Gonçalo Pereira Lobato e Sousa (Monção (Portugal) ?—1761) foi um militar e administrador colonial português.
Biografia Foi encarregado de secundar os trabalhos da comissão demarcatória de limites do Tratado de Madri no Norte.
Tinha grande proximidade a Francisco Xavier de Mendonça Furtado, governador e capitão-general do Estado do Grão-Pará e Maranhão, do qual a Capitania do Maranhão fazia parte.
Foi nomeado governador da Capitania do Maranhão em 3 de agosto de 1753 e ficou no cargo até 1761.
Gonçalo Pereira Lobato e Sousa foi responsável pela implementação das políticas pombalinas no Maranhão. Entre elas, estava o Diretório dos Índios, instituído em 1757 e que estabelecia critérios educacionais, administração da força de trabalho e relações entre indígenas e colonos.
Foi agraciado Cavaleiro da Ordem de Cristo.
Fundador de vilas no Brasil Entre julho de 1757 e agosto de 1758, a política pombalina posta em prática pelo governador converteu onze antigos aldeamentos ou missões indígenas e uma fazenda particular em vilas e lugares. Dessa forma, as aldeias de missões eram retiradas do domínio dos religiosos da Companhia de Jesus e o controle das vilas e lugares ficava com os diretores e "principais" (lideranças indígenas).
Entre os preceitos do Diretório, estava a transformação semântica dos nomes das aldeias de missões em nomes lugares e vilas do Reino. Boa parte dos topônimos são originados da região do Minho, onde nasceu. Monção, por exemplo, era o nome da cidade natal de Gonçalo Pereira.
As aldeias elevadas a vila foramː
Maracuː vila de Viana Cararáː vila de Monção Doutrinaː vila de Vinhais Tutóiaː vila Viçosa de Tutóia Fazenda Guaramirangaː vila de Guimarães
As aldeias elevadas a Lugares foramˑ
dos Gamelasː Lapela Aldeias Altasː Trizidela São José de Ribamarː São José de Ribamar São Joãoː São João de Côrtes São Miguelː Nossa Senhora da Lapa e São Miguel Aldeia Pequenaː São Mamede Aldeia Adega Grande de São Lourenço de Barbadosː São Pedro
Em Viana, os jesuítas, vendo cessar sua jurisdição sobre as aldeias, trataram de arrasar tudo que nelas havia. No entanto, o governador Gonçalo Pereira Lobato e Sousa ordenou que reedificassem todas as casas que haviam destruído e a restituir todo o gado que haviam desencaminhado.
Dados genealógicos
Filho mais novo de João Pereira Caldas e de Mariana Catarina Lançós e Azevedo. Comandante de um regimento de infantaria em Lisboa, acumulava vasta e reconhecida experiência militar, atuando em várias partes do Império Português, como no Reino, na Índia e na América.
Casou, em 1724, com Joana Maria Pereira de Castro, (Monserrate, Vila de Viana, em 8 de Outubro de 1707 - Sende, 28 de Julho de 1768), sepultada na Matriz de Monção.Gonçalo Pereira Lobato e Sousa, GENIO - Museu da Emigração e Comunidades
Tiveram sete filhos. Entre eles:
João Pereira Caldas, governador geral do Piauí, de 1761 a 1769, e do Pará, de 1772 a 1780. Gonçalo Pereira Caldas (1738 - 26 de Setembro de 1809), fidalgo da Casa Real, comendador da Ordem de Cristo, tenente general, governador das armas do Minho, casado com Inácia Antónia Micaela de Castro Bacelar e Vasconcelos, de ValençaGonçalo Pereira Lobato e Sousa, GENIO - Museu da Emigração e Comunidades.
Ligações externas Gonçalo Pereira Lobato e Sousa, GENIO - Museu da Emigração e Comunidades Obras de Gonçalo Pereira Lobato e Sousa na Biblioteca Nacional de Portugal
Categoria:Naturais de Monção (Portugal) Categoria:Governadores do Maranhão (Colônia) Categoria:Cavaleiros da Ordem de Cristo Categoria:Oficiais superiores de Portugal Categoria:Nobres de Portugal do século XVIII