O sistema eliminatório, também conhecido popularmente como mata-mata, é um formato de competição esportiva em que dois participantes ou times disputam entre si e o vencedor elimina o perdedor da competição ou da fase do torneio.

É comumente utilizado na maioria das copas nacionais de futebol ao redor do mundo, além de pertencer as fases finais de competições importantes como a Copa do Mundo da FIFA, a CONMEBOL Libertadores e a Liga dos Campeões da UEFA.

Estrutura Torneios eliminatórios são considerados "simétricos" quando o número de competidores é uma potência de dois (4, 8, 16, 32, 64, etc.). Nesses casos, todos os competidores precisam enfrentar o mesmo número de adversários para chegar ao título. Qualquer outro número de competidores gera uma assimetria, que exige uma forma de sorteio ou um sistema de ranking para colocar determinados competidores em situação privilegiada, normalmente começando a disputa pela segunda fase.

As fases sucessivas de um torneio eliminatório são denominadas de trás para diante:

a última fase é a Final, disputada entre 2 competidores; a penúltima fase consiste de dois confrontos , disputados por um total de 4 competidores. a fase anterior são : 4 confrontos, 8 competidores. antes disso vêm : 8 confrontos, 16 competidores. as fases anteriores são às vezes referidas como , Trinta e dois avos de final, etc.; mas estes nomes pouco eufônicos são em geral substituídos por uma denominação que, ao contrário, começa do início: "primeira fase, "segunda fase", etc., dependendo do número total de competidores.

Classificação Os sistemas eliminatórios podem ser classificados por três critérios:

(a) pela extensão do confronto, ou seja, a quantidade de partidas em cada confronto; (b) pela possibilidade de disputas extras (como prorrogações ou disputas de pênaltis); (c) pelos critérios de desempate estabelecidos previamente.

Extensão do confronto Partida única Em cada confronto, os dois competidores disputam uma única partida. Sistema bastante comum em esportes sem empate, (como voleibol ou basquete). Existindo a possibilidade de empate (como no futebol), deve ser especificado previamente um critério de desempate (ver abaixo), ou então será necessária uma disputa extra: prorrogação/prolongamento, disputa de pênaltis ou ambas.

No caso de torneios de temporada, em geral define-se o mando de campo dessas partidas únicas por sorteio, ou por algum sistema de pontuação, que pode considerar os resultados de temporadas anteriores, ou de fases anteriores da atual temporada.

Por exemplo, a final da Copa de Campeões da Europa (futebol) é, desde 1956, disputada em partida única; desde 1996, essas finais acontecem em campo neutro.

Ida e volta É o sistema mais comum em campeonatos de futebol. Os dois competidores enfrentam-se duas vezes, alternando o mando de campo: uma partida na cidade (ou na sede) de cada um deles.

O mando de campo da segunda partida (em geral considerado como vantajoso, já que a segunda partida é sempre a última) é muitas vezes concedido ao competidor que tenha melhor campanha nas fases anteriores do torneio, ou que tenha melhor colocação em algum sistema de ranking de temporadas anteriores, ou ainda decidido por sorteio.

Um caso particular ocorre atualmente nas fases eliminatórias (oitavas, quartas e semifinal) da Liga dos Campeões da UEFA. Como o saldo qualificado conta inclusive na prorrogação/no prolongamento (artigo 7 do regulamento ), alguns consideram vantajoso jogar a segunda partida fora. Isso porque um empate com gols (1x1, 2x2, etc.) na prorrogação/ no prolongamento classifica o clube visitante. Esta regra gerou sérias críticas do então presidente da FIFA, Joseph Blatter. Para ele, a regra do gol marcado fora deveria valer somente até o término do tempo regulamentar.esporte.uol.com.br/ Regra do gol fora de casa ficou ultrapassada, diz Blatter

Ida e volta restrita Os dois competidores enfrentam-se duas vezes, com alternância de mando de campo, a não ser que, na primeira partida, o clube visitante obtenha uma vantagem muito expressiva, definida em regulamento.

Na Copa do Brasil (futebol), entre 1995 e 2016, as duas primeiras fases eram disputadas em sistema de ida e volta restrita: se o clube visitante obtiver diferença de 2 ou mais gols na primeira partida, ele é promovido à próxima fase sem necessidade de um segundo jogo. Da terceira fase em diante, usa-se o sistema de ida e volta simples.

Melhor de três Os competidores jogam um máximo de três partidas, mas o confronto pode terminar antes se, ao final da segunda partida, um dos competidores tiver estabelecido uma vantagem que não pode ser superada ou igualada na terceira partida.

Em geral, para atingir esta vantagem insuperável em apenas dois jogos, um dos competidores precisa de duas vitórias. Mas, em alguns regulamentos, um clube pode trazer de fases anteriores do torneio um ou mais pontos extras, ou uma vantagem em caso de empate.

Nos confrontos em "melhor de três", o mando de campo pode ser definido por sorteio, estabelecendo mandantes alternados (um deles fica com o primeiro e o terceiro jogo, o outro apenas com o segundo). Ou então, como na Libertadores da América, de 1960 a 1987, estabelece-se que o terceiro jogo, se necessário, será disputado em "campo neutro".

Outra possibilidade ainda é dar ao competidor com melhor campanha a vantagem dupla de jogar o segundo e o eventual terceiro jogo em casa.

Melhor de três restrita Os competidores jogam um máximo de três partidas, mas o confronto pode terminar antes se, ao final da segunda partida, um dos competidores tiver estabelecido qualquer espécie de vantagem.

Ou seja, neste sistema, o terceiro jogo só ocorre se, ao final da segunda partida, os dois competidores estiverem rigorosamente empatados. Este sistema só faz sentido para esportes que admitem que uma partida possa terminar empatada, como o futebol e o futsal. Nos esportes que não admitem o empate (como o voleibol e o basquete), as regras de "Melhor de três" e de "Melhor de três restrita" seriam exatamente iguais.

Melhor de cinco Os competidores jogam um máximo de cinco partidas, mas o confronto pode terminar antes se um dos competidores obtiver uma vantagem que não possa mais ser superada ou igualada (por exemplo, três vitórias).

Sistema bastante utilizado em competições de basquete, especialmente nas fases finais da liga norte-americana, a NBA, que em alguns casos também utiliza o sistema "Melhor de sete".

Disputas extras Prorrogação/prolongamento Chama-se a um tempo extra de jogo que é disputado, com o objetivo de desempate, na sequência de uma partida que terminou empatada.

Evidentemente, a ideia da prorrogação/prolongamento não faz sentido em esportes como o voleibol, o tênis ou o tênis de mesa, que não são disputados em tempo fixo, mas em função da marcação de um certo número de pontos. Mas há ainda alguns esportes, como o basquete ou o handebol, que são disputados em tempo mas que não admitem o empate, tendo incorporado a prorrogação/o prolongamento em suas regras como desempate obrigatório para todas as partidas, em qualquer situação. Nesses casos, a prorrogação/o prolongamento é uma disputa extra de jogo.

Já o futebol e o futsal, que admitem o empate, eventualmente necessitam de prorrogações para desempatar jogos decisivos de um torneio ou de uma fase do torneio. Apenas nesses casos a prorrogação/o prolongamento deve ser considerada uma disputa extra de torneio.

A partir dos anos 1970, quando a definição de datas de futebol passou a depender de mais fatores externos (televisionamento, viagens, etc.), e o sistema de disputas eliminatórias em melhor de três foi sendo, cada vez mais, substituído pelo de ida e volta, criou-se uma possibilidade nova: a da disputa extra como extensão de uma partida que não terminou empatada, mas que teve um resultado simétrico ao da anterior, empatando a disputa na soma dos resultados.

Em futebol, a prorrogação/o prolongamento normalmente é disputada em 2 tempos de 15 minutos cada (um terço do tempo normal de uma partida). Caso o empate permaneça, em geral não se admite segunda prorrogação/segundo prolongamento, sendo portanto necessária uma outra forma de desempate.

Prorrogações sucessivas Em esportes como o basquete, o handebol e o futebol americano, muitas competições preveem um número ilimitado de prorrogações, até que o empate seja desfeito.

No campeonato norte-americano de basquete da NBA, por exemplo, uma partida de 1951 entre o Indianapolis Olympians e o Rochester Royals (ambas as equipes já extintas) teve 6 prorrogações e um tempo total de jogo de 78 minutos, com vitória do Indianapllis por 75 a 73. No hóquei no gelo, um jogo de 1936 entre o Detroit e o Maroons pelo campeonato da NHL teve 6 prorrogações, 116 minutos e jogo e um escore final de 1 a 0 para o Detroit.

No passado, algumas competições de futebol também permitiram prorrogações sucessivas. Um caso extremo é o da decisão do Campeonato Pernambucano de Futebol de 1977, que terminou com a vitória do Sport sobre o Náutico durante quarta prorrogação/quarto prolongamento de 15 minutos cada, resultando numa partida de 158 minutos de duração.

Prorrogação/Prolongamento com "Morte súbita" É uma prorrogação/um prolongamento que tem uma duração máxima (normalmente 2 tempos de 15 minutos), mas que pode ser encerrada a qualquer momento, caso um dos competidores marque um ponto (em futebol chamado "gol de ouro" ou, em inglês, "golden goal"), sendo imediatamente declarado vencedor da disputa.

A Fifa adotou em 1993 a regra do "gol de ouro", que foi aplicada na Copa Européia de Seleções de 1996 e 2000, na Copa do Mundo de 1998 e 2002, nas Olimpíadas de 1996 e 2000, etc.

Nas copas organizadas pela UEFA em 2002, surgiu uma nova variação da regra, a do "gol de prata" ("silver goal"): se uma equipe terminasse o primeiro tempo da prorrogação em vantagem, seria considerada vencedora.

Porém, em fevereiro de 2004, a Fifa determinou o fim dos gols de ouro e de prata, e portanto das prorrogações com morte súbita.

Disputas de pênaltis Em futebol, a disputa por pênaltis pode ser uma segunda tentativa de desempate, após uma prorrogação/um prolongamento que terminou empatada; mas, dependendo do regulamento do torneio, também pode ser o primeiro desempate de uma partida.

Até a década de 1950, o mais comum era que cada equipe designasse um "cobrador de pênaltis", que faria um certo número de tentativas (em geral 5 ou 10) contra o goleiro adversário, um após o outro; quem convertesse o maior número de gols seria o vencedor; caso o empate permanecesse, seria realizada nova série de pênaltis.

A partir dos anos 1960, as séries passaram a ser sempre de 5 pênaltis; as cobranças das duas equipes passaram a ser alternadas; o "cobrador de pênaltis" da equipe foi substituído por um grupo de jogadores, que nunca poderia ser repetido; e as séries de desempate passaram a ser de apenas um pênalti para cada equipe.

Outras disputas Entre 1996 e 1999, o Campeonato Estadunidense de Futebol previa, como forma de desempate alternativa à disputa de pênaltis, uma série de 5 "shoot-outs", ou "disputas de meio de campo", para cada equipe: um jogador recebia a posse de bola a partir do meio de campo, enfrentando apenas o goleiro adversário, e tinha um tempo de 5 segundos para tentar marcar o gol.

Critérios de desempate

Eliminatória dupla A eliminatória dupla ou dupla eliminatória é um sistema em que todos os perdedores têm uma segunda chance de disputa, passando a fazer parte de uma "chave de perdedores", onde disputam uma nova série eliminatória. Ao final, o vencedor da "chave dos vencedores" enfrenta o vencedor da "chave dos perdedores" com vantagem, normalmente de uma vitória. Neste caso, para ser campeão, o "vencedor dos perdedores" precisa derrotar o "vencedor dos vencedores" duas vezes consecutivas.

Eliminatória simples com reclassificação