Sandaramete () ou Espandaramete (, Spandaramet) era o nome armênio da iazata zoroastrista (divindade angelical) Espenta Armaiti, uma das seis Amesa Espentas, e a guardiã da terra. O nome é atestado em duas formas. Espandaramete, provavelmente derivado do iraniano médio do noroeste, e Sandaramete ("Hades, o submundo"), que é derivado de uma variante do iraniano médio do sudoeste, que possivelmente é a forma antiga.

É incerto quando o nome Sandaramete entrou no armênio; pode ter ocorrido sob o Império Aquemênida . A grafia é usada na tradução armênia da Bíblia, onde um adjetivo derivado, sandarametakan, também é usado. O autor armênio do Agatângelo usa a palavra sandarametakan nnĵecealkc ("aqueles adormecidos no submundo") para se referir aos mortos. O uso da palavra para se referir ao submundo indica que sua introdução ao armênio ocorreu durante um período em que a terra era vista como o lar dos mortos. Sandaramete provavelmente era visto como a divindade do submundo como resultado de uma fusão de crenças zoroastristas e antigas.

De acordo com o historiador armênio medieval Tomás Arzerúnio, o rei armênio artaxíada construiu "templos de Héracles e Dioniso" na Vaspuracânia. Héracles corresponde a Vaagênio, e Dioniso provavelmente a Sandaramete. No relato de Agatângelo, o rei armênio arsácida menciona o "šahapet dos túmulos", que provavelmente se refere a Sandaramete. A palavra armênia šahapet (derivada do persa antigo xšaθrapati) era usada para se referir a seres sobrenaturais.

Bibliografia

Categoria:Deusas armênias Categoria:Deidades do mundo inferior Categoria:Iazatas