Daca (), Pselquete (), Per Selquete () ou Psélquis () é um templo egípcio da Baixa Núbia, 56 quilômetros ao sul de Assuã. Era dedicado a Tote, Sátis, Anúquis, Sélquis, entre outros. De início era uma capela de apenas um cômodo, cuja ereção foi iniciada no pelo rei cuxita Arcamani e dedicada a Tote, Hapi, Ísis, Osíris e Arensenúfis. Foi feito sobre obras do Reino Médio , como uma dedicada pelo faraó , por estar situado em frente do forte de da que protegia o acesso às famosas minas de ouro em . Outras pedras utilizadas no templo são de obras da do Reino Novo dos faraós , , Hatexepsute e .

As reformas cuxitas devem ter ocorrido no momento que o faraó do Reino Ptolemaico recuou de Dodecasqueno, região onde o templo foi erigido. Quando os Ptolomeus voltaram à Baixa Núbia, a inscrição com o título genérico de faraó (per-aa) foi comumente feita em Daca e outros sítios, talvez pela rápida sucessão no período ptolemaico tardio e a incapacidade dos pedreiros de acompanhar isso. Há também inscrições gregas de e . Sob , foi adicionada uma antecâmara e estrutura com portões e ampliou-o com uma pronau com duas fileiras de três colunas. Na Época Romana , imperadores Augusto e Tibério o ampliaram com um segundo santuário, nos fundos do complexo, e muros internos e externos com grande pilone. O santuário continha ainda uma nau de granito.

Foi transformado num fortaleza-templo pelos romanos, e cercada por uma muralha de pedra de 270 por 444 metros, com uma entrada ao longo do Nilo. Um grande dromo leva ao pilone que formava a entrada do templo e cada uma das torres do pilone são decoradas com altos-relevos e trazem diversos grafites de visitantes, sobretudo grego, mas alguns nas escritas demótica e meroítica. Há relevos de vacas, oferecidas a Tote, entalhadas na nau. Um longo caminho de 55 metros, para procissões, se estendia do pilone até um terraço à beira do Nilo. No período cristão, a fachada do pronau foi convertida em igreja, e pinturas de temas cristãs cobriam as esculturas. O templo ruiu em 1908-1909, e foi reconstruído depois pelo arquiteto e egiptólogo italiano Alessandro Barsanti. Com a construção da represa de Assuã, na década de 1960, foi desmontado e transferido para a localidade de Nova Uádi Sebua, a cerca de 40 quilômetros a norte, entre 1962 e 1968.

Bibliografia

Daca Categoria:Sítios arqueológicos do Egito