O furacão Rick foi o segundo ciclone tropical mais intenso no oceano Pacífico Nordeste e o ciclone tropical mais intenso já registrado num mês de outubro na região. Formando-se de uma área de perturbações meteorológicas a várias centenas de quilômetros a sul-sudeste de Acapulco, México, em 15 de outubro, Rick intensificou rapidamente numa região com condições meteorológicas favoráveis para o seu desenvolvimento. Com baixo cisalhamento do vento, grande umidade e temperatura da superfície do mar alta, o ciclone intensificou-se rapidamente, tornando-se um furacão apenas 24 horas depois de ser declarado como uma depressão tropical. Um olho começou a se formar durante a tarde de 16 de outubro. Após o estabelecimento de seu núcleo intenso, Rick passou por outro período de intensificação explosiva. Durante a tarde de 17 de outubro, o furacão atingiu a intensidade equivalente a um furacão de categoria 5 na escala de furacões de Saffir-Simpson. Várias horas depois, Rick atingiu o seu pico de intensidade como o segundo mais intenso furacão em toda a história registrada no Pacífico Nordeste, com ventos máximos sustentados de 285 km/h e uma pressão atmosférica central mínima de 906 hPa.
Após manter essa intensidade por várias horas, Rick começou a se enfraquecer em resposta a uma combinação de um ciclo de substituição da parede do olho e o aumento do cisalhamento do vento. Em 19 de outubro, o furacão se enfraqueceu para um furacão de categoria 3, e para uma tempestade tropical no dia seguinte assim que o ciclone começou a seguir para nordeste, em direção à costa do México. Em 21 de outubro, Rick continuou a seguir rapidamente para nordeste, afetando o extremo sul da península da Baixa Califórnia antes de atingir a costa mexicana, perto de Mazatlán, com ventos de 90 km/h. Várias horas depois de atingir a costa, o último aviso do NHC foi divulgado assim que a tempestade se enfraqueceu para uma depressão tropical e se dissipou sobre o relevo montanhoso do noroeste do México.
Antes de Rick atingir a costa, o NHC inicialmente previu que Rick iria atingir o sul da península da Baixa Califórnia como um furacão de categoria 2. Em resposta a isso, alertas de furacão foram emitidos para partes da península e as autoridades locais ordenaram várias centenas de moradores a saírem das áreas baixas. Avisos de tempestade tropical substituíram os alertas de furacão depois que Rick se enfraqueceu para uma tempestade tropical. No geral, os impactos de Rick foram significativamente inferiores ao que se esperava inicialmente previsto. Em todo o México, três pessoas foram mortas pela tempestade, uma em Oaxaca e dois em Baja California Sur.
História meteorológica thumb|esquerda|O caminho de Rick O furacão Rick originou-se de uma área de perturbações meteorológicos associada a uma onda tropical em 13 de outubro, a várias centenas de quilômetros a sudeste da Costa Rica. Embora as condições atmosféricas estivessem favoráveis para o desenvolvimento, o sistema não ficou mais organizado durante a maior parte do dia seguinte. Na manhã de 15 de outubro, a onda começou a produzir mais atividade convectiva e, finalmente, gerou uma área de baixa pressão a cerca de 765 km a sul-sudoeste de Puerto Ángel, México. Naquela tarde (UTC), o Centro Nacional de Furacões (NHC) informou que o sistema estava se tornado cada vez mais organizado e estava prestes a se tornar uma depressão tropical mais tarde naquele dia. Por volta das 21:00 UTC, o NHC afirmou que a área de baixa pressão tinha se tornado uma depressão tropical, a vigésima da temporada de furacões no Pacífico de 2009. A tempestade exibia bons fluxos de saída em todas as direções. As condições meteorológicas, tais como baixo cisalhamento do vento, alto índice de umidade e temperaturas acima da média da superfície do mar na trajetória do sistema estavam excepcionalmente favoráveis para o desenvolvimento rápido do ciclone. Além disso, a tempestade estava sendo guiada por uma crista de baixos e médios níveis sobre o México.
Seis horas depois de ser declarado como uma depressão, o sistema rapidamente se fortaleceu para uma tempestade tropical, e ganhou o nome "Rick". Áreas de convecção profunda começaram a envolver todo o centro do sistema. No início da madrugada (UTC) de 16 de outubro, uma parede do olho irregular começou a se desenvolver e, algumas horas mais tarde, Rick intensificou-se para um furacão de categoria 1 na escala de furacões de Saffir-Simpson, com ventos máximos sustentados 120 km/h. A rápida intensificação foi abastecida pelas águas oceânicas superficiais a 30°C, vários graus acima da média. Na noite de 16 de outubro, imagens de satélite no canal micro-ondas mostraram a presença de um olho bem definido. No entanto, a presença do olho não estava sendo notado em imagens no canal infravermelho naquele momento. Apesar disso, o NHC classificou Rick para um furacão de categoria 2, com ventos de até 155 km/h. Na manhã seguinte, a tempestade intensificou-se para um "grande furacão", ou seja, Rick atingiu a intensidade de um furacão de categoria 3 ou superior na escala de furacões de Saffir-Simpson. O olho era claramente visível em imagens de satélite, e áreas de convecção profunda, cujos topos exibiam temperaturas inferiores a -80 °C na alta troposfera, continuaram a cercar o centro do furacão, indicando que Rick era um intenso ciclone tropical naquele momento. Menos de 40 minutos após essa afirmação, o NHC emitiu um aviso especial afirmando que Rick se intensificara ainda mais, atingindo a intensidade de um furacão de categoria 4.
thumb|O furacão Rick enfraquecendo-se em 18 de outubro Continuando a ganhar força, Rick exibia ventos de até 220 km/h durante a maior parte de 17 de outubro. Formou-se então uma parede do olho exterior, indicando a formação de um segundo olho concêntrico e muitas vezes maior do que o primeiro, indicando o início de um ciclo de substituição da parede do olho. Porém, o olho do furacão ficou muito bem definido e quase sem nuvens, medindo aproximadamente 18,5 km de diâmetro. Além da rápida intensificação, Rick também foi crescendo em tamanho. Naquela tarde, o raio de ventos máximos com intensidade equivalente a uma tempestade tropical estendia-se a 250 km do centro da tempestade, com um diâmetro máximo de 485 km. Às 22:10 (UTC), o NHC emitiu um segundo aviso especial sobre Rick, desta vez informando que a tempestade tinha se tornado um furacão de categoria 5, a primeira na bacia desde o furacão Kenna, em 2002. Por volta das 03:00 (UTC) de 18 de outubro, Rick atingiu o seu pico de intensidade como o segundo furacão mais intenso já registrado no Oceano Pacífico Nordeste; os ventos máximos sustentados na parede do olho atingiram 285 km/h e a pressão atmosférica central mínima ficou em apenas 906 hPa. A pressão atmosférica no olho do furacão não foi medida diretamente devido ao afastamento de Rick da costa mexicana, o que tornou desnecessário a presença de aviões caçadores de furacões. Lixion Avila, um especialista sênior em furacões do NHC descreveu apresentação de Rick em imagens de satélite naquele momento como "espetacular".
Rick manteve o seu pico de intensidade por cerca de duas horas. O NHC estimou que o pico de intensidade de Rick ocorreu entre 02:00 e 04:00 (UTC) de 18 de outubro, antes de o furacão começar a se enfraquecer em resposta a um ciclo de substituição da parede do olho ciclo e ao aumento do cisalhamento do vento. Na tarde de 18 de outubro, a tempestade se enfraqueceu para o limite mínimo de um furacão de categoria 5, com ventos máximos 260 km/h. O topo das áreas de convecção profunda em torno do olho aqueceu-se ligeiramente e uma combinação de ar seco e cisalhamento do vento restringiu os fluxos de saída a oeste do furacão. Mais tarde naquele dia, Rick começou a seguir para noroeste assim que alcançou a periferia noroeste da alta subtropical que o guiava. Na madrugada de 19 de outubro, Rick foi desclassificado para um furacão de categoria 3, assim que começou a afetar extremo sul da península da Baixa Califórnia. O cisalhamento do vento e ar mais seco rapidamente adentraram o núcleo do sistema, e seu olho desapareceu mais tarde naquela manhã.
Durante a noite de 19 de outubro, o centro de Rick ficou desprovido de atividade convectiva, resultando na desclassificação do sistema por parte do NHC para uma tempestade tropical. De acordo com o meteorologista do NHC, o enfraquecimento foi "[...] quase tão rápido quanto a rápida intensificação do furacão há vários dias." A primeira missão dos aviões caçadores de furacões em Rick ocorreu durante a tarde de 20 de outubro. Durante a missão, foram registrados ventos de 100 km/h e uma pressão atmosférica de 990 hPa. Várias horas após, novas áreas de convecção profunda surgiram, com uma grande área de convecção profunda formando-se a nordeste do centro de circulação da tempestade. No entanto, a formação destas áreas de convecção profunda não refletiu uma possível reintensificação de Rick. Por volta das 14:00 (UTC) de 21 de outubro. Rick fez landfall na costa mexicana, perto da cidade de Mazatlán, com ventos de até 90 km/h. Logo em seguida, a tempestade rapidamente se enfraqueceu para uma depressão tropical e, cerca de sete horas depois de seguir sobre terra, a circulação de superfície de Rick dissipou-se sobre o relevo montanhoso do noroeste do México.
Preparativos e impactos México thumb|A tempestade tropical Rick aproximando-se da costa mexicana em 20 de outubro Assim que Rick intensificou-se para um furacão, as autoridades no estado mexicano de Oaxaca fecharam as praias e avisaram para a população para que não se aventurasse no mar. Um alerta de chuvas fortes associadas à tempestade também foi posto em vigor para a população ao longo do litoral do México, mais especificamente em torno de Acapulco. As autoridades proibiram a navegação de barcos pequenos devido ao mar agitado produzido pelo furacão Rick. A população em torno do cidade também foi advertida sobre a possibilidade de deslizamentos de terra e fortes chuvas associadas com as bandas externas de tempestade do furacão. Assim que Rick se tornou um furacão de categoria 4, as autoridades mexicanas elevaram o nível de alerta nos estados de Guerrero, Michoacán e Jalisco, e avisaram a população para tomar cuidado extremo. Em Sonora, o governo local colocou 14 municípios sob alerta azul, que significa que há uma tempestade tropical para chegar; o alerta foi substituído por um alerta amarelo para os municípios de Álamos, Benito Juárez, Navojoa, Etchojoa e Huatabampo em 18 de outubro.