A IndyCar Series, atualmente conhecida como NTT IndyCar Series devido a um contrato de patrocínio,IndyCar Series Hoping New Excitement Will Attract Title Sponsor, sportsbusinessdaily.com, 23 de maio de 2008IndyCar lands Title Sponsor , indystar.com, 3 de novembro de 2009 é a principal categoria de automobilismo de monopostos sancionada pela IndyCar. Fundada na temporada de 1996 como Indy Racing League (IRL) pelo empreendedor Tony George, proprietário do Indianapolis Motor Speedway, a série surgiu após uma dissidência com a CART em 1996. O último vencedor da 500 Milhas de Indianápolis antes dessa separação foi Jacques Villeneuve, que competiu pela Team Green e se transferiu para a temporada de 1996 da Fórmula 1, que é baseada na Europa.

A reunificação da IRL com a Champ Car, além de categorias anteriores como a AAA e a USAC, ocorreu na temporada de 2008.

Desde a temporada de 2015, o calendário da IndyCar Series é dividido em três tipos de pistas: um terço das corridas ocorre em circuitos ovais, que são tradicionais desde a década de 1910 (divididos em ovais curtos e longos); outro terço é realizado em circuitos mistos; e o restante em circuitos de rua.

A corrida mais prestigiosa da IndyCar Series são as 500 Milhas de Indianápolis, realizadas desde 1911 no circuito oval durante o mês de maio. Essas corridas possuem regras de classificação distintas e um número de inscritos consideravelmente maior.

No Brasil, a temporada 2026 será transmitida pela Rede Bandeirantes com o GP de St. Petersburg. Em virtude da participação do piloto brasileiro Caio Collet, o Brasil volta a ter um representante do início ao fim da competição durante o ano de 2026.

Histórico

No ciclo da categoria de 1996-2004 O anúncio da criação de um novo campeonato de monopostos ocorreu em 1994, dando início à era da Indy Racing League (IRL) em 1996. O empreendedor Tony George, proprietário do Indianapolis Motor Speedway, alegou que estava estabelecendo uma nova categoria de monopostos para preservar a tradição dos monopostos americanos e suas especificações técnicas. O calendário inicial consistia exclusivamente de circuitos ovais, com a principal prova sendo as 500 Milhas de Indianápolis. A temporada começou com modelos da década de 1990 da CART, como os Reynard e Lola, utilizando motores turbo. A IRL foi inicialmente sancionada pela USAC, mas essa associação foi alterada na temporada de 1997, quando o regulamento foi modificado para permitir motores aspirados, abandonando assim os motores turbo, que estavam presentes nos monopostos americanos desde os anos 1970. Os motores turbo retornariam apenas na Temporada da IndyCar Series de 2012.

Entre 1996 e 2004, a IRL competiu exclusivamente em circuitos ovais, com as 500 Milhas de Indianápolis sendo a corrida mais prestigiosa. Durante esse período, destacaram-se pilotos brasileiros como Marco Greco, que conquistou uma pole position no oval de New Hampshire em 1997; Airton Daré, que venceu o oval de Kansas em 2002; e Felipe Giaffone, que também venceu no oval de Kentucky no mesmo ano. Sendo sua primeira vitória na categoria.

A partir da Temporada da IndyCar Series de 2000, as restrições para equipes de outras categorias competirem nas 500 Milhas de Indianápolis foram relaxadas, permitindo a participação de equipes que corriam em outras ligas. Assim, Juan Pablo Montoya venceu a corrida de 2000, seguido por Hélio Castroneves, que venceu em 2001, 2002 e 2009 e 2021 tornando-se tetracampeão da prova. Gil de Ferran também foi vencedor em 2003.

Na Temporada da IndyCar Series de 2004, a categoria teve seu último calendário inteiramente composto por circuitos ovais, onde Tony Kanaan foi campeão, superando vários recordes. Ele se tornaria campeão das 500 Milhas de Indianápolis em 2013, já sob o regulamento que permitia motores turbo.

Pós-temporada de 2004 A partir da Temporada da IndyCar Series de 2005, o calendário começou a incluir circuitos mistos e de rua. Circuitos como o de St. Petersburg, Sonoma e Watkins Glen foram adicionados ao calendário.

Na Temporada da IndyCar Series de 2006, os circuitos mistos e de rua continuaram a fazer parte da programação da IRL. O Grande Prêmio de Watkins Glen, realizado em condições de chuva, marcou um momento histórico, com Scott Dixon saindo vencedor. No mesmo ano, Sam Hornish Jr. conquistou as 500 Milhas de Indianápolis, tornando-se o primeiro tricampeão da categoria.

Reunificação das categorias na Temporada da IndyCar Series de 2008 miniaturadaimagem|Primeira volta da Indy Japão 2008|esquerdaNa Temporada da IndyCar Series de 2008, ocorreu a reunificação da Champ Car — sucessora da CART — com a IRL. A corrida mais popular da Champ Car, em Edmonton, foi remanejada para o calendário da IRL, enquanto a prova de Surfers Paradise na Austrália foi confirmada, mas não valeria pontos para a categoria. A corrida no Grande Prêmio de Long Beach marcou o fim da Champ Car, com Will Power sendo o vencedor. A reunificação foi impulsionada por dificuldades financeiras enfrentadas pela Champ Car, que resultaram em negociações urgentes para que as equipes pudessem se integrar rapidamente à IRL.

Desde os anos 1960, com a pavimentação do Indianapolis Motor Speedway e a preservação da faixa de tijolos na linha de chegada, a categoria tem sido palco de ícones do automobilismo mundial. Pilotos como Emerson Fittipaldi, Nigel Mansell, Mario Andretti, entre outros, deixaram sua marca nas 500 Milhas de Indianápolis, uma das corridas mais prestigiadas do automobilismo.

Visão geral thumb|Início das 500 Milhas de Indianápolis de 2007. A Indy Racing League (IRL) foi criada pelo empreendedor Tony George, ex-piloto da Indy Lights e proprietário do Indianapolis Motor Speedway, após a cisão com a CART. A decisão decorreu principalmente de divergências sobre a crescente introdução de circuitos mistos, que, segundo George, prejudicava os tradicionais circuitos ovais, além da crescente presença de pilotos estrangeiros. Acredita-se também que, assim como a Fórmula 1, a CART havia se tornado excessivamente tecnológica, favorecendo as equipes mais ricas em detrimento da competição. A IRL foi concebida para atrair os melhores pilotos americanos, com um regulamento que promovia orçamentos menores e um maior equilíbrio nas corridas.

Devido a uma disputa legal com a CART, a IRL não pôde utilizar o nome "IndyCar", que era registrado pelo Indianapolis Motor Speedway em 1992 e licenciado para a CART, até o final de 2002. Em 2003, a categoria adotou o nome atual, IndyCar Series.

Em 1996, a categoria era conhecida como USAC's Indy Racing League, sem gênero designado. Em 1998, com a entrada do primeiro patrocinador, passou a ser chamada de Pep Boys Indy Racing League. Após o término do contrato de patrocínio, a categoria firmou um novo acordo de cinco anos com a Northern Light, adotando o nome Indy Racing Northern Light Series. Contudo, esse acordo também foi encerrado após apenas dois anos, devido a uma reavaliação das estratégias da Northern Light, que decidiu encerrar todos os patrocínios.Indy Racing and Northern Light end partnership , Motorsport.com, 7 de janeiro de 2002

Em 2002, a categoria passou a se chamar Firestone Indy Racing League. No ano seguinte, adotou oficialmente o nome IndyCar Series.

Em 5 de novembro de 2009, a IZOD anunciou que se tornaria o patrocinador-título da categoria.

Em janeiro de 2010, Tony George renunciou ao cargo de chefe do Indianapolis Motor Speedway, que atualmente é administrado pelo grupo Hulman & Co., e também deixou a direção da IRL, embora tenha retornado posteriormente ao grupo executivo. A partir da temporada de 2012, a IndyCar Series relançou o desafio para uma nova geração de carros com motores turbo, que haviam sido descontinuados em 1997 em favor dos motores aspirados.

Em 11 de janeiro de 2011, a Indy Racing League foi oficialmente redesignada como IndyCar.

História dos carros e especificações atuais thumb|direita|Um carro da IRL de especificação de 1997 da G-Force. Este carro foi repintado para fins promocionais em 2008

A atual IndyCar Series é uma categoria de monopostos com base nos Estados Unidos e controlada pela IndyCar (antiga Indy Racing League), que controla e especifica os chassis e os fabricantes de motores que as equipes estão autorizadas a utilizar em cada temporada.

Inicialmente, na temporada de 1996 foram utilizados os chassis Lola, Reynard e motor V6 da Cosworth, Buick e Mercedes-Benz de gerações anteriores. O novo regulamento de 1997 trouxe novas especificações técnicas utilizadas em modelos anteriores e introduziram o G-Force, Riley & Scott, Dallara (que fornece chassi atualmente) e o motor com preparação aspirada Oldsmobile (mais tarde Chevrolet, que fornece motores nos dias atuais na Indy) e o Infiniti até 2002 com a vinda da Honda e da Toyota.

O fornecedor único de pneus é a Firestone (que fornece até os dias atuais, possui uma longa história nas 500 Milhas de Indianápolis), mas no passado da IndyCar Series, já houve mais de uma fabricante de pneus competindo. Os motores começaram com motores V8 4,0 litros baseado em produção e limitados a 10 500 rpm e com 700 cavalos de potência. No período de 2000 a 2004 eles foram reduzidos para 3,5 litros, posteriormente na 2005 tiveram uma nova redução para 3,0 litros. Após a chegada do etanol (como combustível), eles voltaram para 3,5 litros.

thumb|direita|Motor Honda Indy V8 no carro

Com a mudança de regulamento elaborado a partir da temporada de 2012, os motor turbo retornariam, limitados a 12 000 rpm e posteriormente o push-to-pass entraria (mas sendo utilizado de forma limitada), para aprimorar a pressão aerodinâmica dos monopostos.

A partir da volta dos motores turbo em 2012, a Dallara fornece o chassi para todas as equipes e a Chevrolet e a Honda fornecem os motores, que são V6 (com 2.2 litros) e a Firestone como fornecedores de pneus. A Lotus Cars forneceu motores para as equipes durante a temporada de 2012, mas a mesma se retirou no fim do ano de 2012 e depois vieram os kits aerodinâmicos que eram desenvolvidas pelas duas fabricantes de motores até a a temporada de 2017.

Com o novo regulamento da temporada de 2018, da IndyCar Series, a fornecedora de chassis da categoria desenvolveria os kits aerodinâmicos (com o chamado aerokit universal, para todas as equipes), além disso, teria dois fabricantes de motores turbo com V6 de 2,2 litros, limitados a 12 000 rpm e o fornecedor de pneus seria o mesmo. Em 2020, dois anos após a Fórmula 1 ter introduzido o Halo, a IndyCar optou pelo Aeroscreen para proteger o cockpit dos condutores de objetos que pudessem atingir as suas cabeças.

Chassis 1996 a 2011 Na primeira temporada da categoria em 1996 foram utilizados antigos chassis da Lola e Reynard, anteriormente utilizados pela CART entre 1992 e 1995. A partir da mudança no regulamento na temporada de 1997 a categoria passou a utilizar sua primeira geração de carros próprios, com motores de preparação aspirada de 4.0 litros, derivados de carros de série (Oldsmobile Aurora e Nissan Infiniti) e chassis com dimensões diferentes dos carros da CART.

Especificações Especificações até o final da temporada de 2011 thumb|Dallara IR5 (2005-2011). Chassi: Dallara IR5, monocoque de fibra de carbono com estrutura de honeycomb kevlar Fabricante do motor: Honda HI11R Indy V8 Deslocamento de motor: 3,5 L (3.500 cc; 214 in3) DOHC V8 Câmbio: Caixa de velocidades de 6 velocidades com marcha a ré Peso: 710 kg em ovais e 744 kg em autódromos e nos circuitos de rua, incluindo o líquido de arrefecimento, lubrificantes, piloto e combustível Potência de saída: Depende do estilo da pista entre 650 até 690 cavalos de potência e dependendo do modo de push-to-pass (que é usado para aerodinâmica dos monopostos), limitados a 10 000 rpm Combustível: Sunoco 98% de etanol + 2% de gasolinaIndyCar Series Technical Update Press Conference , IndyCar.com, February 22, 2007 Capacidade de combustível: 83 litros Entrega de combustível: injeção de combustível