Mário Costa Barberena (Santa Vitória do Palmar, 17 de abril de 1934 — Porto Alegre, 16 de dezembro de 2013) foi um geólogo, naturalista e paleontólogo brasileiro. É uma referência nos estudos de paleontologia de vertebrados, estratigrafia e geologia do petróleo, sendo membro da Academia Brasileira de Ciências.
Formação Nascido em Santa Vitória do Palmar, no interior do Rio Grande do Sul, graduou-se em história natural na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, de 1956 a 1959. Tornou-se docente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1974 e três anos depois ingressou no doutorado pela Universidade Harvard, em paleontologia estratigráfica, finalizado em 1978. Esteve a frente do grupo de pesquisadores que estudaram a cronoestratigrafia, da geologia sedimentar e paleobiogeografia da Bacia do Paraná, sendo um dos responsáveis por tornar o Instituto de Geociências da UFRGS uma das maiores referências nacionais em estratigrafia e petróleo. Assim, também foi um dos responsáveis pelo convênio entre a UFRGS e a Petrobras.
Durante os anos 80, consagrou-se como um dos principais paleontólogos do Rio Grande do Sul, sendo nomeado membro titular da Academia Brasileira de Ciências em 1980 e descobrindo a nova espécie de arcosauromorfo Barberenachampsa nodosa, que foi nomeado em sua homenagem, em 1982. Nessa época foi orientador de paleontólogos como César Leandro Schultz e Jorge Ferigolo, totalizando a orientação de 20 mestrados e 8 doutorados, ao longo de sua carreira.
Foi diretor do Centro de Investigações da Gondwana, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Geociências da UFRGS e diretor do Instituto Latino-americano de Estudos Avançados da Universidade. Foi ainda, vice-presidente da Câmara Especial de Pesquisa e Pós-Graduação da UFRGS e, em duas ocasiões, membro do Comitê Assessor de Geologia e Geografia Física do CNPq.
Vida posterior e morte Mário afastou-se da carreira científica em julho de 2000, após sofrer um acidente vascular cerebral que o impediu de seguir com os trabalhos. Veio a falecer em Porto Alegre, treze anos depois, tendo sido sepultado no Cemitério São Miguel e Almas.Notificação da morte de Mário Costa Barberena.
Referências
Referências bibliográficas Livro: Os Fascinantes Caminhos da Paleontologia. Autor: Antônio Isaia. Comentários: Conta as historia dos paleontólogos de Santa Maria e região. 60 páginas. Editora Pallotti. Livro: Cronologia Histórica de Santa Maria e do extinto município de São Martinho. 1787-1933. Vol I. Autor: Romeu Beltrão, Editora Pallotti, 1958.
Ligações externas
Categoria:Paleontólogos do Rio Grande do Sul Categoria:Naturais de Santa Vitória do Palmar Categoria:Alunos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Categoria:Alunos da Universidade Harvard Categoria:Professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul