A Coroa do Império do Brasil, mais conhecida como Coroa de Dom Pedro II, é a coroa fabricada para uso do Imperador do Brasil Dom Pedro II em 1841 como parte das Joias do Império do Brasil. Após a proclamação da República, fez parte do Tesouro Nacional e, atualmente, faz parte do acervo do Museu Imperial de Petrópolis. Substituiu a coroa de Dom Pedro I e fez parte do antigo Brasão de armas do Brasil até 1889. Em 1935, por meio da lei nº 25, de 14 de fevereiro,LEI Nº 25, DE 14 DE FEVEREIRO DE 1935. Autoriza o Poder Executivo a entrar em accôrdo com os herdeiros do ex-Imperador do Brasil, D. Pedro II. para acquisição da corôa imperial e dá outras providencias.Portal da Câmara dos Deputados. Acesso em 16 de junho de 2021. passou a ser propriedade do Estado brasileiro. miniaturadaimagem|Padrão com a coroa real ( que vigorou de 18 de setembro a 1 de dezembro de 1822) e com a coroa imperial.

Fabricação miniaturadaimagem|A Coração de D. Pedro II, pintura de Manuel de Araújo Porto-Alegre, c. 1840. Acervo do Museu Histórico Nacional.|esquerda|280x280px A Coroa de Dom Pedro II foi fabricada por Carlos Martin, um ourives estabelecido à Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, e foi pronta e exibida em público no dia 8 de julho de 1841 sobre uma almofada de seda branca e coberta por uma redoma de cristal poucos dias antes da coroação de Dom Pedro II, realizada em 18 de julho do mesmo ano.

Para a confecção da coroa foram aproveitados os brilhantes da coroa de seu pai D. Pedro I, e um fio de pérolas, também herança paterna de D. Pedro I. Depois de proclamada a República, a Coroa Imperial foi guardada no Tesouro Nacional, lá permanecendo até 1943, quando foi transferida ao recém-criado Museu Imperial de onde, desde então, nunca saiu. miniaturadaimagem|Em selo postal de 1887. Descrição Toda a armação da coroa é trabalhada em ouro. A base da coroa suporta oito semiarcos encimados por uma cruz formando um Globus cruciger. A Coroa tem 0,310 m de altura, 0,205 m de diâmetro, pesa quase 1.955 g e é decorada com 639 brilhantes e 77 pérolas. Entre 1988 e 1989, a CEF fez a última perícia na coroa imperial, que avaliaram a peça em um milhão de dólares.

Briga Judicial Após o dia 15 de novembro, a Princesa Isabel foi impedida de herdar as Joias do Império do Brasil, que incluíam a Coroa Imperial, e logo abriu um processo contra a União, que só foi terminado em 1930, quando Isabel já havia falecido, com ganho judicial por parte dos descendentes de Pedro II. Em 1935, a compra das peças foi autorizada. O Governo Brasileiro teve de indenizar a família em 1.140:149$600 réis. Em comparação, hoje seriam necessários 17 milhões de reais.

A família decidiu que não guardaria a peça, já que ao seu ver era parte da história nacional.

Cerimonial heráldico Estudiosos tanto da heráldica quanto da vexilologia brasileira mencionam para se atentar para uma regra crucial na heráldica da coroa brasileira que consiste numa diferenciação: quando a coroa for da composição heráldica do Brasão de armas, posta em cima do escudo, o forro da coroa deve ser em goles, que em linguagem heráldica é o vermelho, mas quando se tratar do desenho físico da coroa o forro será na cor verde.LUPONI, Artur (1942). Os Símbolos Nacionais. Rio de Janeiro, Ministério da Educação RIBEIRO, Clovis (1933). Brazões e Bandeiras do Brasil. São Paulo: Limitada

Milton Luz, na obra A História dos Símbolos Nacionais, pelas edições do Senado Federal, em 2005, assim se expressa com a seguinte literatura:

Ver também Coroa de Dom Pedro I Lei dos Símbolos Nacionais do Brasil Coroa Real de Portugal Nobreza do Império do Brasil Símbolos do Brasil

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