Escândalo das licitações no transporte público em São Paulo, também conhecido como trensalão tucano ou simplesmente trensalão, é um esquema de corrupção ocorrido no estado brasileiro de São Paulo que culminou na formação de um cartel entre corporações transnacionais para fraudar licitações do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.Empresa alemã Siemens delata cartel em licitações do metrô de SP - Folha de S.Paulo, 14 de julho de 2013Siemens, Alstom cooperating with Brazilian antitrust probe - Reuters, 15 de julho de 2013O esquema que saiu dos trilhos - IstoÉ, 19 de julho de 2013Licitações do Metrô e CPTM tinham esquema de cartel desde 1998 - iG, 16 de julho de 2013. Cinco contratos supostamente fraudulentos foram assinados entre 1998 e 2008, enquanto os governadores de São Paulo Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra ocupavam cargo durante o períodoCurrent scandal just the latest in a long history of graft Sao Paulo ‘train cartel’ publicado pelo "Buenos Aires Herald" (2015)POLITICS: Politics as usual? Corruption rears its ugly head again publicado pela Courcy's Intelligence Service"

Denúncias e investigações As denúncias dariam conta de que o cartel - formado ao menos pelas transnacionais alemã Siemens, francesa Alstom, canadense Bombardier, espanhola CAF e japonesa Mitsui - teria atuado em pelo menos seis licitações desde 1998, a partir das licitações para a construção da primeira parte da Linha 5–Lilás e da extensão da Linha 2–Verde.Escândalo no Brasil põe em dúvida esforços anticorrupção da Siemens - DWelle, 19 de julho de 2013

Investigado pela Polícia Federal do Brasil e o Cade,Cade e Polícia Federal apuram cartel em licitações de metrô e CPTM - iG, 06 de julho de 2013 o escândalo foi revelado após delação da Siemens. Segundo a empresa alemã, corporações internacionais combinavam previamente os preços de vencedores e perdedores das licitações para a aquisição de equipamentos e serviços ferroviários em São Paulo, e assim faturar acima do preço correto.Alckmin diz que exigirá ressarcimento de prejuízos com formação de cartel - G1, 15 de julho de 2013 Há também a denúncia de que os empresários também corromperam políticos e autoridades ligadas ao PSDB (que tem governado o Estado de São Paulo desde 1995) e servidores públicos de alto escalão.Istoé aponta propinoduto tucano no metrô de São Paulo - O Vermelho, 20 de julho de 2013

Reforma de trens Em dezembro de 2013, o Ministério Público de São Paulo pediu suspensão de dez contratos para a reforma de 98 trens usados nas linhas 1–Azul e 3–Vermelha, sob alegação de que a reforma saiu mais cara do que a compra de trens novos. No mês seguinte, o Metrô anunciou a suspensão desses contratos por 90 dias. Em maio de 2015, seis representantes das empresas Alstom, Temoinsa, Tejofran e MPE, contratadas para a reforma desses trens, foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo, além da prisão preventiva de César Ponce de Leon, que foi diretor da Alstom.

Ver também Escândalo do caso Alstom Governo do estado de São Paulo Metrô de São Paulo Companhia Paulista de Trens Metropolitanos

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