thumb|350px|Protesto contra a construção de espaços turísticos nas zonas de reserva natural. Costa Alentejana, fevereiro de 2006 A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza MHIH é uma ONGA portuguesa fundada a 31 de outubro de 1985 na cidade de Braga.

É uma associação portuguesa que se afirma independente, apartidária, de âmbito nacional, sem fins lucrativos e constituída por cidadãos que se juntaram em torno do mesmo interesse pela conservação da Natureza e dos recursos naturais e pela defesa do Ambiente em geral, numa perspectiva de desenvolvimento sustentado.

A associação designa-se Quercus por serem os carvalhos, as azinheiras e os sobreiros (espécies de um género cuja designação em latim é Quercus) as árvores características dos ecossistemas florestais mais evoluídos que cobriam o país e de que restam, atualmente, apenas relíquias muito degradadas.

Desde a sua fundação a associação defende a proteção da natureza e do ambiente. É uma organização descentralizada, com núcleos regionais em todo o país, incluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

Em 1992, a Associação recebeu o Prémio Global 500 da Organização das Nações Unidas e a 10 de Junho o grau de Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique, atribuídas pelo Presidente da República, Dr. Mário Soares.

Alguns projetos da associação Quercus: Edifício Verde, Eco-Casa, Olimpíadas do Ambiente, Top Ten e Centro de Recuperação de Animais Selvagens.

A Quercus tem um espaço de um minuto, chamado Minuto Verde, no programa da RTP Bom Dia Portugal.

História A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza foi fundada formalmente em 31 de outubro de 1985. A sua criação resultou da iniciativa de um grupo de ativistas ligados a várias associações ambientalistas, que procuravam estabelecer uma entidade mais ativa na área da conservação da natureza em Portugal.

Inicialmente designada por Quercus – Grupo para a Recuperação da Floresta e Fauna Autóctones, a associação foi sediada em Braga e adotou como símbolo uma folha e uma bolota de carvalho-negral (Quercus pyrenaica), refletindo o foco na preservação das espécies autóctones e dos ecossistemas nativos.

Em 1985, a associação iniciou a publicação do jornal Quercus, centrado no estudo e na proteção da natureza, consolidando-se como um dos seus principais meios de divulgação e intervenção. Nesse mesmo ano, a Quercus intensificou a sua atividade, colaborando com organizações como o GEPFA – Grupo para o Estudo e Proteção da Flora e Fauna do Alto Alentejo, com sede em Portalegre, e com o Centro Ecológico de Lisboa. Participou também no 1.º Encontro Nacional de Ecologistas, realizado em Troia, em março de 1985.

A crescente necessidade de uma estrutura de âmbito nacional levou à reconfiguração do movimento ambientalista em Portugal. Alguns membros do Centro Ecológico integraram a Quercus, enquanto o GEPFA foi extinto, tendo os seus elementos fundado núcleos locais em Lisboa e Portalegre. Nessa fase, o então denominado “Grupo Quercus” contava também com núcleos em cidades como Aveiro, Viseu, Barcelos e Vila Real.

A formalização da associação ocorreu com a assinatura da escritura de constituição no sexto cartório notarial do Porto, a 31 de outubro de 1985. Posteriormente, no 3.º Encontro Nacional, realizado a 1 de novembro de 1987, no Porto, a organização adotou o nome atual, Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, refletindo a sua consolidação e o alargamento do seu âmbito de intervenção a nível nacional.

Prémios e distinções A Quercus foi distinguida com vários prémios e reconhecimentos ao longo da sua atividade: +AnoPrémioEntidade Atribuinte2012Prémio Ones Mediterrania da Mare Terra Fundación Mediterrània, categoria “Reconhecimento Internacional”PREMIS ONES2012Menção honrosa no âmbito do Prémio BES Biodiversidade BES Biodiversidade2012Prémio Energy Globe Awards PortugalFundação Energy Globe

Centros de recuperação de animais selvagens A Quercus gere três centros de recuperação que integram a rede nacional de centros sob tutela do Instituto da Conservação da Natureza: o Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco (CERAS), o Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Montejunto (CRASM) e o Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Santo André (CRASSA).

Em 2023, o Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco registou quatrocentas e oitenta entradas (480) entradas de animais fragilizados. No mesmo ano, o Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Montejunto registou quatrocentas e noventa e duas (492) entradas, enquanto o Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Santo André registou trezentas e setenta e sete (377) entradas.

Ações com empresas De modo a compensar a respetiva pegada de carbono, algumas empresas associam-se à Quercus para a dinamização de atividades de equipa em zonas pertencentes à sua delegação como a Mata da Machada no Barreiro, a Serra de Sintra em Cascais, ou o Pinhal de Leiria em Leiria. Nestas ações os voluntários das empresas plantam árvores e arbustos de espécies autóctones e removem espécies invasoras. Entre algumas das empresas de renome que colaboram com a Quercus destacam-se os CTT Correios de Portugal, C&A, KUBOO Self-Storage, Palmolive, Caixa Geral de Depósitos, e Generali Tranquilidade.

Mais informação

no sítio oficial da Quercus

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