Luís Gastão d'Escragnolle Dória (Rio de Janeiro, — Rio de Janeiro, ) foi um professor, arquivista, compositor, libretista, publicista, tradutor e escritor brasileiro. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Biografia Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, filho do general Luiz Manuel das Chagas Dória e de sua esposa Adelaide d'Escragnolle Taunay Dória. Formou-se em direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, concluindo o curso no ano de 1890, mas não enveredou pela advocacia, empregando-se como editor do diário dos debates do Senado Federal do Brasil..

A partir de 1906 foi professor de história universal e de história do Brasil no Colégio Pedro II da cidade do Rio de Janeiro. Entre 1910 e 1912 viajou pela Europa como bolseiro do Ministério da Justiça e dos Negócios Interiores do Brasil recolhendo documentação histórica relativa ao Brasil.

De 1917 a 1922 foi diretor do Arquivo Nacional do Brasil e editor do respectivo periódico.

Foi membro de doze sociedades científicas e literárias e deixou uma vasta obra publicada, incluindo dispersos por vários periódicos brasileiros e de outras nacionalidades, com destaque para o Jornal do Comércio do Rio de Janeiro.Maria Cottas, "Uma Vida abençoada. [Crônicas oportunas]", A Razão, Jornal do Racionalismo Cristão, Julho de 2005.

D'Escragnolle Dória, como publicava, teria sido, conforme o pesquisador especialista em Mallarmé, Júlio Castanõn Guimarães, o autor da primeira tradução do poeta francês Stephane Mallarmé no Brasil, publicada na revista Rua do Ouvidor, em 11 de maio de 1901.

Foi casado com a professora e pedagoga Lavínia de Oliveira d'Escragnolle Dória.

Obras mais relevantes Dor (1904); Cousas do passado (1909); Da conveniência de um acordo luso-brasileiro (1910); A significação da obra de Anchieta no Brasil (1910); Un coup d'oeil sur l'histoire du Brésil (1910); Romão de Mattos Duarte o bemfeitor dos expostos (1916).

Ligações externas

"Uma vida abençoada" GAMA, Zadig Mariano Figueira; MELLO, Celina Maria Moreira de. Luiz Gastão d'Escragnolle Dória: um polígrafo das Letras brasileiras. Revista Soletras, n.º 34, v. 2, p. 329-351, 2017.

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