Arrabanes () ou Artabanes (; ) foi um oficial do Reino da Armênia que fugiu para o Império Sassânida e foi acolhido pelo xá . Foi enviado por Sapor para capturar Artogerassa, onde a rainha-mãe Farranzém e seu filho Papa estavam abrigados, mas desertam e ajudaram Papa a fugir.

Nome

Artabano (; , Artábanos) ou Artabanes (; , Artabanēs) são as formas latina e grega do persa antigo Artabanu (*Arta-bānu), "a glória de Arta". Foi registrado em parta e persa média como Ardavã (, Ardawān), em acadiano como Atarbanuxe (Atarbanuš), em elamita como Irtabanuxe (Irtabanuš), em aramaico como Artebenu (‘rtbnw), em lídio como Artabana (Artabãna), em armênio como Artavã (, Artawān) e em persa novo como Ardavã (, Ardavan).

Vida

thumb|upright=1.05|Dinar de thumb|upright=1.05|Soldo de Valente

Arrabanes era um nobre armênio que em momento incerto foi comandante-em-chefe na Armênia. Ele e Cílaces desertaram ao Império Sassânida e foram acolhidos pelo xá , que em 368 os enviou à Armênia para governar o país e destruir Artogerassa, onde a rainha-mãe Farranzém e o herdeiro Papa estavam se escondendo. Eles não foram capazes de tomá-la dada as condições climáticas e localização da fortaleza, mas convenceram os defensores a deixá-los entrar. Durante os eventos subsequentes, Papa conseguiu fugir ao Império Romano e o imperador Valente acolheu-o em Neocesareia, enquanto Cílaces e Arrabanes ajudam os sitiados a derrotar o exército persa.

Eles enviaram emissários a Valente pedindo que os ajudassem e dessem Papa como rei, mas a ajuda não foi prestada e ele foi devolvido junto do general Terêncio para governar o país, mas sem emblemas reais. Ao saber da situação, Sapor reuniu mais tropas e começou a devastar a Armênia. Papa, Cílaces e Arrabanes, temerosos e cientes de que não haveria ajuda romana, procuraram refúgio nas altas montanhas que separavam o Império Romano de Lázica. Permaneceram escondidos por cinco meses em bosques profundos e desfiladeiros de colinas, escapando de várias tentativas de Sapor para encontrá-los.

Sapor, sob pretexto de uma aliança futura, repreendeu Papa através de mensageiros secretos, alegando que era escravo de Cílaces e Arrabanes sob a aparência de poder real. Papa, precipitadamente, matou os dois e enviou suas cabeças para Sapor em Ctesifonte como sinal de submissão. Noel Lenski pensa que Arrabanes pode ser associado a Vaanes, o Apóstata citado na obra de Fausto, o Bizantino, enquanto Ferdinand Justi pensa que pudesse ser o Carano citado na mesma obra. Já Nicholas Adontz, porém, sugeriu que fosse o citado em Fausto.

Bibliografia

Categoria:Generais de Sapor II Categoria:Sassânidas envolvidos nas guerras romano-sassânidas Categoria:Armênios do século IV Categoria:Armênios do Império Sassânida Categoria:Oficiais de Papa da Armênia