Roupa, também chamada de vestuário ou indumentária, é qualquer objeto usado para cobrir partes do corpo. Roupas são usadas por vários motivos. Roupas são usadas por questões sociais, culturais, ou por necessidade. Outros objetos que são carregados ao invés de serem vestidos sobre certas partes do corpo são chamadas de acessórios, como por exemplo, sombrinhas, bolsas e mochilas.
O uso de roupas é considerado na maior parte do mundo como parte do bom senso e da ética humana, guiado por valores sociais, sendo considerada indispensável pela maioria das pessoas, especialmente em lugares públicos.Escocês que se recusa a usar roupas é preso por comparecer nu a julgamento, G1, acessado em 25 de agosto de 2011 Os materiais utilizados para a confecção das roupas podem ser naturais, tais como algodão, seda ou couro, ou sintéticas, tais como acrílico, por exemplo.
O uso de roupas O tipo de roupas usadas por uma dada pessoa varia de região a região e de pessoa a pessoa, e também segundo a ocasião. Isto acontece basicamente porque:
Diferentes roupas são usadas em diferentes ocasiões e lugares, como, por exemplo, trabalho, escola ou casa. Diferentes roupas são usadas em climas diferentes: por exemplo, no verão, usamos roupas mais leves e frescas. Diferentes crenças e opiniões, motivadas por religião ou por mera questão de conforto, influenciam a escolha de determinadas vestimentas. Diferentes materiais disponíveis para a fabricação de roupas. Estes materiais variam de região a região e produzem roupas com características diferentes. Com o advento da globalização, elas podem ser facilmente transportadas de um local a outro. Diferenças no modo de fabricação destas roupas. Na maioria dos países industrializados, pessoas compram roupas que já estão prontas para o uso. Mas, em países pouco industrializados ou menos desenvolvidos, ou em lugares isolados, pessoas fabricam suas próprias roupas em casa. Diferença no poder de compra das pessoas.
Conforto e decoração No dia a dia, a maioria das pessoas usa roupas que são confortáveis na sua opinião. Muitas pessoas também usam roupas que as fazem sentir atractivas aos olhos de outras pessoas. Mesmo roupas cujo principal objetivo é proteger, como roupas de chuva, são feitas em cores e estilos diferentes. Muitas pessoas aceitam mudanças frequentes em estilos de roupas porque elas querem sentir-se atractivas vestindo a mais nova tendência. Uma pessoa, por exemplo, pode parar de usar uma velha roupa, mesmo que esta esteja em ótimas condições. Ela o faz porque acredita que esta roupa não a faz tão atrativa quanto outro tipo mais novo de roupa.
Por outro lado, outras pessoas acreditam que é errado o uso de roupas para mera decoração, e que, em vez da vaidade, pessoas deveriam importar-se com problemas maiores. Membros do grupo religioso amish pensam desta maneira. Homens deste grupo vestem simples roupas pretas e as mulheres, vestidos longos e simples.
Questões culturais esquerda|180px|thumb|Duas crianças gregas, em roupas típicas. Ao longo da história, diferentes civilizações vestiram roupas mais por motivos culturais, como decoração ou ornamentos, do que por necessidade. Em sua viagem em torno do mundo, Charles Darwin, na Terra do Fogo, Argentina, notou que certos nativos da região cobriam sua pele apenas com uma fina camada de tinta, mais uma pequena pele de animal na parte superior do corpo. Isto contrastava com o clima da região, frio e instável. Tais pessoas usavam tais roupas por motivos culturais e não por necessidade.
Antigamente, o tipo de roupa usada era diferente em culturas diferentes, e era parte dessa cultura, passada de geração a geração. Mesmo atualmente, e na maioria das sociedades, incluindo a sociedade ocidental, roupas são usadas devido a alguma influência social e cultural. Apesar disso, com o advento da globalização, as roupas tradicionais ficaram cada vez mais esquecidas, sendo que cada vez mais pessoas usam roupas por questões de conforto ou necessidade. Por exemplo, muitas pessoas usam camisas porque elas são confortáveis, simples de usar e duradouras. Alguns exemplos conhecidos de roupas tradicionais que fazem parte da sociedade ocidental incluem o vestido de noiva branco, ou a cor preta em funerais.
Muitas pessoas vestem um certo estilo de roupas buscando serem aceitas por um grupo social. Isto acontece especialmente entre os adolescentes. Os membros destes grupos sociais, compostos de pessoas que possuem certos gostos em comum, tendem a se vestir de maneira similar. Muitos desses adolescentes buscam se vestir igual ou de modo parecido a seus ídolos, como, por exemplo, cantores famosos. No Japão, por exemplo, vários adolescentes gostam de vestir-se da mesma maneira que personagens de mangás famosos.
Outras pessoas usam roupas como um modo de protesto, como a novelista Amandine Dupin (que usava roupas masculinas), os integrantes da contracultura da década de 1960 e também os punks. Inscrições, palavras ou frases podem aumentar o poder de choque destas maneiras de protesto. Roupas também podem ser usadas como meios de propaganda.
Necessidade, praticidade e/ou identificação Pessoas também usam roupas por necessidade. Médicos e enfermeiros usam roupas como uma medida de proteção leve contra micro-organismos, por exemplo. Pessoas que lidam com materiais radioativos usam roupas de proteção especiais, que cobrem todo o corpo, de modo a proteger a pessoa de perigosos raios eletromagnéticos. Soldados usam roupas que buscam proteger o usuário, através da camuflagem. Nadadores usam pouca roupa, porque roupas possuem pouca praticidade dentro da água.
Roupas usadas em certos ambientes da sociedade são padronizadas, para facilitar a identificação de seus usuários e sua ocupação. Por exemplo, crianças em muitas escolas usam uniformes para identificação da escola onde elas estudam. Pessoas trabalhando como tripulantes de uma linha aérea usam uniformes fornecidos por tais companhias. Jogadores de um time esportivo (por exemplo, um time de futebol) usam um uniforme padrão que identificam os jogadores e os diferenciam dos jogadores de outros times. Outros exemplos são movimentos e grupos sociais.
O tipo de roupa usada varia com as temperaturas da região, especialmente com respeito à temperatura. Temperaturas muito baixas requerem roupas pesadas que ajudam a isolar ou reter o calor de uma pessoa, enquanto em regiões quentes, roupas leves como camisa, top e bermuda são largamente usadas. Outras atividades que elevam a temperatura do corpo humano, como exercícios, pedem roupas leves e que ajudam o suor a evaporar são indicadas, por questões de praticidade.
Status social Desde os primórdios da história, pessoas usaram roupas para indicar status social, riqueza e relacionamentos. Pessoas de altas classes constantemente usavam, e continuam a usar, roupas elaboradas e complexas, bem como outros apetrechos como joias, para indicar riqueza. Pessoas casadas, muitas vezes, usam anéis de casamento como símbolos de fidelidade. Muitas mulheres muçulmanas fazem uso do hijab, indicando status de mulheres respeitáveis.
História
Pré-história Não se sabe ao certo quando que o uso de roupas por parte do ser humano começou. Mas acredita-se que o uso de roupas por parte do homem começou e se espalhou provavelmente para providenciar proteção contra fatores naturais e por aparência. Um caçador pré-histórico poderia usar a pele de um urso para mantê-lo quente e/ou como um sinal de força, bravura e habilidade como caçador. Ralf Kittler, Manfred Kayser e Mark Stoneking, antropólogos do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology, conduziram uma análise genética de espécies de piolhos que possuem preferência pela relativamente escassa pelagem do corpo humano (ao invés da pelagem do couro cabeludo). Tais espécies teriam se originado há cerca de 107 mil anos. Como a pelagem da maior parte dos humanos é relativamente escassa e piolhos requerem pelagem para sobreviverem, estima-se que o uso de roupas por parte dos humanos tenha se iniciado por volta do mesmo período. Observando que as roupas deste período se resumem a peles de animais, que, no geral, possuem uma grossa pelagem. No entanto, um segundo grupo de pesquisadores utilizou métodos genéticos similares e estimaram que tais espécies de piolhos surgiram há 540 mil anos atrás.
Na Rússia, em 1988, Arqueólogos identificaram agulhas primitivas, feitas com ossos e marfim, que foram feitas há mais de 30 mil anos. Acredita-se que ao final da Idade da Pedra, há 25 mil anos, o uso de roupas já fosse corrente e que a técnica de fabricação de fios já tivesse sido dominada, usando pelos de animais como a ovelha ou fiapos de certas plantas como o algodão. Técnicas na produção de roupas melhoraram gradualmente com o passar do tempo, permitindo, eventualmente, conectar pedaços de pele entre si e, assim, formar peças de roupas mais elaboradas.
Antiguidade thumb|180px|right|Estátuas fornecem valiosas pistas sobre o vestuário de povos antigos.
Muito do que sabemos sobre estilos de roupas desde o início da antiguidade, que começou há cinco mil anos atrás, e durou até 400 a.C., vem de desenhos inscritos e pintura em vasos e em paredes, bem como de estátuas. Ao contrário de joias, que tendem a durar por um bom tempo, visto que são feitas de materiais inorgânicos, poucas roupas da época resistiram aos rigores do tempo. Mesmo assim, algumas peças de roupas resistiram, sob condições especiais, como sob climas muito secos, por exemplo.
Mesmo os desenhos foram lentamente desgastados com o tempo. As cores de tais desenhos e estátuas, ao longo do tempo, foram desgastando-se, dando uma aparência branca ou amarelada para tais itens (enquanto a oxidação dos pigmentos rochosos sedimentares minerais, por exemplo, fizeram o avermelhado das pinturas egípcias escurecerem a tons sub-vermelhos no mesmo padrão de necrose das hemácias expostas ao ar oxidante da baixa troposfera de alta pressão). Se, por um lado alguns povos realmente usavam roupas brancas, como os egípcios, outros, muito provavelmente, usaram roupas de outras cores, o que exige, de especialistas, cuidados especiais.
No Egito antigo, poucas pessoas usavam roupas: apenas famílias de alta classe, e mesmo assim, apenas adultos. Roupas indicavam riqueza. Muitas crianças e escravos não usavam nenhuma roupa. Nos tempos primordiais do império, os homens vestiam um tipo de tecido que envolvia o quadril como se fosse uma fralda, ou uma curta saia, e as mulheres, um tipo de vestido, atado às costas e que deixava os seios à mostra. Lentamente, os homens passaram a vestir saias cada vez mais compridas, e os vestidos das mulheres passaram a cobrir os seios. Depois, ambos os homens e as mulheres passaram a usar um tipo de roupa parecido com um robe, peças retangulares de tecido, com um buraco no meio para a cabeça. Alguns poucos egípcios calçavam sandálias, mas a maioria andava descalças.
Os persas foram um dos primeiros povos a cortar e ajustar medidas das roupas, em vez de simplesmente vestir pedaços de tecidos. Historiadores acreditam que os persas vestiam roupas que tinham boas medidas (ao contrário dos egípcios) porque isto proporcionava conforto, bem como facilitavam a caça. Os homens persas vestiam calças que se ajustavam firmemente às pernas e túnicas e casacos. As mulheres vestiam-se de maneira similar aos homens. Calçados eram parte do vestuário normal. Este tipo de vestuário depois iria desenvolver-se na Europa ocidental, substituído as túnicas e casacos tradicionais dos gregos e romanos, na Idade Média.
Idade Média