Rod Blagojevich, ex-governador de Illinois, está sob investigação conduzida pelo Escritório Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI) desde 2005, pelos crimes de corrupção. Ele e seu chefe de equipe, John Harris, foram acusados de corrupção pelo procurador federal Patrick Fitzgerald.
Como resultado do escândalo, Blagojevich foi cassado pela Assembleia Geral de Illinois (parlamento bicameral do Estado de Illinois) e removido de seu cargo pelo Senado de Illinois em janeiro de 2009. A investigação federal continuou após a sua cassação, e Blagojevich foi indiciado pelas acusações de corrupção em abril de 2009.
A investigação entrou em conhecimento público quando um juiz federal revelou que Blagojevich era a "Autoridade Pública A" na denúncia formal de Tony Rezko. O caso ganhou atenção com as prisões simultâneas de Blagojevich e de seu chefe de equipe, John Harris, em 9 de dezembro de 2008, em suas casas, realizadas por agentes federais.
Blagojevich e Harris foram acusados de conspiração quando fraudaram cartas e telegramas, além de solicitar subornos.
O caso envolveu alegações de casos de pay to play e de tráfico de influência, incluindo a solicitação alegada de benefício pessoal em troca de uma nomeação para o Senado dos Estados Unidos em substituição a Barack Obama, que tinha renunciado ao cargo de senador para ser o Presidente dos Estados Unidos.
O Procurador-Geral do governo dos Estados Unidos, Patrick Fitzgerald, disse que não havia nenhuma evidência de atos ilícitos por parte de Obama.
Após a prisão, autoridades de Illinois começaram a exigir a renúncia de Blagojevich.
Os 50 membros do Partido Democrata no Senado dos Estados Unidos pediram para que Blagojevich não nomeasse um novo senador e prometeram não empossar o possível senador que fosse indicado por ele.
Os legisladores estaduais elaboraram projetos de lei em ambas as casas da Assembleia Geral da Illinois para remover o poder do governador de nomear um senador, e requereram uma nova eleição. Entretanto, os projetos de lei não passaram.
Blagojevich nomeou então Roland Burris para o cargo de Senador. Apesar das tentativas de impedir a posse de Burris no Senado, ele foi finalmente empossado.
No entanto, Burris tem se tornado desde então um alvo para os detratores que questionam sobre a possibilidade de ele ter sido honesto em seus meios para conseguir o cargo.
Após alguns dias da prisão de Blagojevich, a Procuradora-Geral de Illinois, Lisa Madigan, encaminhou uma petição à Suprema Corte de Illinois que buscava declarar o governador "incapaz para o cargo", e retirá-lo do seu cargo. A corte negou o pedido.
Enquanto isso, o Relator da Câmara dos Representantes de Illinois, Michael Madigan (pai de Lisa Madigan) anunciou que, em 16 de dezembro, começariam os procedimentos de cassação.
A Câmara dos Representantes de Illinois cassou Blagojevich em 9 de janeiro de 2009, e o Senado de Illinois condenou-o e, portanto, também o cassou; o Senado de Illinois também o desqualificou para outros cargos públicos no Estado.
Eventos anteriores Blagojevich estava sob investigação por corrupção ativa há vários anos, como parte de uma maior investigação federal comandada por Fitzgerald, chamada de Operação Board Games, que já estava em atividade há mais de três anos e na qual 15 pessoas já tinham sido acusadas.
Blagojevich já era considerado suspeito há bastante tempo na investigação, mas isto foi confirmado pela Juíza Distrital dos Estados Unidos, Amy St. Eve, que revelou que Blagojevich era a "Autoridade Pública A", referindo-se à denúncia federal de Tony Rezko.
Pouco antes das eleições gerais nos Estados Unidos, em 4 de novembro de 2008, foi concedida a permissão aos investigadores federais de realizar escutas telefônicas de Blagojevich.
Em 8 de dezembro de 2008, numa entrevista coletiva, Blagojevich disse "se você gravar publicamente ou privativamente, posso te contar que o que digo é sempre legítimo, e as coisas pelas quais me interesso sempre são legítimas." Ele acrescentou que "se qualquer um quiser gravar minhas conversas, vá em frente e sinta-se a vontade para isso. Aprecio qualquer um que queira me gravar abertamente e notoriamente; e aqueles que se sentem como eles querem dedurar, e usam aparelhos de gravação, eu os relembraria que isso cheira como Nixon e Watergate."
Após uma reunião entre Blagojevich e Jackson quanto à vaga de Senador deixada por Obama, quando perguntado sobre o seu pensamento sobre ser alvo de escutas telefônicas federais, Blagojevich declarou: "Eu não acredito que não há nenhuma nuvem sobre mim. Acho que não há nada, mas os raios de sol iluminam-me."
O escândalo e o tumulto público começaram com as detenções do governador de Illinois, Rod Blagojevich,um Democrata, e de seu chefe de equipe, John Harris, às 6:15 (horário local) de 9 de dezembro de 2008, nas suas casas, realizadas por delegados do Serviço de Autoridades dos Estados Unidos, em nome da Escritório Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI). Blagojevich e Harris foram acusados de conspiração, por fraudar correspondência e solicitar propina.
O caso envolveu varreduras Pay to Play e alegações de tráfico de influência, incluindo a solicitação alegada de benefício pessoal em troca de uma nomeação para o Senado dos Estados Unidos, como um substituto de Barack Obama, que renunciou ao seu cargo após ter sido eleito como Presidente dos Estados Unidos. O Procurador-Geral dos Estados Unidos, Patrick Fitzgerald, disse que não havia indícios de irregularidades cometidas por Obama.
Antes do escândalo, Blagojevich considerava-se como um candidato nas eleições presidenciais de 2016, mas estava disposto a exercer interinamente um cargo como membro do Gabinete dos Estados Unidos, do quadro de embaixadores dos Estados Unidos, ou qualquer outro cargo de alta instância.
O poder legal de nomear um substituto de Obama no Senado dos Estados Unidos foi encarado como algo que Blagojevich via como moeda de troca, de forma que poderia garantir esse futuro.
Logo após a eleição presidencial, ficou muito claro a Fitzgerald a partir de suas gravações que uma venda de vagas no Senado era iminente e ele imediatamente pediu a prisão de Blagojevich. Após a prisão, o procurador iniciou o processo de se obter uma apuração formal de um grande júri, um processo que teve a permissão de se estender até 7 de abril de 2009.
Um grande júri federal no Illinois exprimiu sua decisão, no qual Blagojevich e cinco outros acusados foram considerados culpados pelas acusações, em 2 de abril de 2009.
Blagojevich é o sétimo Governador de Illinois a ser detido ou indiciado; e ele poderia se tornar o quarto preso, incluindo Dan Walker, desde 1971.
Além das alegações relativas à vaga no Senado, Blagojevich também foi acusado de: Tentativa de intimidação para com os proprietários do "Tribune Company", pois Blagojevich exigiu a demissão de editores no Chicago Tribune que criticaram a manipulação pelo governador de assuntos de Estado. Abuso de poder relacionado à liberação de 8 milhões de dólares em fundos estatais para o Children's Memorial Hospital, com a expectativa de se obter uma contribuição de campanha de 50.000 dólares. A tentativa de se obter suborno na forma de 2,5 milhões de dólares em contribuições de campanha (em 2008) de empresas e pessoas que tenham recebido contratos ou precatórios estaduais.
Em 2 de janeiro de 2009, o pedido de Habeas Corpus para Blagojevich foi revogado.
No rescaldo do escândalo, medidas de reforma estão sendo propostas.
O Senador de Wisconsin, Russ Feingold, que é o presidente da Subcomissão sobre Constituição, Direitos Civis e Direitos de Propriedade da Comissão do Poder Judiciário do Senado dos Estados Unidos, afirmou que vai introduzir uma emenda constitucional exigindo que os lugares vagos no Senado sejam preenchidos por eleições especiais, como a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos exige.
Substituição de Obama no Senado thumb| Rod Blagojevich (à esquerda), Emil Jones (no centro) e Jeffrey Schoenberg (à direita) no Illinois Executive Mansion, num almoço após o lançamento da campanha presidencial de Barack Obama. Fraudes envolvendo a nomeação de um senador para preencher a vaga no Senado deixada por Barack Obama são as mais importantes acusações contra Blagojevich.
Blagojevich foi flagrado numa escuta telefônica dizendo que "é uma "bela bosta", você apenas não revele por nada", e que "se eu não receber o que eu quero … Vou indicar eu mesmo para a vaga no Senado."
Blagojevich estava procurando o seguinte em troca de uma nomeação: Um salário significante para si próprio, numa fundação sem fins lucrativos ou numa organização filiada a sindicatos. Colocar sua esposa em diretorias corporativas pagas, onde ele especulou que ela possa ganhar tanto quanto 150.000 dólares por ano. Promessas de fundos de campanha, incluindo reservas de dinheiro vivo. Um posto, ou mesmo o cargo de embaixador para si na Sérvia.
Após a detenção de Blagojevich, o senador americano Rick Durbin emitiu uma declaração sobre a nomeação governamental prospectiva para substituir Barack Obama no Senado: "Nenhuma nomeação feita por este governador, nestas circunstâncias, poderia produzir um substituto credível".
Durbin pediu à Assembleia Geral de Illinois para definir rapidamente uma eleição especial para substituir Obama,pois Illinois já tinha a necessidade de realizar eleições especiais da Câmara dos Representantes para substituir o então representante e Chefe de Gabinete da Casa Branca designado, Rahm Emanuel, no 5º distrito congregacional de Illinois.
O então presidente do Senado, Emil Jones, afirmou que iria convocar uma sessão para considerar a legislação que estabeleceria uma eleição especial para preencher a vaga no Senado deixada por Obama.
Michael Madigan, Relator da Câmara dos Representantes de Illinois, disse que iria convocar a Câmara de Representantes em sessão especial para a consideração de uma eleição especial.
Projetos de lei foram introduzidos nas duas casas para revogar a autoridade legal do governador de nomear um senador, que e teria exigido, ao invés disso, uma eleição especial. A Assembleia Geral de Illinois não debateu os projetos de lei, e que, portanto, não foram promulgados.
Nomeação de Roland Burris Em meio à polêmica, em 31 de dezembro de 2008, Blagojevich nomeou Roland Burris,um ex-Procurador-Geral de Illinois e o primeiro afro-americano a ser eleito para um cargo estadual em Illinois para tomar posse da vaga no Senado.
Blagojevich afirmou que, de acordo com a Constituição de Illinois, ele tinha autoridade exclusiva para fazer tal nomeação e que era seu dever garantir que o estado seja plenamente representado no Senado.
O Secretário de Estado de Illinois, Jesse White recusou-se a certificar a seleção de Burris para a cadeira vaga no Senado.
Os líderes do Senado argumentaram que o Regimento do Senado nº2 requer que as credenciais do senador designado jam assinadas pelo governador e pelo secretário de Estado.
Em 6 de janeiro, quando o 111º Congresso dos Estados Unidos abriu sua sessão, a Secretária-Geral dos Estados Unidos, Nancy Erickson, rejeitou as credenciais de Burris porque White não tinha assinado a certificação de nomeação.
O Líder da Maioria no Senado, Harry Reid, ordenou o afastamento de Burris do Senado. O único democrata a mostrar apoio à nomeação de Burris foi a presidente da Comissão do Senado dos Estados Unidos para Regras e Administração, Dianne Feinstein, que reconheceu o mérito da nomeação baseada na autoridade legal do governador de Illinois.
Em 7 de janeiro, Burris reuniu-se com Reid e Durbin, os dois líderes do Senado que declararam que seus apoios eram condicionados a Burris, tanto pela assinatura do secretário de Estado de Illinois quanto pelo testemunho sob juramento perante a Comissão de Investigação de Cassações da Câmara dos Representantes de Illinois.