João Francisco de Oliveira (falecido em Salvador em ), apelidado de João das Botas, foi um militar brasileiro e comandante da Marinha do Brasil na guerra de independência do Brasil na Bahia.

Lucas Boiteux estima que João das Botas nasceu em Portugal entre os anos de 1776 e 1778, provavelmente num 24 de junho, dia de São João, dando origem a seu nome.

No contexto das lutas da guerra da independência na província da Bahia, combateu as embarcações portuguesas nas águas da baía de Todos os Santos, nomeadamente no trecho entre a praia da Ponta da Areia e a barra do rio Paraguaçu. Destacou-se como um dos principais responsáveis pela defesa naval da ilha de Itaparica diante das tropas portuguesas sob o comando do governador das armas da Bahia, Inácio Luís Madeira de Melo.

A sua bravura e vitórias conquistadas culminaram com o 2 de julho de 1823, alçando-o à condição de herói nacional. Juntamente com o almirante britânico Lorde Thomas Cochrane, primeiro comandante da esquadra brasileira, é um dos heróis da Marinha Brasileira.

Participou na Guerra da Cisplatina. Retirou-se para Salvador, onde faleceu em 18 de dezembro de 1833.

Em sua homenagem realiza-se anualmente, em Salvador, um evento náutico, a Regata João das Botas.

Em 26 de julho de 2018, João das Botas foi declarado Herói da Pátria Brasileira pela Lei Federal n.º 13.697, tendo o seu nome inscrito no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", que se encontra no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, situado em Brasília. Ver também Forte de São Marcelo

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