O Regimento de Polícia Montada (RPMon) é uma Organização Policial Militar (OPM) especializada em policiamento montado, da Polícia Militar do Paraná.

História Império Na Lei de criação da PMPRLei n° 07, de 10 de agosto de 1854. já se previa a constituição de uma seção de cavalaria.Pela estrutura e forma de emprego do efetivo e do armamento, o termo correto seria caçadores a cavalo. Composta por dez soldados e dois cabos, comandados por um segundo sargento. A Lei Provincial n° 61, de 26 de março de 1861, aumentou o efetivo para um alferes, um sargento, dois cabos e dezesseis soldados.

Em 1866 foram adquiridos três animais, mas não foram comprados os arreios. Tudo não passou de projeto, pois não havia condições financeiras para manter a estrutura. Quando necessário, o Presidente da Província recorria à Guarda Nacional e ao Exército.

Em 1879 foram comprados seis cavalos para diligências policiais. E embora esses animais tenham sido vendidos em 1882, esse foi o primeiro núcleo efetivo de policiamento montado na PMPR.

República Com Proclamação da República e a consequente mudança da Constituição Federal, ficou vetado o emprego de tropas federais pelos Estados; sendo somente então verdadeiramente estruturada uma tropa de cavalaria.Decreto n° 94, de 28 de junho de 1890.

A primordial missão da cavalaria era a escolta ao Presidente do Estado, em todos seus deslocamentos; o patrulhamento noturno do palácio do governo e da residência das principais autoridades; servindo ainda como tropa de choque em situações críticas, e realizando diligências ao interior do Estado. Por esse motivo, o regulamento prescrevia que seu efetivo não podia ser usado em destacamentos fora da Capital.

Atualidade Com o fim do Estado Novo foi dado um novo direcionamento para as polícias militares; passando a cavalaria a denominar-se polícia montada.

A unidade inicialmente contava com modalidade mista de policiamento, desenvolvendo ambas as atividades de policiamento montado e motorizado. Todavia, em 2006 foi criado o 20º Batalhão de Polícia Militar, que passou a ser responsável pelo policiamento motorizado e atendimento de emergências na região leste de Curitiba, ficando o Regimento "Coronel Dulcídio" encarregado somente da atividade especializada.

O atual desdobramento da unidade se dá em três esquadrões, equivalentes à companhias: thumb|direita|250px|Escola de Equitação Willy Boy. Homenagem ao solípede, alazão n° 19, que venceu diversas competições hípicas pelo RPMon em 1978. 1° Esquadrão de Polícia Montada Situado na Sede Tarumã, o 1º EPM é composto por quatro pelotões, sendo um deles dedicado ao policiamento de choque, dois ao policiamento ordinário e um às atividades de manejo dos equinos. Apesar da divisão de tarefas, todos os policiais são qualificados para exercer quaisquer destas missões.

2° Esquadrão de Polícia Montada O 2º EPM é localizado na Sede Tarumã, e é responsável pelas atividades de Equoterapia, recebendo o nome de "Centro de Equoterapia Soldado Josué Cipriano Diniz". A equoterapia é um método de tratamento que objetiva a reabilitação física e mental de pessoas com deficiências. O cavalo é utilizado para abordar de forma multidisciplinar esses indivíduos, servindo de agente facilitador para ganhos físicos e psicológicos. A equoterapia no âmbito da PMPR é regulamentada pela Lei Estadual 18.888/16, e configura como atividade orgânica da corporação. Os praticantes passam por avaliações e contam com acompanhamento durante todo o tratamento. Mais informações sobre a fila de espera e avaliações para o tratamento podem ser obtidas através do telefone (41)33152771.

3° Esquadrão de Polícia Montada (Esquadrão Escola) O 3º EPM, com sede no Haras Palmital (no município de Pinhais/PR), é responsável pela formação e especialização de policiais militares. Conhecida como "Esquadrão Escola", essa subunidade também cuida da doma e manejo de novos equinos, bem como da adaptação e readaptação de animais que apresentam problemas durante as missões da cavalaria. O Regimento "Coronel Dulcídio" conta, atualmente, com uma tropa totalmente capacitada e habilitada para o policiamento hipomóvel.

Missão thumb|esquerda|250px|Coronel Dulcídio, Lapa, 1893/4. Executar o policiamento montado nos locais de acesso restrito, em parques públicos, e em locais de grande movimentação de pessoas; suplementando a atuação das demais Unidades Operacionais de Área (UOp). Por sua natureza especial, é empregado no policiamento externo de futebol, shows, carnaval, eleições, comícios, passeatas, carreatas, parques de exposição, festivais musicais e folclóricos. Realiza policiamento especializado em representações solenes, e escolta de lanceiros para dignitários. Extraordinariamente, pode ser empregado em situações de distúrbios civis, reintegrações de posse e calamidades públicas.

Denominação Desde 1890, exceto nos períodos de conflito, a Unidade sempre foi classificada como esquadrão. Em 1955Lei 1.612, de 05 de janeiro de 1955. passou a denominar-se como Corpo de Polícia Montada, composto por dois esquadrões convencionais, um esquadrão de metralhadoras (com dois pelotões), e uma banda de clarins. Em 1968Lei n° 5.797, de 24 de junho de 1968. passou a chamar-se Regimento de Polícia Montada, com a denominação de Coronel Candido Dulcídio Pereira, homenagem ao comandante do Regimento de Segurança morto em combate em 1894, na Revolução Federalista.

Cavalaria & Polícia Montada O termo cavalaria tem origem na palavra sânscrita akva, cuja acepção é “combater em vantagem”. Inicialmente se referia ao emprego de arqueiros em plataformas sobre elefantes, que posteriormente se estendeu ao uso de camelos e cavalos. Os romanos designavam o animal para combate, como caballus, corruptela de akva; diferenciando-o de equus, o animal para tarefas gerais. thumb|esquerda|250px|Policiamento de choque - 2010. No português a palavra cavalo acabou tornando-se a designação genérica do animal macho, enquanto equus, da fêmea (égua); levando muitas pessoas a pensar que cavalaria designa o coletivo de cavalo.

Porém, isso normalmente não ocorre em outros idiomas: <center>Idioma<center>Animal<center>Arma<center>Inglês<center>horse<center>cavalryFrancêschevalcavalerieAlemãopferdkavalleriePolonêskońkawaleria

A palavra cavalariaNoticiário do Exército n° 10.072, de 10 de maio de 2003. designa a Arma de guerra, cujas principais características se constituem na flexibilidade, capacidade de manobra, ação de choque, e potência de fogo. Sua missão é realizar o reconhecimento e buscar o contato com o inimigo, precedendo as demais Armas; prover a segurança dos movimentos; e executar manobras envolventes e profundas, procurando o embate de forças. Desde a Segunda Guerra Mundial, a cavalaria passou a ser constituída por veículos blindados; e na Guerra do Vietnam, o exército americano criou a primeira Unidade de Cavalaria com helicópteros. O termo polícia montada designa explicitamente isso: policiais montados. Não necessariamente a cavalo, pois a Polícia Militar do Estado do Pará realiza policiamento montado com búfalos. Em todos os exércitos já existiu infantaria montada, artilharia montada, etc.. Ou seja, o cavalo usado como mero meio de locomoção. Porém, é importante ressaltar que a polícia montada, em determinadas situações, pode também constituir-se em Arma de cavalaria.

Haras Palmital A segunda sede do Regimento "Coronel Dulcídio" é localizada no município de Pinhais/PR, na Estrada da Graciosa.

O local, apesar de afastado do centro urbano, é de fácil e rápido acesso, promovendo mobilidade às tropas. O ambiente é sede do 3º Esquadrão de Polícia Montada, conhecido como "Esquadrão Escola". Lá são realizados cursos de capacitação, habilitação, aperfeiçoamento e nivelamento dos policiais militares de todo o Estado na atividade de policiamento montado. Também é o local utilizado para a procriação dos equinos da Policia Militar do Paraná.

Centro de Equoterapia O Centro de Equoterapia Soldado Josué Cipriano Diniz foi criado em 22 de Outubro de 2004, sendo seus integrantes policiais militares, profissionais com as seguintes especializações: fisioterapeuta, instrutor de equitação, hipoterapia e a equitação terapêutica. Para ingresso no Centro é obrigatória a indicação médica, avaliação do fisioterapeuta policial militar, além da aceitação das regras do Centro; o qual possui regulamento que normatiza todas as questões que envolvem os profissionais, o tratamento, o praticante e seus responsáveis. Ligação externa para a página de Equoterapia da PMPR.

Equoterapia Na PMPR a equoterapia se iniciou em 1996, quando o RPMon começou a atender os primeiros praticantes. Atualmente ela é exercida pelo Centro de Desenvolvimento e Pesquisas Soldado Josué Cipriano Diniz. A equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação; buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiências e/ou necessidades especiais.

Situações em que a equoterapia apresenta benefícios: thumb|direita|250px|Viatura de transporte e policiamento montado. Paralisia cerebral; Acidente vascular encefálico; Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor; Síndrome de Down; Traumatismo crânio-encefálico; Lesão medular; Esclerose Múltipla; Disfunção na integração sensorial; Dificuldades da aprendizagem ou linguagem; Distúrbios do Comportamento; Hiperatividade; Autismo; Traumas; Depressão; Estresse, e outros.

Metas da equoterapia: A meta terapêutica é chegar ao máximo de função com o mínimo de patologia. A meta funcional motora da equoterapia é: desenvolver no praticante capacidades funcionais que permitam chegar a fases tão altas de desempenho motor como a fase do esporte equestre.

Objetivos da equoterapia: Desenvolver a flexidez do praticante pelo estímulo à via dos substratos do controle motor local; Desenvolver o equilíbrio do praticante pelo estímulo aos substratos de controle motor postural, reações de ajuste, de defesa e de endireitamento corporal; Aperfeiçoar o assento do praticante pelo estímulo do controle motor global. Nesta fase o praticante aprefeiçoa e aplica o feedback/feedforward adquiridos, que permite manter-se equilibrado, fixo à sela, unir-se coordenada e harmoniosamente aos movimentos do cavalo, desenvolvendo com o animal um conjunto biomecânico melodioso.

Centro Veterinário da Polícia Militar O Centro Veterinário da Polícia Militar (CEVET) tem sua sede no Regimento de Polícia Montada, e dá atendimento aos equinos e caninos lotados na corporação. O primeiro veterinário da PMPR foi o Dr. Constantino Stropa, contratado em 1893. Em 1901 foi oficializado o posto de alferes-veterinário; entretanto, somente em 21 de março de 1908 é que foi efetivado o Alferes Theodor Stock.Reportagem do Jornal A Gazeta do Povo, de 20 de Março de 1989. O Serviço Veterinário foi instituído em 1917.Decreto estadual 473, de 09 de Junho de 1917. E a atual denominação de Centro Veterinário da Polícia Militar (CEVET) foi oficializada pela Lei de Organização Básica (LOB), de janeiro de 1976. Lei nº 6.774, de 8 de janeiro de 1976 - Lei de Organização Básica da PMPR.

Estrutura do CEVET Setor administrativo; Centro Cirúrgico; Farmácia; Setor canino; Radiologia; Laboratório; Enfermarias.

Observação: Os animais a serviço da corporação são regidos por legislação própria, sendo considerados servidores do Estado. Após um período pré-determinado são aposentados por tempo de serviço. Os equinos são soltos na invernada, onde recebem tratamento e alimentação. Os cães são doados a seus treinadores.

Tradições Bandeirolas das lanças