sintaxe. Por exemplo, o sufixo de , é pronunciado como acompanhando o modo verbal perfectivo, com em , mas é pronunciado como quando seguindo um substantivo, como em ou, semanticamente diferente – mais concretamente – .

Propriedades que impedem rendaku Pesquisas sobre a definição do espectro de situações afetadas pelo rendaku têm se limitado a buscar circunstâncias que levam o fenômeno a não se manifestar:

Lei de Lyman A Lei de Lyman afirma que o rendaku não ocorre se a segunda consoante do segundo elemento é vocalizada obstrutivamente, um som consonantal formado por um fluxo de ar obstruído. Esta declaração foi posteriormente passou a afirmar que o rendaku não ocorre quando o segundo elemento da composição contém uma consoante vocalizada obstrutivamente em qualquer posição (veja o terceiro exemplo abaixo). Isto é considerado como uma das regras mais fundamentais do rendaku.

yama + gaji > yamakaji e não yamagaji ("montanha" + "fogo" > "incêndio florestal") hitori + dabi > hitoritabi e não hitoridabi ("uma pessoa" + "viagem" > "viajante solitário") tsuno + dokage > tsunotokage e não tsunodokage ("chifre" + "lagarto" > "lagarto chifrudo")

Embora esta Lei tenha recebido seu nome em homenagem a Benjamin Smith Lyman, que a descobriu de forma independente em 1894, trata-se de fato de uma redescoberta. Os linguistas do período Edo Kamo no MabuchiItō, 1928.Suzuki, 2004. (1765) e Motoori NorinagaEndō, 1981.Yamaguchi, 1988. (1767–1798) também descobriram separadamente e independentemente a mesma lei durante o século 18.

Propriedades léxicas De modo semelhante à Lei de Lyman, descobriu-se que para alguns itens léxicos, rendaku não se manifesta por si só caso haja alguma consoante obstruente próxima à fronteira morfêmica, inclusive anteriores à esta.

Alguns itens léxicos tendem a resistir ao rendaku, independentemente de outras condições, enquanto outros tendem a aceitá-lo.

O rendaku também ocorre em algumas poucas palavras sino-japonesas, especialmente naquelas em o elemento que sofre o rendaku está bem integrado ("vulgarizado").

kabushiki + kaisha > kabushiki-gaisha ("ações" + "companhia" > "corporação") ao + syasin > aozyasin ("azul" + "foto" > "planta (baixa de uma edificação), derivada do inglês")

É ainda mais raro encontrar rendaku entre palavras de origem estrangeira, a menos que a palavras tenha sido completamente absorvida pelo japonês: ama + kappa > amagappa ("chuva" + "capa" [um empréstimo do português] > "capa-de-chuva"). aisu + kōhī > aisukōhī e não aisugōhī ("gelo" + "café" > "iced coffee")

Semântica O rendaku também tende a não se manisfestar em palavras compostas que possuem o valor semântico de "X e Y", chamados de dvandva ou compostos copulativos, tais como:

yama + kawa > yamakawa "montanhas e rios"

Compare com yama + kawa > yamagawa "rio da montanha".

Restrição de derivação O rendaku também é impedido pelo que se chama "restrição de derivação". O processo é bloqueado no segundo elemento de uma palavra composta com derivação à direita:

mon + (shiro + chō) > monshirochō e não monjirochō ("emblema" + {"branco" + "borboleta"} > "borboleta branca da couve") mas (o + shiro) + washi > ojirowashi ({"cauda" + "branca"} + "águia" > "Águia-rabalva")

Outras considerações A despeito de um número de regras que foram formuladas para ajudar a explicar o emprego do rendaku, ainda há muitos exemplos de palavras nas quais o rendaku se manifesta de modo imprevisível. Algumas ocorrencias são vinculadas a propriedades léxicas como observado acima, mas outras podem obedecer a regras ainda não identificadas. O rendaku, deste modo, permanece parcialmente imprevisível, algumas vezes representando um problema até para os falantes nativos, particularmente nos nomes japoneses, nos quais o rendaku ocorre ou não frequentemente sem qualquer razão aparente.

Em vários casos, nomes escritos de forma idêntica podem ter ou não rendaku, dependendo da pessoa. Por exemplo, 中田 pode ser lido de várias formas, incluíndo Nakata e Nakada.

Ver também Mutação consonantal Lenição Sandhi

Referencias

(Japanese citation: 遠藤邦基(1981)「非連濁の法則の消長とその意味―濁子音と鼻音との関係から―」(『国語国文』50-3))

(Japanese citation: 鈴木豊(2004)「「連濁」の呼称が確立するまで―連濁研究前史―」(『国文学研究』142)

(Japanese citation: 山口佳紀(1988)「古代語の複合語に関する一考察―連濁をめぐって―」(『日本語学』7-5))

Leituras posteriores

. In J.M. van de Weijer, K. Nanjo and T. Nishihara (eds.) (2005). Voicing in Japanese. Studies in Generative Grammar 84. Mouton de Gruyter, Berlin. 5-24.

Bibliografia

. In J.M. van de Weijer, K. Nanjo and T. Nishihara (eds.) (2005). Voicing in Japanese. Studies in Generative Grammar 84. Mouton de Gruyter, Berlin. 5-24.