Mós (em galego, Mos) é um município (concello em galego) da província de Pontevedra, Galiza, noroeste de Espanha. Pertence à comarca de Vigo, tem de área e em a população do município era de habitantes (). O seu gentílico em é mosense.

Situa-se no vale do rio Louro, um afluente do rio Minho que cruza o município de nordeste a sudoeste e ao qual aflui o ribeiro Perral. Faz parte da comarca histórica do Vale da Louriña (ou Terras de A Louriña). Encontra-se a pouco mais de 12 km a leste-sudeste de Vigo, 7 km a norte do Porrinho e 22 km a norte de Tui e da fronteira portuguesa (distâncias por estrada).

O município tem dez paróquias: Cela, Dornelas, Guizán, Louredo, Mos, Pereiras, Petelos, Sanguiñeda, Tameiga e Torroso.

História Em Mos existem abundantes vestígios arqueológicos que testemunham uma ocupação intensa do território. No entanto, além da existência de povoamentos pré-históricos documentados pelo castro de Torroso Campo de Mamoas e da Pedra Cavaleira (dólmen com restos de corredor incipiente), não há dados até à romanização. Durante o período romano, o território de Mos era atravessado pela estrada romana que ligava Bracara Augusta (atual Braga) a Lugo e Astorga, a no Itinerário de Antonino.

Em meados do a vila era conhecida com o nome de Molis. As dez paróquias da parte mais alta do Vale da Louriña, que constituem o atual concelho de Mos, estavam primitivamente divididas em três jurisdições distintas, pertencentes à antiga província de Tui. O Conde de Salvaterra administrava as paróquias de Cela, Dornelas, Petelos e Sanguiñeda, enquanto que Louredo, Guizán, Pereiras e Tameiga dependiam do Conde de Maceda, que era também proprietário do Pazo de Santo Antoíño. Contudo, a casa mais influente na região era a do Marquês de Mos, que detinha a jurisdição as paróquias de Mos e Torroso. O ayuntamiento de Mos começou a usar o título de villa (vila) no último terço do , uso que manteve até ao início do .

Entre 1685 e 1686, Gabriel de Quirós recebe o título de Marquês de Mos das mãos de . Desde 1776 que tem grandeza de Espanha, uma mercê outorgada por a Benito Correa y Sarmiento, quarto marquês de Mos. Em 1810 foram unidos os marquesados de Mos e de Valadares, pela morte do titular do segundo sem descendência. Em 1908, com a morte do marquês de La Vega de Armijo e de Mos, a propriedade passa para uma sobrinha, María Vinials, marquesa de Ayerbe.

Com a criação dos primeiros municípios constitucionais em Espanha, em 1833, foi criado o concelho de Mos, desde o início formado pelas atuais dez paróquias. A única mudança importante deu-se em 1935, com a polémica transferência da capital de Mos para Petelos.

Património histórico e monumental Da época romana conserva-se um marco miliário da estrada romana entre Braga e Lugo. Atualmente parte dessa via faz parte do Caminho Português de Santiago.

O pazo (palácio) de Mos, datado do e recentemente restaurado, deu nome ao município e o seu escudo deu origem ao atual brasão da vila.

O pazo de Santo Antoíño situa-se na paróquia de Louredo. Foi construído no e reconstruído no . Tem uma capela do .

Há numerosas igrejas espalhadas pelas paróquias, entre elas a de Louredo, que conserva o seu tímpano românico, embora tenha sido restaurada no . A igreja de Guizán também conserva a porta românica e a igreja de Sanguiñeda, datada de 1685, conta com esculturas que se supõe serem procedentes de um templo românico anterior.

As últimas administrações municipais têm vindo a restaurar muitos moinhos abandonados há décadas.

Geografia + Distribuição de bairros e localidades por paróquias Paróquia Bairros e localidadesCela (San Pedro)Arufe, Atín, Cabanelas, Coto, Herville, Iglesia, Pardellas, SequeirosDornelas (Santa María)Brea, Castros, Cotiño, PedreiraGuizán (Santa María)Fraela, Rejomil, SobransLouredo (San Salvador)Arrufana, Candosa, Casanova, Cortiñas, Eiragrande, Enxertado, Pantaño, Pombal, Quintal, San Antoíño, TorroiraMos (Santa Eulalia)Cantín, Castro, Espain, Gándara, Pedrapinta, Regadas, Rúa, Santa Marta, Sobrado, ZapateiraPereiras (San Miguel)Campo de Eiro, Casal, Casalmorto, A Florida, San Rafael, Roublín, As VidesPetelos (San Mamede)Rubial, Balteiro, Barro, Estivada, Laxe, Porteliña, Regenjo, VeigadañaSanguiñeda (Santa María)Agueiro, Amieirolongo, Ansar, Áreas, Cerqueirás, Angustias, Monte, PiñeiroTameiga (San Martiño)Bosende, Camaña, Casal, Igrexa, Pedraucha, Puxeiros, Rans, Rebullón, San EleuterioTorroso (San Mamede)Barreiros, Cabezal, Carballeira, Cerdedelo, Cotofe, Fontiña, Iglesia, Louriño, Outeiro, Peinador, San Xoán, Seixabre y Texe

Demografia

Notas e referências

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