Jorge Félix Arrate Mac Niven (Santiago, 1 de maio de 1941) é um advogado,El Mercurio, 26 de janeiro de 2008, p.C5 economista, professor universitário, escritor e político chileno. Foi ministro dos presidentes Patricio Aylwin, Eduardo Frei Ruiz-Tagle e Salvador Allende. Em 2009, foi designado como candidato à Presidência da República representando a coligação Juntos Podemos Más e outras forças da esquerda extraparlamentar do seu país, obtendo 6,21% dos votos.Elecciones.gov.cl Votación candidatos a nivel nacional, Presidente 2009
Biografia Filho do ex-oficial de Marinha chilena, radical, maçom e funcionário municipal Juan Gabriel Arrate Ducoing e de Aileen Mac Niven Seymour, nasceu em Santiago,La Tercera, 27 de setembro de 2009, Reportajes, p.8 morou em Viña del Mar (1945-1953) e posteriormente em Puente Alto (até 1965).
Começou a estudar economia na Universidade do Chile em 1958, graduando-se em 1964. No ano seguinte iniciou seus estudos de pós-graduação em Desenvolvimento Econômico na Escuela de Estudios Económicos Latinoamericanos para Graduados (Escolatina) da Universidade do Chile. Entre 1967 e 1969 estudou economia na Universidade Harvard,Qué Pasa, 24 de dezembro de 2005, p.14 obtendo o grau de mestre. Em seguida voltou ao Instituto de Economia da Universidade do Chile para escrever sua tese de doutoramento, a qual nunca terminou.
No início de 1971 o Presidente Salvador Allende o nomeou assessor econômico e, em outubro do mesmo ano, presidente da Corporación del Cobre (Codelco), onde foi responsável pelo processo de nacionalização das minas de cobre. Entre junho e julho de 1972, exerceu, cumulativamente e em caráter interino, o cargo de ministro de Minas.
Em 19 de agosto de 1973, Jorge Arrate saiu do Chile com a tarefa de firmar acordos econômico-financeiros com a República Democrática Alemã. Chegou a Berlim em 29 de agosto de 1973. Posteriormente seguiu para Moscou, onde, a 8 de setembro, recebeu ordens de voltar imediatamente ao Chile. Durante a viagem, no dia 11 de setembro, soube do golpe de Estado e decidiu ficar em Montevidéu. Entre 1973 e 1987, Arrate viveu em diferentes países - da Argentina à Itália.La vida de chilenos en la RDA según los espías de la Stasi. Esteve exilado em Roma, Berlim Oriental e Rotterdam.El Mercurio, 5 de novembro de 1995, p.D2 Durante o exílio, foi secretário do Comitê de Chilenos no Exterior.El Mercurio, 25 de janeiro de 2009, p.D6.
Após o restabelecimento da democracia no Chile, foi ministro de Educação (1992-1994), no governo de Patricio Aylwin, e depois, ministro do Trabalho e Previdência Social (1994-1998) e secretário geral de Governo (1998-1999), durante a administração de Eduardo Frei Ruiz-Tagle.Cosas, 20 de maio de 1999, p.38
Entre 2000 e 2003, durante o governo de Ricardo Lagos, serviu como embaixador do seu país na Argentina.Estrategia, 12 de junnho de 2000, p.34
Atividades acadêmicas Desde 1966 exerceu funções docentes universitárias. Primeiro na Faculdade de Direito da Universidade do Chile, depois na Escolatina, na Escola de Sociologia da Universidade Católica e na Faculdade de Economia e Negócios da Universidade do Chile. Em 1970 foi diretor do Instituto de Economia e Planejamento desta última.
En 1977, já no exílio, fundou, juntamente com o ex ministro de Allende, Orlando Letelier, o Instituto para el Nuevo Chile, sediado em Rotterdam.Qué Pasa, 16 de mayo de 1998, p.28 Dirigiu o instituto, que foi subsidiado por sucessivos governos neerlandeses, de diferentes partidos, desde a sua fundação até 1991. Arrate liderou também a organização das oito Escolas Internacionais de Verão ligadas ao Instituto - em Rotterdam, Mendoza (Argentina) e Santiago.
A partir de 1987 foi professor visitante na Universidade Nacional de Cuyo, na Argentina, e nas universidades da Califórnia em Berkeley e da Virgínia, nos (Estados Unidos)
Em 1992 foi o primeiro diretor da Escola de Administração Pública da Universidade de Santiago do Chile. Em 2003-2006 presidiu a Universidade de Artes e Ciências Sociais (UARCIS). Em 2008, foi docente da Universidade de Talca.
Atividades políticas Em 1957 foi secretário geral da Federação de Estudantes Secundários de Santiago; em 1961, presidente do Centro de Alunos da Faculdade de Direito da Universidade do Chile e, em 1963, candidato a presidente da Federação de Estudantes do Chile, com apoio da Juventude Comunista e Socialista, ligada à coalizão Frente de Ação Popular (FRAP). Em 1963 ingressou no Partido Socialista do Chile. No início de 1971, foi designado chefe dos Profissionais e Técnicos socialistas pelo Comitê Central.
Durante seus 14 anos de exílio, foi secretário executivo da Izquierda Chilena en el Exterior (agrupamento dos partidos da Unidade Popular, do MIR) e do Chile Democrático, entidade internacional, sediada em Roma, coordenadora da solidariedade com a democracia chilena. Entre 1975 e 1977 foi secretário de Relações Internacionais do Partido Socialista do Chile, cuja sede principal se encontrava em Berlim Oriental.
Em 1984, em três ocasiões, tentou entrar no Chile contra a vontade da ditadura e foi impedido no aeroporto de Santiago. Em 1987 conseguiu entrar legalmente no país e retomou a atividade política. Em 1989 foi eleito secretário geral do Partido Socialista do Chile.
Posteriormente, no Congresso da Unidade Salvador Allende, celebrado em Valparaíso, foi designado presidente do partido.
Foi candidato à presidência da República nas eleições presidenciais de 13 de dezembro de 2009, quando obteve apenas 6,21% dos votos válidos, no primeiro turno.emol, 18 de junio de 2009, 13.39 horasEl Mercurio, 20 de junho de 2009 No segundo turno, apoiou Eduardo Frei, que foi derrotado por Sebastián Piñera.La Nación (Santiago), 23 de diciembre de 2009, p.5
Obras Além de artgos, entrevistas e discursos, publicou ensaios e obras de ficção. A mais recente (2007) é Pasajeros en tránsito - una historia real, texto de memórias sobre suas tentativas de regressar ao Chile durante o regime militar.
De seus onze livros publicados, destaca-se Memoria de la Izquierda Chilena (2003), em coautoria com Eduardo Rojas. No âmbito político, escreveu, com Paulo Hidalgo, Pasión y razón del socialismo (1989), sobre a história do socialismo no Chile. Entretanto La fuerza democrática de la idea socialista (1985), escrito durante seu período de exílio, foi o que teve maior influência política durante os últimos anos da ditadura e no início da transição chilena para a democracia.
Ligações externas
Página personal para las elecciones 2009. Entrevista a El Mercurio, 26 de outubto de 2003. Columna sobre Clodomiro Almeyda. Entrevista en la página web de Punto Final (24 de agosto al 6 de septiembre de 2007). Columna en la página web El Clarín de Chile (14 de septiembre de 2008). Entrevista en página web Revista Masiva. Entrevista con Terra del 6 de enero de 2009 . Entrevista a El Mercurio, 25 de abril de 2009. Entrevista a El Mercurio, 3 de outubro de 2009.
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