Galpão das Artes é um espaço cultural inaugurado em dezembro de 2000 e mantido pela produtora Consultoria de Ações Culturais, no município de Limoeiro, a 77 km de Recife, PE. Ele busca promover e otimizar ações culturais nas linguagens das artes cênicas, cultura popular e arte-educação no município sede e na região pernambucana (Agreste setentrional, Agreste meridional e Zona da Mata norte). O nome se refere também à Companhia Teatral Galpão das Artes, formada por cinco atores da cidade de Limoeiro e que já apresentou espetáculos teatrais por todo o Brasil e em Portugal.

Histórico O grupo Galpão das Artes surge da inexistência de um espaço destinado ao exercício pleno das artes cênicas e prática da arte-educação. Quando inaugurado em dezembro de 2000 comportava um número pequeno de 100 espectadores, após sucessivas reformas atualmente a capacidade do espaço é de 150 espectadores.

A história do prédio está ligada intimamente a História do município de Limoeiro. A década de 50 foi marcada pelo sucesso da colheita do algodão e em seguida pelo beneficiamento do próprio algodão atraindo investidores estrangeiros como SANBRA e Anderson Clayton. Em seguida, veio a praga do bicudo e dizimou a cultura do algodão da "Terra do Ouro Branco"(leia-se: Limoeiro). Justamente o prédio onde hoje funciona o Galpão foi palco para armazenamento da cultura do algodão.

O auditório leva o nome do jornalista Cristiano Donato e o camarim com nome da atriz caruaruense Prazeres Barbosa e cabine de luz e som com nome do ator caruaruense Francisco Torres.

O Grupo Galpão das Artes se apresentou em Recife diante do dramaturgo Ariano Suassuna uma de suas histórias, A Inconveniência de Ter Coragem, levando o mesmo espetáculo para o Festival de Cultura Lusófona, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em Portugal.

Em setembro de 2008, a atriz pernambucana Geninha da Rosa Borges doou seu acervo literário ao Galpão das Artes

Formação de ator A palavra de ordem é criar. Na gênese de tudo, a formação dos que participam - são oriundos do segmento educacional, leia-se: alunos de arte-educação. Em geral são pessoas que exercitavam ou exercitam o teatro ainda sem uma estética aplicada para explicar algum conteúdo disciplinar em atividades e eventos, como por exemplo Feira de Ciências, Grêmio Estudantil e similares.

E a partir dessas experiências chegam ao Galpão, descobrem a técnica teatral e outros recursos necessários para a formação básica do ator. Atualmente existe um programa designado Galpão de Criação responsável pela formação de novos talentos formatando a renovação do grupo teatral. O papel do grupo teatral também é de uma formação de plateia estudando textos de uma natureza diversa na essência da dramaturgia nordestina e brasileira.

As dependências O Galpão das Artes está subdividido em cinco espaços físicos:

Auditório Jornalista Cristiano Donato com capacidade para 150 espectadores Camarim Atriz Prazeres Barbosa com potencial para l5 artistas Biblioteca Professor João Tavares de Amorim com 1.150 títulos específicos nas áreas de Teatro e Cultura Popular. Espaço Oficina de Criação destinado as experimentações de novas estéticas. É também utilizado para apresentações, com capacidade de 65 espectadores. A parceria com a Escola Pública Estadual Centro de Referência Austro Costa vivencia oficina de criação. Cineclube Galpão das Artes é promotor de exibições cinematográficas na própria sede e na área rural mensalmente puramente brasileiras e patrocinadas pela Secretaria do Audiovisual – Ministério da Cultura, por intermédio do Programa Programadora Brasil. As exibições de filmes exclusivamente nacionais ocorrem sempre com público estudantil de estabelecimentos de ensino particular e público (estadual e municipal) com debates após cada sessão. Contudo, a plateia de estudantes da rede privada doa leite em pó que é revertida as entidades que trabalham com crianças em vulnerabilidade social.

Atividades cênicas A Consultoria de Ações Culturais foi fundada em agosto de 1999, por arte-educadores e artistas cênicos que tinham o sonho empreendedor do projeto audiovisual O Sumiço da Santa, produzido em parceria com o Centro de Cultura Luiz Freire – TV VIVA.

No âmbito teatral, produziu em dezembro de 1999 o espetáculo teatral O Grão, com argumento de Herbert de Souza. Em fevereiro de 2000 fecha o único espaço para teatro que era o auditório da Rádio Jornal e em dezembro cria-se o espaço cultural alternativo e único em Limoeiro e região denominado Galpão das Artes com a encenação do espetáculo Basta!, texto inspirado na obra O Estranho Lixo, de autoria do limoeirense radicado em Minas Gerais e professor de artes cênicas da UFMG, Fernando Limoeiro.

Coordenação de artes cênicas

Em janeiro de 2008 gerenciou operacionalizando a etapa em Limoeiro do projeto Janeiro de Grandes Espetáculos na programação de oficina de elaboração de projetos e dos espetáculos adultos e para infância e juventude. Em abril de 2008 gerenciou operacionalizando a etapa em Limoeiro do projeto Todos Verão Teatro, na programação de oficina de elaboração de projetos e dos espetáculos adultos e para infância e juventude. Nos meses de janeiro dos anos de 2007 e 2008 planejou e executou o palco de cultura popular na área de mamulengo durante a Festa de São Sebastião, em Limoeiro-Pernambuco

Espetáculos infantis no Galpão das Artes No dia 7 de março de 2009 foi apresentado no Galpão das Artes o espetáculo recifense Popularesco e A Menina do Canto Livre. A montagem tem o patrocínio do Governo do Estado, Secretaria de Educação, FUNDARPE e Funcultura. O texto e a direção da peça são de Isaltino Caetano. O mote da encenação é o encanto das brincadeiras e dos brinquedos em Pernambuco. Uma lição de cultura popular na versão do teatro. O espetáculo narra a história do palhaço Popularesco e o menino Emílio que se unem aos personagens do folclore nordestino e à menina do canto livre para mergulharem de forma lúdica na nossa cultura. No dia 7 de março de 2009, foi exibido o premiado espetáculo História de Lenços e Ventos, de Ilo Krugli, que tem a direção de Charlon Cabral e o elenco do Educandário Beatriz França. Na história, a protagonista Azulzinha, no entanto, seduzida pelo desejo de voar, é levada pelo Vento da Madrugada até a cidade Medieval, onde é presa pelo Rei Metal Mau. É aí que começa uma bela história de solidariedade e justiça, que aproxima a narrativa do mundo real. Papel, montado no Dragão de Cores e Amores, os amigos saem em busca da personagem e conseguem salvá-la das garras do vilão, devolvendo assim toda a alegria à Carroça.

Encenando Ariano Suassuna A companhia teatral do Galpão das Artes é atualmente formada por cinco atores limoeirenses - Jadenilson Gomes, Júnior Marques, Nathália Albuquerque, Charlon Cabral e Tarcísio Queiroz. Desde a sua criação, em 2000, o grupo já encenou e esteve em turnê com as peças A Pena e a Lei, O Grão, Basta!, O Novilho Furtado, essa última baseada numa obra do escritor paraibano Ariano Suassuna, que também inspirou A Inconveniência de Ter Coragem, espetáculo atualmente encenado pela companhia.

“Marieta é um problema, quem viver é que verá”, falam, em coro, os valentões do município de Taperoá (interior da Paraíba) onde se passa a história da peça A Inconveniência de Ter Coragem. A cidade é pano de fundo para a disputa que a bela Marieta provoca entre o delegado Cabo Rosinha, o fazendeiro Vicente Borrote, o matreiro Benedito e o motorista Pedro que armam ciladas uns contra os outros para conquistar o coração da matuta.

Usando gestos esparsos e recorrendo aos mamulengos, as personagens conferem ao espetáculo um estilo de encenar adequado às características de uma obra nitidamente Ariana: inteligência e humor. “As personagens evocam tanto os mamulengos da peça do mestre Ariano quanto os cômicos da Commedia dell’arte, uma das fontes ancestrais confessas do próprio escritor”, comenta o dramaturgo Luiz Felipe Botelho acerca da peça. A trilha sonora da história é feita ao vivo pelos músicos Tony Gel e Sammara Mateus que tocam, respectivamente, flauta e violino.

Produção audiovisual O Sumiço da Santa, narrativa referente ao processo de formação histórica da cidade de Limoeiro produzido em parceria com a TV VIVA – Centro de Cultura Luiz Freire, no formato de BETACAM em 35 min , no ano de 2000, com roteiro de Fábio André e direção de Nilton Pereira.

Ligações externas Site oficial do Galpão das Artes, Limoeiro, PE Coordenadoria de Ações Culturais: O que é o Galpão das Artes

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