A identificação dos povos indígenas amazônicos que utilizam ayahuasca não é uma tarefa simples. Há variantes linguísticas e étnicas em uma mesma região ou mesma etnia, às vezes, dispersa entre várias regiões e países do entorno da Amazônia. Além isso, com o nome de 'ayahuasca' podem ser denominadas diferentes composições de bebida e modos de preparar, como a própria literatura já assinala.

Apesar de consagrado o uso da Banisteriopsis caapi em associação com Psychotria viridis, ainda persiste o entendimento de que basta a presença da referida Malpighiaceae para que o composto seja designado como Ayahuasca.

Essa é uma relação ainda provisória construída a partir da proposição do Handbook of South American Indians editado por Julian H. Steward Steward Julian H. (Ed.) Handbook of South American Indians. Vol 5 The comparative ethnology of South American Indians. Bureau of American Ethnology. Bulletin 143, Washington, DC, 1949 traduzido seletivamente e publicado no Brasil por Ribeiro Ribeiro, Darcy (Editor) et alii Suma etnológica brasileira. Edição atualizada do Handbook of South American Indians. Petrópolis, RJ, Vozes – FINEP, 1986. O capítulo sobre estimulantes e narcóticos escrito por John M. Cooper apresentado neste livro refere-se a listas elaboradas por Spruce, 1908; Reiburg 1921 Reinburg, P. "Contribution a l'étude des boissons toxiques des indiens du nordouest de l'Amazonie, l'ayahuasca -le yaje - le huanto." Journal de la Societé des Americanistes de Paris (n.s.) 13:25-54; 197-216. Paris. 1921 ; Tessmann, 1930 Tessmann, Giinter. Die Indianer Nordost-Perus. Hamburg: Friederichsen, de Gruyter and Co. 1930 e Pardal, 1937. thumb|220px|Amazônia. Imagens: NASA Utilizou-se ainda as referências de Taussig, 1993 Taussig, Michael. Xamanismo, colonialismo e o homem selvagem, um estudo sobre o terror e a cura. RJ, Paz e Terra, 1993 e Bolsanello, 1995 Bolsanello, Débora Pereira. Busca do Graal brasileiro, a doutrina do Santo Daime. Bertrand do Brasil, 1995 e o trabalho de Pedro Luz,Luz, Pedro F.L. Estudo comparativo dos complexos ritual e simbólico associados ao uso da Banisteriopsis caapi e espécies congêneres em tribos de língua Pano, Arawak, Tukano e Maku do noroeste amazônico. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1996 que realizou estudo comparativo dos complexos ritual e simbólico associados ao preparo e consumo do Banisteriopsis caapi e de suas plantas aditivas em tribos de língua Pano, Aruak, Tukano e Maku. Mais recentemente (2022) vem sendo incorporadas à esta relação as etnias identificadas por Daiara Tukano inclusive com pesquisa oral em conversas com parentes indígenas em cerimônias, encontros de xamãs e encontros do movimento indígena no Brasil. Tukano, Daiara A Medicine Heritage of 160 Indigenous Peoples: The Origins of Ayahuasca Before Globalization April Chacruna Institute 6, 2022 Acesso em 15/04/2022

Uma sinonímia e classificação dos grupos por família linguística e área cultural deve ser realizada, nas ligações internas para as referidas etnias. Essa é uma pretensão desta proposição da Wikipédia inclusive incorporando a lista apresentada pelo site Ayahuasca.com Ayahuasca.com, Homepage of Amazonian Great Medicine What indigenous groups traditionally use Ayahuasca?

Etnias, famílias linguísticas, nacionalidade

Airo-pai, Arapaços (Tucanos) - Am, Brasil Achagua/ Xagua (Arauaque) – Colombia Amahuaca, Yora, Huni Kui (Panos) Ashaninka, Campas. (Aruák) Achuar (Achual, Achuara, Jivaro, Shuaras) – (Colômbia) Shuar – Equador Baniuas (Baniwa) – (Aruák) - Brasil, Venezuela Barasanas, Baras – Tucanos), Am, Brasil Boras (Boa), (Uitoto, Proto-Bora-Miranha) - Peru / Colômbia Campas Kampas (Brasil) (Aruák) Camsás, (Quíchua /Quechumaran) - (Encostas andinas do Vale Sibundoy) Colombia) Canamaris Kanamari (Família Catuquina) Amazonas Catuquinas (Pano - Catuquina) - Amazonas Cubeos - (Tucanos) Chama (Es’e Ejja) – Bolívia Caxinauás, Kaxinauas - (Panos) - Brasil Culinas, (Família Arawá) - Acre Amazonas Culinas-madirrás, Kulina-Madihá, Arauá Culinas-pano, Kulina - Panos - Am, Brasil Colorado - Tsáchilas – (Chibcha) - Equador Coreguage, Rio Orteguaza – Alto Amazonas, Colômbia Cayapas (Cha´apalachi)- Equador Chiriruano, Avá guaraní - (Guarani)- Bolívia, Paraguai, Argentina Callawaya - (Quíchua), Bolívia - Peru Desana, (Tucanos)- Am, Brasil Emberá – Panamá, Colômbia Guahibo, (Aruák), Venezuela Huaorani (Waorani) - Equador Huni Kui - Acre, Brasil Hupdás – Macu (Hupde) – Brasil / S. Colômbia Ingano (Ingas) Vale Sibundoy – (Colombia) - (Quíchua/Quechumaran) Kofan (Cofan) Rio Putumaio – San Miguel Equador - (Quíchua/Quechumaran) Camsá, Kamsá (Quillacigas) - Vale Sibundoy, (Colombia) (Quíchua /Quechumaran) Macus (Macu-camãs, Macu-iuhupde, Macu-nadebes) - Brasil (Am), Colômbia Matises, Matis - Am, Brasil Matsés - Panos - Brasil (Am) e Peru Machigenguas - (Aruák) Muísca (Chibchas) - Colômbia Macuna - (Tucanos) Marubos - Panos Noanama Wounaan, waunana, (Chocó), Colômbia Piaroa (Kuakua, Guagua, Quaqua) – N. Colômbia - Venezuela Piros yines, (Aruák) Salibas (Sáliba-Piaroa) - Colômbia Sharanahua, (Chanenauas,Shanenawa), Panos - Acre, Brasil Siona, (Tucanos) – Alto Amazonas, Rio Putumayo (Colômbia) Siona, (Tucanos) – Piemonte (Equador) Secoya), (Quíchua–Tucanos) - Piemonte, Equador Shipibo-conibo, (Shipibo, Panos) Ticunas, (Tikuna, Tukuna) – Brazil / S. Colômbia Tucanos – Rio Negro, Brasil Tuyukas Tucanos - (São Pedro) Amazonas Tarianas, Tariâna - (Aruák) Uitotos, Huitotos, Murui-muinane; Rio Caquetá – Alto Amazonas - Peru Yagua (Peba-Yagua) - Peru Yekuana, (Caribe) Yaminahuás (Panos) Yawanawá, (Panos) - Acre, Brasil. Zaparos Napurunas (Zaparo) - Peru

Ver também

Lista de povos indígenas do Brasil Povos indígenas do Brasil Línguas indígenas do Brasil Medicina indígena Ayahuasca Amazônia

Ligações externas

Fundação Nacional do Índio (FUNAI) MINC Patrimônio Imaterial Povos indígenas do Brasil Instituto Socioambiental Júlio César Melatti Índios da América Ethnologue: Languages of the World Ayahuasca.com - What indigenous groups traditionally use Ayahuasca? Considerações sobre algumas drogas indígenas, em especial o rapé, e a parafernália pertinente. Por S. Henry Wassén. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, S.Paulo, 3: 147-158, 1993.

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