Dom Guilherme Antônio Werlang, (São Carlos, 5 de agosto de 1950) é um prelado católico brasileiro. Atual bispo emérito da Diocese de Lages.

Biografia Dom Guilherme Antônio Werlang nasceu no dia 5 de agosto de 1950 em São Carlos, Diocese de Chapecó, no estado de Santa Catarina, o quarto dos onze filhos de Irena (Marschall) e José Aldino Werlang. Estudou filosofia em Passo Fundo e teologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Fez a sua profissão religiosa no dia 22 de fevereiro de 1976 na Congregação dos Missionários da Sagrada Família, e ordenou-se sacerdote no dia 22 de agosto de 1979 em São Carlos.

Em sua congregação religiosa, exerceu a função de formador do Seminário em Santo Ângelo, depois de reitor do Seminário de Rio Pardo, ambas no Rio Grande do Sul, reitor da comunidade religiosa na região de Centro-Oeste e promotor vocacional.

Na Diocese de Jataí desenvolveu também algumas funções, tais como: vigário paroquial e pároco em Jataí, pároco em Itajá e em Itarumã, foi coordenador do Centro Pastoral Diocesano, coordenador de pastoral e vigário episcopal.

Aos 19 de maio de 1999, foi nomeado bispo da Diocese de Ipameri pelo Papa João Paulo II,, Rinunce e Nomine, 19.05.1999 sendo ordenado por Dom Anselmo Müller, MSF, bispo de Januária, auxiliado por Dom Estanislau Amadeu Kreutz, bispo de Santo Ângelo, e por Dom Manoel João Francisco, ordinário de Chapecó, em sua cidade natal, no dia 17 de julho de 1999. Tomou posse em 7 de agosto seguinte.

No dia 11 de maio de 2011, foi eleito presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sucedendo então a Dom Pedro Luiz Stringhini, e reeleito para o cargo em 22 de abril de 2015 até 2019. Em 23 de junho de 2017, conseguiu que o nome da comissão mudasse para "Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora". A mudança se deu por, entre outros motivos, as dificuldades com a confusão criada pela semelhança do nome da Comissão com várias instâncias que se ocupam com os temas de Justiça e Paz. Além disso, uma alteração poderia colaborar com a simplificação no modo de se referir ao trabalho da comissão.

Em 7 de fevereiro de 2018, o Papa Francisco transferiu-o para a Diocese de Lages, Santa Catarina. A diocese estava vacante desde o dia 30 de novembro de 2016, quando o pontífice transferiu Dom Frei Irineu Andreassa, OFM, para a Diocese de Ituiutaba, Minas Gerais. Em 4 de fevereiro de 2017, foi nomeado, como administrador apostólico Dom Nelson Westrupp, bispo emérito de Santo André, São Paulo, que permaneceu até a posse do novo bispo, que se deu no dia 17 de março de 2018.

Ainda dentro da CNBB, além da Comissão Pastoral para a Ação Social e Transformadora, acompanhou a Liturgia e Comissão Pastoral da Terra do Regional Centro-Oeste; membro da Comissão Episcopal do Mutirão de Superação da Miséria e da Fome; bispo acompanhante do Setor Juventude do Regional Centro-Oeste; Comissão Episcopal para a Reforma e Construção da Sede Nacional. Também foi bispo referencial da Conferência dos Religiosos do Brasil em Goiás.

Em 3 de agosto de 2019, como porta-voz dos bispos participantes do Fórum Nacional das Pastorais Sociais, realizado entre os dias 30 de julho a 2 de agosto de 2019, manifestou-se contra a retirada de direitos promovida pelo governo Bolsonaro e conclamou a sociedade brasileira a resistir. Criticou também o desmonte de espaços de controle social e a extinção dos conselhos de políticas públicas, criados por decreto, e revogação da política de participação social, pelo atual governo, a especulação imobiliária e aponta o perigo da proposta de emenda à Constituição Federal n.º 80/2019, em tramitação no Senado Federal, que propunha a retirada da função social da terra urbana e rural.

Atualmente é presidente do grupo de trabalho do Pacto pela Vida e pelo Brasil, acordo celebrado entre a CNBB, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão Arns, a Academia Brasileira de Ciências, a Associação Brasileira de Imprensa e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em 7 de abril de 2020, para cobrar que o Estado Brasileiro adotasse políticas imediatas de enfrentamento à pandemia de covid-19, de modo que garanta a saúde da população e preserve a economia, com emprego, trabalho e renda.

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