As zonas climáticas por altitude em regiões de montanha descrevem as diferentes capas de ecossistemas que se formam numa depois da outra devido ao aumento de altitude e os diferentes climas que se derivam por isso. A troposfera, que é a primeira zona da atmosfera, onde ocorre o clima, se caracteriza pelo descenso da temperatura com o aumento de altitude (Especificamente 6,4 graus Celsius cada 100m). As diferentes temperaturas provocam distintos tipos de habitats para diferentes espécies de plantas e animais. Embora a temperatura seja apenas um dos fatores que influem à aparição dos diferentes ecossistemas ou unidades biogeográficas, a variação de umidade, a radiação solar, o oxigênio disponível, a composição do solo e, sobretudo, a precipitação, também determinam as condições para a aparição de um ecossistema determinado.

O zoneamento também ocorre em ambientes intertidais e marinhos, bem como em linhas costeiras e em zonas úmidas.

Historia As zonas climáticas por altitude foram formuladas e descritas inicialmente pelo geógrafo Alexander von Humboldt, que notou que a temperatura cai com o aumento da elevação. 

Durante uma viagem de cinco anos pelo mundo, entre 1799 e 1803, ele percebeu que as tipologias de plantas cambiam com a altitude (a distancia vertical des de o mar) de uma maneira similar ao como cambiam com a aumento da latitude (a distância desde o equador). Ele concluiu que podemos olhar os distintos grupos de especies ao largo das latitudes compridos nas diferentes altitudes de uma montanha. Ele publicou sua teoria em 1808 no livro Ansichten der Natur (Cadros da natureza). Ele também fez algumas ilustrações que mostram as zonas climáticas em distintos lugares.

Fatores

Temperatura O aumento da altitude causa o decrescimento da temperatura (do ar e do solo, que depende da temperatura do primeiro), que influencia, juntamente com a latitude e com a estação do ano, o crescimento das plantas, especialmente sensíveis à temperatura do solo.

Umidade A humidade de certas zonas, incluindo os níveis de precipitação e o potencial de evapotranspiração, varia com a altitude e é um fator significativo na determinação de zoneamento. A variável mais importante é a precipitação a várias altitudes. A medida que o ar quente e úmido sobe pela vertente de barlavento de uma montanha, a temperatura do ar se esfria perde a sua capacidade de reter a humidade. Assim, a maior quantidade de precipitação é esperada a altitudes médias e pode suportar o desenvolvimento de florestas de folha caduca. Acima de uma certa altitude, o ar ascendente torna-se demasiado seco e frio, desencorajando assim o crescimento das árvores. Embora a precipitação possa não ser um fator significativo para algumas montanhas, a humidade atmosférica ou a aridez podem ser tensões climáticas mais importantes que afectam as zonas altitudinais.

Mediterrâneo Orjen, na costa sudoeste dos Alpes Dináricos, está como um exemplo das zonas da vegetação eu-mediterrânea.Oleg S. Grebenscikov: The Vegetation of the Kotor Bay Seabord (Montenegro, Yugoslavia) and some compartive studies with the Caucasian seaboard of the Black Sea. - Bjull Mskovsk. Obsc. Isp. Prir., Otd. Biol. 65: 99-108, Moscow. 1960

Mar Mediterrâneo Eu-mediterrâneo; 0 – 400 m, azinheira (Quercus ilex), oliveira (Olea europaea), loureiro (Laurus nobilis). A oliveira cresce onde a temperatura média do inverno não vai abaixo de 5,5 °C (42 °F), para dar frutos ela necessita pelo menos de 24 °C (75 °F) durante o dia por 4- 5 meses. Supramediterrâneo; 400 – 1100 m, carvalho macedônico (Quercus trojana), carvalho italiano ou hungárico (Quercus frainetto), carpino (Carpinus orientalis). Com mais umidade: florestas de castanheiro (Castanea sativa), carvalho (Quercus pubescens) e Ostrya carpinifolia Scop. européia. Oromediterrâneo; 1100 – 1450 m, floresta de faia vermelha (Fagus sylvatica) sobre solo calcário, abeto-prateado ou abeto-branco (Abies alba). Altimediterrâneo; 1450 – 1700 m, faia vermelha (Fagus sylvatica), pinheiro da Bósnia (Pinus heldreichii), ácer grego (Acer heldreichii) até as linhas das árvores. As regiões mais secas tem Juniperus (e por exemplo: Iris orjenii, Viola chelmea) sobre a gramínea Sesleria robusta. Criomediterrâneo; 1700 – 1900 m, xerófitas.

Exemplo: Suíça e Itália Alpes, Lado Sul, Suíça e Itália, posição, precipitação média anual (mm), altitude (m) e temperatura média anual (°C):

Coordenadas Precipitação Altitude Temperatura Passo Rolle, Itália 1,057 mm 2,006 m 2,5 °C San Bernardino, Suíça 1,734 mm 1,639 m 2,6 °C Passo de Récia, Itália 604 mm 1,461 m 4,8 °C Poschiavo-Robbia, Suíça 1,057 mm 1,078 m 6,1 °C Tarvisio, Itália 1,471 mm 778 m 7,6 °C Locarno-Monti, Suíça 1,806 mm 366 m 11,4 °C Aeroporto de Lugano, Suíça 1,733 mm 273 m 11,3 °C Aeroporto de Génova, Itália 1,072 mm 3 m 15,6 °C Aeroporto de Bari, Itália 657 mm 49 m 16,3 °C

Veneza, Itália, colônia de flamingos-rosa na antiga salina estatal desde 2000 AD. Aeroporto de Veneza, Itália; altitude 6 m, precipitação média anual 801 mm, temperatura média anual 12,7 °C. Culturas Eumediterrâneas: Azinheira (Quercus ilex); Sobreiro (Quercus suber); Oliveira (Olea europaea); Loureiro (Laurus nobilis); Figo (Ficus carica), Romã (Punica granatum).

Exemplo: Córsega Zona Mediterrânea até 600 m; Zona Alto-Mediterrânea até 900 m; Zona Montana até 1650 m; Zona Subalpina até 2100 m; Zona Alpina até 2700 m – plantas indicadoras: Veronica fruticans, Potentilla crassinervia, Armeria pusilla, Cerastium thomasii, Phyteuma serratum, Stachys corsica e Helichrysum frigidum.Hannes Mayer (1988); Die Wälder Korsikas. Wanderungen durch ein Waldparadies.

Notas Zona Ecológica Paleártica, Itália e Suíça, Biomas & Biorregiões por perto:http://www.nationalgeographic.com/wildworld/terrestrial.html WWF Global 200: World Map of 14 Terrestrial Biomes and 867 Ecoregions

Florestas decíduas temperadas e mistas XX04NN PA0432 Po Basin mixed forests, WWFPA0401 Appenine deciduous montane forests, WWF

Floresta temperada de coníferas XX05NN PA0501 Alps conifer and mixed forests, WWF

Floresta mediterrânea de bosques e arbustos XX12NN PA1204 Corsican montane broadleaf and mixed forests, WWFPA1211 Italian sclerophyllous and semi-deciduous forests, WWFPA1218 South Appenine mixed montane forests, WWFPA1222 Tyrrhenian-Adriatic sclerophyllous and mixed forests, WWF

Europa Central Planar, abaixo de 300 m (Alpes do Leste), abaixo de 150 m (colinas da Alemanha Central), agricultura. Colina, 300 – 800 m (Alpes do Leste), 150 – 300 m (colinas da Alemanha Central), limite do carvalho (Quercus spp.) e da uva (Vitis spp.). Faia vermelha (Fagus sylvatica), carvalho (Quercus petraea e Quercus robur), carpino (Carpinus betulus) e Tilia cordata. Submontana, 700 - 1'000 m (Alpes do Leste), 300 – 450 m (colinas da Alemanha Central), Faia vermelha (Fagus sylvatica), abeto-prateado ou abeto-branco (Abies alba) e picea (Picea abies). Montana, 800 – 1'200 m (Alpes do Leste), 450 – 650 m (colinas da Alemanha Central), limite do centeio (Secale cereale) e do trigo (Triticum spp.). Montana média, 1'000 – 1'400 m (Alpes do Leste), 650 – 800 m (colinas da Alemanha Central). Limite das áreas habitadas o ano inteiro. Limite da terra arável, período vegetativo de mais de cem dias (as plantas não se protegem neste período de temperaturas abaixo de zero, referência: 2,000 m de altitude, período vegetativo: 75 dias, no máximo). Montana alta, 1'300 – 1'850 m (Alpes do Leste), 800 – 1'500 m (colinas da Alemanha Central), limite da floresta com folhas caducas, Bordo (Acer pseudoplatanus) e Faia vermelha (Fagus sylvatica). Subalpina, 1'500 – 2'500 m (Alpes do Leste), acima de 1'500 m (colinas da Alemanha Central), alerce, lariço ou larice (Larix decidua), picea (Picea abies), Pinus sylvestris e Pinus cembra. Linha das árvores. Alpina, 2'000 - 3'000 m (Alpes do Leste), tundra de montanha e zona de arbustos tortos (Pinus mugo). en.wikipedia Nival, acima de 3'000 m (Alpes do Leste), região do permafrost e da neve eterna.Heinz Ellenberg: Vegetation Mitteleuropas mit den Alpen in ökologischer, dynamischer und historischer Sicht. Ulmer, Stuttgart 1996Hannes Mayer (1974); Wälder des Ostalpenraumes - Standort, Aufbau und waldbauliche Bedeutung der wichtigsten Waldgesellschaften in den Ostalpen samt Vorland.Hannes Mayer (1984); Wälder Europas.O. Wittmann (1983); Standortkundliche Landschaftsgliederung von Bayern. In: Materialien 21, Bayerisches Staatsministerium für Landesentwicklung und Umweltfragen, München.

A linha de transição da zona nival/ subnival é o limite do firn ou linha da neve, isoterma da linha da temperatura média anual por volta de -1 °C sobre rochas nuas e por volta de -3 °C sobre neve/ gelo; neve com mais de um ano, que derrete levemente de dia no verão e congela de novo à noite. Depois vem a "Frostschuttwueste", deserto de montanha de rochas soltas. Depois vem a Tundra de montanha, acompanhada pela zona "Krummholzzone", com arbustos de troncos tortos, e a Linha das árvores, isoterma da temperatura média mensal com menos de 10 °C do mês mais quente do ano. As Coníferas dominam os arbustos como também as árvores.

Notas Zona Ecológica Paleártica, Suíça: Biomas & Biorregiões por perto:

Floresta Decídua Temperada e mixtas XX04NN PA0445 Western European broadleaf forests, WWF

Floresta Temperada de Coníferas XX05NN

Andes Equatoriais 10°S Nível do mar, temperatura média anual estimada 22- 24 °C,

mas a Corrente fria de Humboldt gera neblina; Tierra Caliente („heißes Land") até 750 - 1'000 m; Tierra Templada („gemäßigtes Land") até 1'850 – 2'000 m

(a temperatura média mensal do mês mais quente não ultrapassa 22 °C); Tierra Fria („kühles Land") abaixo de 3'600 m

(a temperatura média mensal do mês mais quente não ultrapassa 18 °C); Tierra Helada („kaltes Land") acima de 3'600 m

(acima da Linha das árvores, a temperatura média mensal do mês mais quente não ultrapassa 10 °C por definição); Tierra Nevada, acima da Linha da neve/ gelo em volta de 4'500 - 5'000 m (um pouco mais quente que -1 °C sobre rochas nuas ou um pouco mais quente que -3 °C sobre neve).

Exemplo Andes, Lado do Oceano Pacífico, Lima, Peru, 30 m, temperatura média anual: 19,2 °C (Corrente fria de Humboldt gera neblina),

Andes, Lado do Oceano Pacífico, Arequipa, Peru, 2'508 m, temperatura média anual: 15,4 °C,

. Estrada de ferro:

Porto de Matarani/ Mollendo; Arequipa; Puno, 3'860 m (Lago Titicaca, 3'812 m); Cusco (Estacion del Sur Wanchaq); Cusco (Estacion San Pedro, bitola estreita); Machu Picchu, 2'430 m; Quillabamba, ca. 1'000 m.

Arequipa - Puno, via Juliaca (3'824 m) sem trens de passageiros.

Machu Picchu - Quillabamba interrompida. en.wikipedia thumb|right|Santuário de Qoyllur Rit'i - Tundra de montanha Andes, Lado Amazônico, Cusco, Peru, 3'249 m, temperatura média anual: 12,5 °C,

Señor de Qoyllur Rit'i na igreja de Sinakara, 4'875 m (16'000 pés) no fim da geleira,

. Pico Qoyllur Rit'i (Estrela de Neve), 5'450 m. Pico Ausangate, à 26 km de Qoyllur Rit'i, 6'384 m,

Notas Zona Ecológica Neotropical: Biomas & Biorregiões por perto:

Florestas tropicais e subtropicais úmidas de folhas largas XX01NN

-. Yungas bolivianas NT0105 Bolivian Yungas, WWF

-. Yungas l NT0153 Peruvian Yungas, WWF

-. Florestas tropicais da Amazônia do Sudoeste NT0166 Southwest Amazon moist forests, WWF

Pastagens e matagais de montanha XX10NN

-. Puna sêca dos Andes Centrais NT1001 Central Andean dry puna, WWF

-. Puna dos Andes Centrais NT1002 Central Andean puna, WWF

-. Puna úmida dos Andes Centrais NT1003 Central Andean wet puna, WWF

Deserto e matagais xéricos XX13NN

-. Deserto Atacama NT1303 Atacama desert, WWF

-. Deserto Sechura NT1315 Sechura desert, WWF

Kilimanjaro Kilimanjaro, Tanzânia, & Monte Quênia, Quênia,

Malindi, Quênia, 23 m, precipitação média anual 1'095 mm, temperatura média anual 26,5 °C;