O rio Luachimo é um curso de água do nordeste de Angola, integrado na bacia hidrográfica do rio Congo. Corre no sentido sul–norte pelas províncias da Lunda Sul e da Lunda Norte, sendo afluente do rio Cassai (Kasai), por sua vez um dos principais tributários da margem esquerda do Rio Congo.The Chicapa River (Lunda, Angola): a river of kimberlites and diamonds. Sinese. Consultado em 29 de agosto de 2026. Junto à cidade do Dundo, no seu curso, está instalada a central hidroelétrica homónima.Lusa. «Chineses fazem reabilitação de barragem construída há meio século em Angola». Dinheiro Vivo. Consultado em 29 de agosto de 2026.
Curso e hidrografia O Luachimo corre no sentido sul–norte pelo Planalto da Lunda, à semelhança dos rios que lhe são paralelos, como o Cuango, o Chicapa e o Chiumbe, todos afluentes da bacia do Cassai. Os seus depósitos aluviais, ricos em diamantes, estendem-se desde as cabeceiras até à fronteira com a República Democrática do Congo.A Century of Angolan Diamonds. Diamond World. Consultado em 29 de agosto de 2026.
O troço do rio na região do Dundo situa-se a uma altitude de cerca de 870 metros e insere-se numa zona de clima tropical, com precipitação anual da ordem dos 1400 mm e chuvas concentradas no verão.Luachimo River (Chitato), Angola — Important Bird Area factsheet. BirdLife International. Consultado em 29 de agosto de 2026.
Recursos diamantíferos O vale do Luachimo situa-se numa das regiões diamantíferas mais importantes de Angola. Os seus depósitos aluviais, tal como os dos rios Cuango, Chicapa, Chiumbe, Luana e Luembe, contêm uma elevada proporção de diamantes de qualidade gema, provenientes da erosão de kimberlitos do gráben do Lucapa. A exploração diamantífera na região remonta ao início do século XX, associada à atividade da Forminière e, mais tarde, da Diamang, no âmbito da qual o Dundo surgiu como localidade mineira planeada.
Fauna e conservação O vale do Luachimo, nas imediações do Dundo, foi classificado como Área Importante para a Conservação das Aves (IBA) pela BirdLife International em 2001, abrangendo cerca de 2000 hectares. As margens do rio são ocupadas por floresta de galeria, com copado entre 20 e 40 metros de altura, rodeada por extensas pastagens e mata aberta. Foram registadas cerca de 313 espécies de aves no Dundo e ao longo do rio, sendo a área rica em espécies do bioma das florestas guineo-congolesas. A avifauna da região do nordeste angolano foi documentada em estudos ornitológicos como os de M. S. L. Mills e W. R. J. Dean.Mills, M. S. L.; Dean, W. R. J. (2013). «The avifauna of the Lagoa Carumbo area, northeast Angola». Malimbus, 35. Consultado em 29 de agosto de 2026.
Aproveitamento hidroelétrico No rio Luachimo, nas proximidades do Dundo, foi construída em 1958 a Central Hidroelétrica do Luachimo, ainda no período colonial português, com uma potência instalada original de 8,4 megawatts. Entre 2016 e 2024, a central foi objeto de uma profunda reabilitação e ampliação que elevou a sua potência para 34 megawatts, reforçando o fornecimento de energia à cidade do Dundo e à região envolvente.Dias, Hélder. «Dundo quadruplica produção de energia limpa». Angop. 1 de janeiro de 2025. Consultado em 29 de agosto de 2026.
Ver também Central Hidroelétrica do Luachimo Rio Cassai Lista dos rios de Angola
Referências
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