Cosmopolitas sem raízes () foi um eufemismo soviético amplamente usado durante a campanha antissemita de Josef Stalin, no período 1948–1953, que culminou com o "escândalo" do complô dos médicos. O termo "cosmopolitas sem raízes" refere-se principalmente (mas não explicitamente) a intelectuais judeus, como um acusação de sua falta de patriotismo, isto é, falta de fidelidade completa à União Soviética. A expressão foi cunhada pelo crítico literário russo Vissarion Belinskii para descrever escritores que não tinha caráter nacional (russo).Orlando Figes The Whisperers: Private Life in Stalin's Russia, 2007, ISBN 0-08050-7461-9, página 494.

Antecedentes No final e imediatamente após a Segunda Guerra Mundial, o Comitê Judaico Anti-fascista (CJA) cresceu cada vez mais em influência para os judeus soviéticos pós-holocausto, e foi aceito como seu representante no ocidente. Como suas atividades algumas vezes contradiziam as políticas oficiais soviéticas, tornou-se um incômodo para as autoridades soviéticas. A Comissão Auditora Central do Partido Comunista da União Soviética concluiu que em vez de focalizar sua atenção na "luta contra as forças da reação internacional", o CJA continuou a linha do Bund - uma designação perigosa, uma vez que ex-membros do Bund deveriam ser "expurgados".

Ver também Cosmopolitismo Oblast Autônomo Judaico Sionologia Transferências populacionais na União Soviética

Ligações externas "About one antipatriotic group of theater critics", Pravda article (transliterated Russian) "From Anti-Westernism to Anti-Semitism" by Konstantin Azadovskii and Boris Egorov in Journal of Cold War Studies, 4:1, Winter 2002, pp. 66–80

Categoria:Terminologia soviética