Perturbações da marcha se refere a dificuldades na locomoção com as pernas devido a lesões nos pés, pernas, músculos, lobo parietal, medula espinhal ou cóclea (responsável pelo sistema vestibular). Uma marcha saudável requer que o bom funcionamento de muitos cinco fatores orgânicas de forma integrada e harmônica: força muscular, coordenação motora, cinestesia (percepção de si mesmo), equilíbrio e articulações funcionais. Problema em qualquer dessas áreas pode gerar distúrbios na marcha. Harrison's Principles of Internal Medicine, 16th ed., Ch. 346, Approach to the Paitent with Neurological Disease
Classificação Existem vários tipos de perturbações na marcha: Marcha propulsiva: Postura curvada com a cabeça e o pescoço enrijecidos inclinados para a frente; Marcha cruzada: Pernas flexionadas levemente, com os joelhos e as coxas encostando ou passando na frente um do outro durante o balançeamento Marcha arrastada: caminhada lenta e dura causada por contração muscular persistente de um ou ambos lado; Marcha desigual: com as pernas de tamanho diferentes, causando escoliose, forçando e lesionando muito um lado do corpo e enfraquecendo o outro; Marcha "de pato": pélvis para trás forçando o abdômen. Costuma surgir ainda na infância.
Causas thumb|Artrites, fraturas e lesões por esforço repetitivo são as causas mais comuns Causas de cadahttp://www.nlm.nih.gov/medlineplus/ency/article/003199.htm
Marcha propulsiva Intoxicação por monóxido de carbono; Intoxicação por manganês; Doença de Parkinson; Uso de certas drogas, incluindo fenotiazinas, haloperidol, tiotixeno, loxapina, e metoclopramida (geralmente os efeitos da droga são temporários).
Espástica (tesoura) marcha Abscesso cerebral; Trauma cerebral ou tumor cerebral; Acidente vascular cerebral (AVC); Paralisia cerebral; Espondilose cervical com mielopatia (um problema com as vértebras do pescoço); Insuficiência hepática; Esclerose múltipla; Anemia perniciosa; Trauma raquimedular; Tumor na medula espinhal; Sifilítica meningomielite; Siringomielia.
Marcha arrastada Síndrome de Guillain-Barré; Hérnia de disco lombar; Esclerose múltipla; Miastenia muscular na tíbia; Neuropatia fibular; Poliomielite; Lesão medular.
Marcha "de pato" Displasia congênita de quadril; Distrofia muscular; Doença muscular (miopatia); Atrofia muscular espinal; Marcha atáxica ou de base ampla; Ataxia cerebelar aguda; Intoxicação alcoólica; Lesão cerebral; Danos às células nervosas do cerebelo; Medicamentos (ex: fenitoína); Polineuropatia (lesão de muitos nervos, como ocorre com diabetes); Lesões pélvicas.
Outroshttp://www.aafp.org/afp/2010/0701/p61.html Transtorno dissociativo motor; Demências (como Mal de Alzheimer; Retardo mental; Depressão catatônica; Abuso de substâncias; Sonambulismo; Obesidade mórbida; Desnutrição ou desidratação grave; Gota; Osteoporose; Delirium.
Prevalência Mais de 30% das pessoas com mais de 65 anos ou mais tem grande dificuldade para andar três quarteirões ou subir um lance de escadas e cerca de 20% requerem o uso de algum auxílio para mobilidade (ex: andador, bengala, cadeira de rodas). Cerca de 35% dos maiores de 65 possuem alguma perturbação na marcha. A prevalência aumenta rapidamente com a idade. Um grande número de idosos são internados em asilos ou ambiente hospitalar por conta da dificuldade de locomoção. Entre 80-84 anos, a prevalência aumenta para 60%.
Tratamento
O tratamento quase sempre requer um ortopedista e um fisioterapeuta. Pode também exigir cirurgia, médicos de outras áreas e terapia ocupacional. Próteses e acessórios como cadeiras de rodas podem tanto ser parte do tratamento como apenas para melhorar a qualidade de vida.
Categoria:Sintomas