thumb|right|150px|Hudson & Maria Taylor em 1865

James Hudson Taylor 戴德生 (21 de Maio de 1832 – 3 de Junho de 1905) foi um missionário batista Inglês na China, e fundador do Missão Para o Interior da China [China Inland Mission] (CIM) (agora OMF International). Taylor viveu na China por 51 anos. A sociedade que ele iniciou foi responsável pelo envio de mais de 800 missionários ao país que começaram 125 escolas p. 43 e diretamente resultou na conversão de 18 mil pessoas, também como no estabelecimento de mais de 300 estações de trabalho com mais de 500 colaboradores locais em todas as dezoito províncias. pp. 281-282

Taylor era conhecido por sua sensibilidade à cultura chinesa e zelo pelo evangelismo. Ele adotou a prática de usar roupas nativas da China mesmo quando isso era raro entre os missionários da época. Sob a sua liderança, a CIM era singularmente interdenominacional na prática e aceitava membros de todos os grupos, incluindo indivíduos da classe de trabalho, mulheres solteiras e recrutas multinacionais. Primeiramente por causa da campanha do CIM contra o comércio do Ópio, Taylor foi citado como um dos europeus mais significantes a visitar a China no Século XIX. page needed A historiadora Ruth Tucker sumariza o tema de sua vida:

Taylor teve a oportunidade de pregar em várias variedades de chinês, incluindo o Mandarim, Teochew, e os dialetos Xangainês e Ningbo da língua Wu. O último destes ele conhecia o bastante para ajudar a preparar uma edição coloquial do Novo Testamento escrito nessa língua. retrieved 15 October 2009.

Juventude e início de trabalho

thumb|left|150px|Hudson Taylor com 21 anos thumb|left|150px|Hudson Taylor trabalhava na residência do Dr. Hardey em Hull (topo) e viveu na pobreza de Drainside

Taylor nasceu em Barnsley, Yorkshire, Inglaterra, filho de um químico (farmacêutico) e Metodista Calvinista, James Taylor e sua esposa, Amelia (Hudson), mas como adolescente ele se distanciou das crenças cristãs de seus pais. Aos 17 anos, depois de ler um panfleto evangelístico, professou a sua fé em Cristo, e em dezembro de 1849, se comprometeu a ir à China como missionário. Nesse tempo ele entrou em contato com o médico Edward Cronin de Kensington – um dos membros do primeiro grupo missionário do Irmãos de Plymouth em Baghdad.

Taylor pôde pedir emprestado uma cópia do livro “China: Seu Estado e Perspectivas” por Walter Henry Medhurst, que ele rapidamente leu. Foi durante esse tempo que começou a aprender o Mandarin Convencional, Grego, Hebraico e Latim.

Em 1851, se mudou para um vilarejo pobre em Kingston upon Hull para ser um assistente médico ao Dr. Richard Hardey, e começou a se preparar para uma vida de fé e serviço, se devotando aos pobres e confiando em Deus para suprir as suas necessidades. Entre os pobres, treinou pregações ao ar-livre e distribuição de panfletos. Novamente, Taylor estava em contato com Andrew Jukes, um notável professor de Brethren em Hull.

Em 1852 ele começou a estudar medicina no Hospital Royal Londom em Whitechapel, Londres, como forma de se preparar para o trabalho na China. O grande interesse sobre a China acordou na Inglaterra através da Rebelião Taiping, que na época foi suposta erroneamente como um grande movimento ao Cristianismo, juntamente com as grandes porém exageradas reportagens feitas por Karl Gützlaff sobre a acessibilidade da China, levou à fundação da Sociedade de Evangelização Chinesa. Hudson ofereceu o seu serviço à missão e se tornou seu primeiro missionário.

Primeira visita à China

thumb|left|150px|Hudson Taylor viajou de barco pelos canais da China, pregando e distribuindo Bíblias Taylor deixou a Inglaterra no dia 19 de setembro de 1853 antes de completar os seus estudos médicos, chegando no Xangai, China, no dia 1 de Março de 1854. A quase desastrosa viagem no navio “Dumfries” pela passagem Leste próxima à Pulau Buru durou cerca de 5 meses. Na China, ele foi imediatamente confrontado com a guerra civil, tornando o seu primeiro ano no país um tanto tumultuado.

Taylor fez 18 viagens de pregação na área do Xangai começando em 1855, e frequentemente era mal recebido pela população, mesmo trazendo consigo kits médicos e habilidades. Decidiu adotar as roupas nativas chinesas e também cortar o seu cabelo com um rabo-de-cavalo, como também era de costume. Assim, conseguiu atrair um público sem causar perturbações. Antes disso, Taylor percebeu que para onde viajava era chamado de “diabo preto” por causa do sobretudo que vestia. Distribuiu milhares de panfletos evangelísticos e partes das Escrituras em Xangai e nas suas proximidades. Durante a sua estadia no Xangai, também adotou e cuidou de um menino chinês chamado Hanban.

William Chalmers Burns, um evangelista escocês da Missão Presbiteriana Inglesa começou um trabalho em Shantou e Taylor se juntou a ele por um tempo. Depois de ir embora, descobriu que todos os seus suprimentos médicos tinham sido destruídos num incêndio. Então em Outubro de 1856, enquanto atravessava a China, foi roubado de quase todos os seus pertences.

Realocado em Ningbo em 1857, Taylor recebeu uma carta de um apoiador chamado George Müller, que levou Taylor e seu colega John Jones a se separarem da problemática missão que os enviara. Ao invés disso, decidiram trabalhar de forma independente no que se tornou a “Missão Ningbo”. Quatro homens chineses se juntaram a eles no trabalho: Ni Yongfa, Feng Ninggui, Wang Laijun e Qiu Guogui.

Em 1858, Taylor se casou com Maria Jane Dyer, a filha órfã do Rev. Samuel Dyer da London Missionary Society (Sociedade Missionária de Londres), que tinha sido um missionário pioneiro aos chineses de Penang, Malásia.. Hudson conheceu Maria em Ningbo onde ela viveu e trabalhou numa escola para meninas dirigida por uma das primeiras mulheres missionárias na China, Mary Ann Aldersey.

Como um casal, os Taylors cuidaram e adotaram um menino chamado Tianxi enquanto moravam em Ningbo. Tiveram um filho legítimo que morreu no fim de 1858. Sua primeira filha a sobreviver, Grace, nasceu em 1859. Pouco depois de seu nascimento, os Taylors se apropriaram de todas as operações no hospital em Ningbo que estava sendo liderado pelo Dr. William Parker. Em uma carta à sua irmã Amelia Hudson Taylor ele escreveu no dia 14 de Fevereiro de 1860,

Por conta de problemas de saúde, em 1860 Taylor decidiu retornar à Inglaterra numa viagem familiar. Os Taylors navegaram de volta à Inglaterra no navio Jubilee juntamente com a sua filha, Grace e um jovem homem, Wang Laijun, da igreja de Bridge Street em Ningbo, que ajudaria com a tradução da Bíblia a continuar na Inglaterra.

Família e a Missão Para o Interior da China thumb||left|Hudson Taylor quase morreu em Xangai durante a guerra civil.

Taylor usou seu tempo na Inglaterra para continuar seu trabalho, na companhia de Frederik Foster Gough da Sociedade Missionária da Igreja traduzindo o Novo Testamento em um dialeto Ningbo Romanizado para a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira. Ele completou seu diploma (e um curso de obstetrícia) no Hospital Real de Londres com o Royal College of Surgeons em 1862, e com a ajuda de Maria, escreveu um livro chamado “China's Spiritual Need and Claims” em 1865, que foi instrumento para gerar simpatia pela China e voluntários para o campo missionário. Estes voluntários começaram a ir em 1862, o primeiro deles sendo James Joseph Meadows. No livro Taylor escreveu: Ele viajou extensivamente pelas Ilhas Britânicas falando em igrejas e promovendo as necessidades da China. Em casa, no lado Leste de Londres, também ministrou na Prisão de Newsgate. Durante este tempo ele se tornou amigo de Charles Haddon Spurgeon, que pastoreou o Tabernáculo Metropolitano e se tornou um mantenedor de Taylor para toda a vida. Também, entre 1865 e 1866, os Taylors anfitriaram o jovem Thomas John Bernardo em sua casa como possível candidato missionário. thumb||right|Hudson Taylor sozinho à noite é revistado por um ladrão.

Seu segundo filho, Herbert, nasceu em Londres em 1861. Os Taylors tiveram outros filhos em 1862, Frederick; em 1864, Samuel; e em 1865 Jane – que nasceu morta.

No dia 25 de Junho de 1865, em Brighton, Taylor definitivamente se dedicou a Deus para a fundação de uma nova sociedade que se encarregasse do evangelismo das áreas não-alcançadas nas províncias do interior da China. Ele fundou a Missão Para o Interior da China [China Inland Mission] juntamente com William Thomas Berger pouco depois. Em menos de um ano, eles tinham aceitado 24 missionários e levantado mais de £2,000 (aproximadamente R$380.903,57 nos valores de 2007). No começo de 1866 Taylor publicou a primeira edição de “Occasional Paper of the China Inland Mission” que depois se tornou “China's Millions” (Os Milhões da China).

O resumo que se segue foi escrito por Taylor e seus princípios se tornaram essenciais ao China Inland Mission:

No dia 26 de Maio de 1866, depois de mais de cinco anos trabalhando na Inglaterra, Taylor e sua família foram à China com sua nova equipe de missões a bordo do navio "Lammermuir". Na época, uma viagem de 4 meses era considerada rápida. Enquanto estavam no Mar do Sul da China e também no Oceano Pacífico o navio quase naufragou mas sobreviveu a 2 tufões. Chegaram em segurança no Xangai no dia 30 de Setembro de 1866.

thumb|right|200px|A partida no "Lammermuir" incluiu 16 missionários e os 4 filhos dos Taylors.

Retorno à China A chegada do maior grupo de missionários já enviado à China - bem como sua intenção de se vestir com roupas nativas - deu muito o que falar na instalação estrangeira em Xangai, e algumas críticas começaram a ser dirigidas à jovem Missão Para o Interior da China. O grupo de missionários, inclusive as mulheres, vestia roupas chinesas, não obstante isso ser considerado um tanto escandaloso à época. Enquanto outros missionários procuravam preservar seus costumes britânicos, Taylor estava convencido de que o Evangelho só criaria raízes em solo chinês se os missionários estivessem dispostos a afirmar a cultura do povo que eles buscavam alcançar. Ele argumentou, a partir do exemplo do apóstolo Paulo: "Deixem-nos, em tudo o que não é pecaminoso, nos tornarmos como os chineses, para que possamos, por todos os meios, chegar a salvar alguns."Dr & Mrs Howard Taylor, Hudson Taylor & The China Inland Mission: The Growth of A Work Of God, Capítulo 7

Eles viajaram pelo Grande Canal da China para fazer o primeiro assentamento na cidade de Hangzhou, que então estava devastada pela guerra. Taylor e sua esposa tiveram outra filha na China (Maria Hudson Taylor). Taylor começou a praticar o trabalho médico muito procurado e a pregar todos os dias com uma programação exaustiva. Centenas de pessoas vieram para ouvir e para ser tratadas.

Os conflitos dentro da equipe de Lammermuir limitaram sua eficácia, mas quando Grace, filha de Taylor, morreu de meningite em 1867, eles se uniram por um tempo e resolveram a discórdia depois de testemunharem que Taylor colocava os cuidados de seus companheiros missionários acima mesmo da preocupação de que ele teve por sua filha doente. Muitos membros da tripulação do Lammermuir foram convertidos ao Cristianismo.

Revolta em Yangzhou Em 1868, os Taylors levaram um grupo de missionários a Yangzhou para iniciar um novo trabalho. Mas os problemas continuaram em 1868, quando as instalações da missão foram atacadas, saqueadas e queimadas durante a revolta de Yangzhou. Apesar da violência e dos ferimentos, ninguém foi morto. Infelizmente, a indignação internacional contra os chineses pelo ataque a esses cidadãos britânicos (e a subsequente chegada da Marinha Real Britânica) fez com que Taylor e a Missão Para o Interior China também fossem criticados na imprensa britânica por quase iniciar uma guerra. Taylor nunca solicitou intervenção militar, mas algumas vozes no Parlamento Britânico pediram "a retirada de todos os missionários da China". No entanto, os Taylors retornaram a Yangzhou mais tarde naquele ano para continuar no trabalho e muitos foram convertidos ao Cristianismo.