thumb|Colúmbia personificada em um vestido com a bandeira estadunidense e barrete frígio, que significa liberdade e a busca pela liberdade, de um pôster patriótico da Primeira Guerra Mundial
Colúmbia (), também conhecida como Senhorita Colúmbia, é uma personificação nacional feminina dos Estados Unidos e um nome histórico para se referir ao continente americano e ao Novo Mundo. Tem inspirado nomes de muitos lugares, objetos, instituições e empresas estadunidenses, incluindo o Distrito de Colúmbia; Colúmbia, Carolina do Sul; Universidade Columbia; "Salve, Colúmbia"; Colúmbia Rediviva; e o Rio Colúmbia. As imagens da Estátua da Liberdade (Liberdade Iluminando o Mundo, erguida em 1886) substituíram em larga escala a Colúmbia personificada como o símbolo feminino dos Estados Unidos por volta de 1920, embora a Dama Liberdade fosse vista como um aspecto de Colúmbia. A maior exibição destacada da Colúmbia no século XXI foi como parte da logo do estúdio de cinema Hollywood Columbia Pictures.
Colúmbia é um topônimo neolatino em uso desde a década de 1730, com referência às Treze Colônias que formaram os Estados Unidos. Originou-se do nome do explorador genovês Cristóvão Colombo e da terminação latina -ia , comum nos nomes latinos de países (paralelamente a Britânia, Gália, Zelândia e outros).
Aparência Colúmbia é geralmente retratada desacompanhada em ilustrações e aparece como uma deusa humana. Ela é retratada com cabelos ruivos, castanhos ou às vezes pretos; geralmente usa uma vestimenta branca simples, envolta na bandeira estadunidense, ou usa algum outro vestido com cores diferentes. É frequentemente ilustrada com um barrete da liberdade e segurando uma bandeira estadunidense, às vezes empunhando um escudo com o brasão dos Estados Unidos. Ela também é conhecida como "Senhorita (Miss) Colúmbia", indicando que não é casada.
História
O mais antigo tipo de personificação das Américas, visto na arte europeia no século XVI, reflete as regiões tropicais do Sul e América Central das quais os primeiros viajantes europeus relataram quando voltaram. Tais imagens foram frequentemente usadas em conjunto a personificações femininas de quatro continentes. A América foi retratada como uma mulher que, tal qual África, foi apenas parcialmente vestida, tipicamente em penas brilhantes, as quais invariavelmente formavam seu cocar. Ela frequentemente amparava uma arara, estava sentada num jacaré ou um aligátor, com alguma cornucópia. Às vezes, uma cabeça decepada operava como um atributo acessório adicional, ou impressões representando cenas de canibalismo apareciam ao fundo. Século XVIII Embora versões dessa retratação que tendiam, com o tempo, a suavizar a imagética a um tipo de "princesa índia", figurando em igrejas enfatizando a conversão ao cristianismo, tenham servido bastante bem aos artistas europeus, na altura do século XVIII, foram sendo rejeitadas pelos colonos na América do Norte, desejosos de figuras que representassem a si mesmos em vez dos nativos americanos com os quais frequentemente entravam em conflito.
O chefe de justiça de Massachusetts, Samuel Sewall, usou o nome "Columbina" para o Novo Mundo em 1697. O nome "Columbia" para a América apareceu pela primeira vez em 1738, na publicação semanal dos debates do Parlamento na Revista do Cavalheiro, de Edward Cave. A publicação de debates parlamentares era tecnicamente ilegal, por isso os debates foram publicados sob o fino disfarce de Relatórios dos Debates do Senado de Lilliput e nomes fictícios foram usados para a maioria dos indivíduos e nomes de lugares encontrados nos registros. A maioria deles eram anagramas transparentes ou distorções semelhantes dos nomes reais e alguns poucos foram tirados diretamente das Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, enquanto alguns outros eram de estilo clássico ou neoclássico. Tais eram "Ierne" para a Irlanda, "Ibéria" para a Espanha, "Noveborac" (lit. "Nova Ebóraco") para Nova Iorque (de Ebóraco, o nome romano para Iorque) e "Colúmbia" para a América — na época, usada no sentido de "colônias europeias no Novo Mundo".
Categoria:Neologismos Categoria:Personificações nacionais