Warren Farrell (26 de Junho de 1943) é um autor americano de sete livros sobre questões envolvendo homens e mulheres. Seus livros cobrem doze áreas: história, direito, sociologia e política (The Myth of Male Power); comunicação entre casais (Women Can’t Hear What Men Don’t Say); problemas econômicos e de formação profissional (Why Men Earn More); psicologia do desenvolvimento e custódia de menores (Father and Child Reunion); e psicologia e socialização da fase adolescente à adulta (Why Men Are the Way they Are e The Liberated Man). Todos os seus livros são relativos à estudos sobre mulheres e homens; um tema constante neles já que desde os anos 90 que se clama por um movimento de transição de gênero.Os seus livros desde o começo dos anos 90 com este tema são: The Myth of Male Power (N.Y.: Simon and Schuster, 1993); Woman Can't Hear What Men Don't Say (N.Y.:Penguin/Putnam, 1999); Father and Child Reunion (N.Y.: Penguin/Putnam, 2001); Why Men Earn More: The Startling Truth Behind the Pay Gap - e What Women Can Do About It (N.Y.: AMACON, 2005); Warren Farrell and James Sterba, Does Feminism Discriminate Against Men (N.Y.: Oxford University Press, 2008)
Educação Warren Farrell possui um doutorado em filosofia da Universidade de Nova York, um mestrado em artes da Universidade da Califórnia em ciência política e um bacharelado em artes da Universidade Estadual de Montclair em ciências sociais.
Warren graduou na Midland Park High School em Nova Jersey em 1961, onde era presidente do corpo de estudantes. Como estudante colegial, Warren era vice-presidente da "Associação de Educação Nacional" ("Student-National Education Association"), tendo sido convidado pelo presidente Lyndon B. Johnson para a Conferência em Educação da Casa Branca.“Warren Farrell at the White House Conference on Education,” Bergen Record, (N.J.), 27 de Julho de 1965, e Warren Farrell, “Commentary on the White House Conference on Education,” Bergen Record, (N.J.), 27 de Julho de 1965 Enquanto completava seu doutorado em filosofia na Universidade de Nova Iorque, ele desempenhou o papel de assistente do presidente desta universidade.Warren Farrell, The Liberated Man, (N.Y.:Random House, 1974), a Introdução Pessoal
Ensino universitário Farrell ensinou cinco disciplinas (psicologia; estudos feministas; sociologia; ciência política; questões controversas envolvendo os gêneros e relações parentais). Elas foram ensinadas na Escola de Medicina da Universidade da Califórnia, em San Diego; na Escola de Psicologia Profissional da Califórnia; no Departamento de Estudos Feministas no Estado de San Diego; no Colégio do Brooklyn; na Universidade de Georgetown; na American University, e na Universidade de Rutgers.Warren Farrell, Father and Child Reunion, (N.Y.:Putnam/Penguin, 2001), Biografia
Fundação feminista Quando a segunda onda do movimento feminista ganhou força nos anos 60, o apoio de Farrell levou a Organização Nacional das Mulheres de Nova York a convidá-lo para formar um grupo de homens. A resposta a esse grupo o levou a formar cerca de 300 grupos adicionais de homens e mulheres e se tornar o único homem a ser eleito três vezes para o Quadro de Diretores da Organização Nacional das Mulheres de Nova York (1971-1974).Warren Farrell, The Liberated Man, (N.Y.: Random House, 1974), a Introdução Pessoal Em 1974, ele deixou a organização nova-iorquina e seus ensinamentos na Universidade de Rutgers quando sua esposa se tornou "companheira" da Casa Branca e ele se mudou com ela para Washington D.C.
Durante seu período feminista, Farrell fez comentários escritos para o New York Times e apareceu frequentemente nos programas Today Show e no Phil Donahue Show, e apareceu na People, Parade e na mídia internacional. Isto, e seus grupos de homens e mulheres (um deles teve John Lennon como membro), inspirou "O Homem Liberado" ("The Liberated Man"). O livro foi escrito de uma perspectiva feminista, introduzindo preparativos familiares e no trabalho que poderiam melhor acomodar as mulheres no mercado de trabalho e encorajar homens prestadores de cuidados. "The Liberated Man" foi o começo do desenvolvimento de Farrell dos paralelos voltados aos homens para as experiências femininas; por exemplo, com relação às experiências das mulheres como "objetos sexuais", Farrell rotulou a experiência paralela dos homens como "objetos de sucesso."O paralelo "objetos de sucesso" aparece na capa traseira de The Liberated Man (N.Y.: Bantam Books, 1975) em brochura.
Como orador, Farrell era conhecido por criar experiências de papéis-invertidos ao seu público, para fazer com que ambos os sexos "caminhassem bastante nos sapatos alheios." Os seus mais divulgados foram o "concurso de beleza para homens" e "os papéis-invertidos no namoro."Janet Cooke, Men Taking Turn in Beauty Contest Get Insights Into Woman's Role, Toledo Blade, 19 de Novembro de 1979 No concurso de beleza masculina, todos os homens são convidados para experimentar "o concurso de beleza diário que nenhuma mulher pode escapar". Em "papéis-invertidos no namoro" toda mulher é encorajada a "arriscar sofrer algumas das 150 maneiras de rejeição que homens tipicamente experimentam entre o contato visual e a relação sexual."Mimi Avins, "Men's Advocate in a Woman's World," Los Angeles Times, 26 de Janeiro de 2000.
Integrando os problemas dos homens em problemas de gênero Why Men Are The Way They Are
Cada um dos livros de Farrell contém introduções pessoais que revelam como a consciência do público e seu crescimento pessoal levaram à criação do livro em questão. Por volta dos anos 80, Farrell escrevia que ambos os exercícios de papéis-invertidos e os grupos masculinos e femininos permitiram que ele ouvisse a raiva crescente das mulheres sobre os homens, e os sentimentos dos homens ao serem considerados de maneira deturpada.Warren Farrell, Why Men Are the Way they Are, (N.Y.: McGraw-Hill, 1986), Introdução Pessoal. Ele escreveu "Por Que os Homens São Assim" ("Why Men Are The Way They Are")Veja http://www.warrenfarrell.us para responder aos questionamentos das mulheres sobre os homens de uma maneira que conseguisse ser verdadeira para os homens. Ele distinguiu as fantasias e necessidades primárias de ambos os sexos, observando que "ambos se apaixonam por membros do sexo oposto que são os mais incapazes de amar; mulheres por homens que são bem sucedidos; homens por mulheres que são jovens e bonitas."Warren Farrell, Why Men Are the Way They Are, (N.Y.:McGraw-Hill, 1986), Cap. 5 As mulheres se sentem desapontadas porque "as qualidades que são necessárias para ser bem sucedido no trabalho são frequentemente conflitantes com aquelas necessárias para ser bem sucedido no amor." Homens se sentem desapontados porque "uma mulher jovem e bonita ('celebridade genética') normalmente aprende mais sobre receber, não dar, enquanto mulheres mais velhas e menos-atraentes costumam aprender mais sobre oferecer e fazer pelos outros, o que é mais compatível com amor."Warren Farrell, Why Men Are the Way They Are, (N.Y.: McGraw-Hill, 1986) Devido em parte ao apoio de Oprah Winfrey, Why Men Are the Way They Are se tornou seu livro mais vendido.
The Myth of Male Power No começo dos anos 90, Farrell escrevia que notava os equívocos sobre os homens haviam aprofundado e se tornado perigosos à sobrevivência das famílias e do amor.Warren Farrell, The Myth of Male Power, (N.Y.: Simon and Schuster, 1993), Introdução Pessoal. See http://www.warrenfarrell.org Ele passou cinco anos re-examinando tudo que achava que sabia sobre os sexos. O resultado foi "O Mito do Poder Masculino" ("The Myth of Male Power").Warren Farrell, The Myth of Male Power, (N.Y.: Simon and Schuster, 1993), Introdução Pessoal.
No livro The Myth of Male Power, Farrell ofereceu em primeira mão um esboço profundo da tese que ele teceria ao longo dos seus livros seguintes: que para homens e mulheres construissem uma mudança evolutiva partindo de um enfoque na sobrevivência para um visando um equilíbrio entre sobrevivência e satisfação, que seria definitivamente necessário que não fosse nem um movimento "feminino" ou "masculino", mas um "movimento de transição de gênero". Ele definiu um movimento de transição de gênero como um que promove uma transição de padrões rígidos do nosso passado para mais flexíveis no futuro.
Como o título do livro indica, The Myth of Male Power desafiou a crença de que os homens detinham o poder em parte ao contestar a definição do que é "poder". Farrell definiu poder como "controle sobre sua própria vida". Ele escreveu que, "No passado, nenhum dos sexos tinha poder; ambos possuiam papéis: o da mulher era de criar os filhos; o do homem de ganhar dinheiro."Warren Farrell, The Myth of Male Power, (N.Y.: Simon & Schuster, 1993), Chp. 2
Farrell documentou como, através das culturas, a experiência de impotência dos homens envolvia a socialização, mesmo como garotos, a se tornarem "o sexo dispensável".The subtitle of The Myth of Male Power é Why Men Are the Disposable Sex. Para documentação através das culturas, veja o Capítulo 3. Ele argumentou que virtualmente toda sociedade que sobreviveu o fez ao treinar uma célula de seus filhos para serem dispensáveis na guerra, e no trabalho. O paradoxo da masculinidade, ele propôs, é que o próprio treinamento para a masculinidade tradicional que criou uma sociedade saudável também gerou garotos e homens doentes.Warren Farrell, The Myth of Male Power (N.Y.:Simon and Schuster, 1993), Cap. 2
The Myth of Male Power é mais contestado arduamente por algumas feministas acadêmicas, cujas críticas versam sobre os homens ganharem mais dinheiro, e que dinheiro seria sinônimo de poder. Farrell concorda que os homens ganham mais dinheiro, e que é uma forma de poder, mas também acrescenta que "os homens se sentem obrigados a ganhar dinheiro que outro alguém irá gastar enquanto morrem mais cedo - e se sentir obrigado não é o mesmo que ter poder."Esta crítica de Farrell é parte integrante de uma crítica do feminista James Sterba de The Myth of Male Power e Why Men Earn More no livro da Oxford University Press, O Feminismo Descrimina os Homens?("Does Feminism Discriminate Against Men?"), (Oxford: Oxford University Press, 2008), que é um debate de trinta questões de problemas de gêneros entre James Sterba, representando a teoria feminista, e Warren Farrell, articulando a teoria de transição de gênero. Esta perspectiva foi melhor abordada em seu outro livro, Why Men Earn More.
Farrell afirma que homens heterossexuais aprendem a ganhar dinheiro para obterem aprovação ao amor feminino. E que isso em contrapartida gera problemas psicológicas para ambos os sexos; que "os pontos fracos dos homens são suas fachadas de que são mais fortes; e que os pontos fortes das mulheres são suas fachadas de que são mais frágeis."Warren Farrell, The Myth of Male Power, (N.Y.: Simon & Schuster, 1993), Capítulos 2 & 3.
Talvez a contribuição mais controversa de Farrell para a política de gêneros é a confrontação de The Myth of Male Power da crença de que sociedades patriarcais tomam decisões para beneficiar homens às custas das mulheres. Farrell acredita que várias realidades são ignoradas - como a obrigatoriedade do alistamento militar de apenas os garotos de 18 anos, ou homens representando 93% das mortes em acidentes de trabalho.Warren Farrell, The Myth of Male Power, (N.Y.:Simon & Schuster, 1993), Cap. 3
Análises como estas levaram The Myth of Male Power a se tornar tanto seu livro mais elogiado como o mais controverso. Na disciplina de Estudos Masculinos, é considerado um clássico.http://mensnewsdaily.com/2009/04/08/why-men-earn-more/ ; veja também, http://glennsacks.com/blog/?p=1385; veja também, http://www.trueequality.com/pre.php
Women Can’t Hear What Men Don’t Say e Father and Child Reunion