Francisco de Barros e Accioli de Vasconcelos (Vila das Alagoas, 28 de setembro de 1846 — Rio de Janeiro, 25 de setembro de 1907) foi um militar brasileiro, um dos responsáveis pela iniciativa de iniciar a imigração italiana para o Brasil como inspetor-geral de Terras e Colonização do império do Brasil.
Nascimento e filiação Era filho do médico José de Barros Accioli Pimentel, descendente da família Accioli de Vasconcelos de Alagoas, e de Ana Carlota de Albuquerque Melo. Embora de famílias de proprietários de terras na região, eram considerados pobres, e em 1855 o filho de ambos, Francisco, é recomendado para uma bolsa de estudos na Corte, patrocinada pelo governo da província.
Estudos e carreira militar Muda-se em 1864 para a Corte, onde foi admitido na Escola Central para estudos superiores de engenharia. Abandonou os estudos em começos de 1865 e alistou-se entre os Voluntários da Pátria para lutar na Guerra do Paraguai. Ferido em combate, lutou nas batalhas de Humaitá, Tuiuti, Curupaiti, Chaco e Itororó, quando foi ferido. Chegou à patente de major no campo de batalha em 28 de fevereiro de 1870, reformando-se ao fim da guerra como tenente-coronel honorário. Foi quem saudou, em sua partida ao fim da guerra, o Conde d'Eu, comandante supremo das forças aliadas, em nome do exército.
Carreira civil e condecorações Foi secretário do Arsenal de Guerra da Corte, chefe de seção da Secretaria de Agricultura, e enfim inspetor-geral de Terras e Colonização, cargo no qual se aposentou. Recebeu a Ordem da Rosa no grau de oficial, a Ordem do Cruzeiro como cavaleiro, e a Legião de Honra, essa tendo-lhe sido concedida pelo governo francês em 1884.
Obras Publicou em 1884 o Guia do imigrante para o império do Brasil e, no Congresso Internacional de Eletricidade que se realizou ao mesmo ano em Paris, apresentou estudos sobre a telegrafia no Brasil.
Honrarias como Barão de Accioli Fundador e primeiro presidente do Círculo Alagoano do Rio de Janeiro, deram seu nome a colônias italianas dispersas pelo Brasil, como a atual Acioli no Espírito Santo, e a Colônia Tenente-Coronel Accioli, próxima a Curitiba. Alberto Rangel, arquivista da família imperial brasileira, a ele se refere pelo título de Barão de Accioli, que lhe teria sido concedido ao fim do império, e com tramitação interrompida pela república.
Vida privada Casou-se em 8 de fevereiro de 1872, no Rio, com D. Maria do Carmo do Vale, filha do comerciante português João Maria do Vale, fidalgo-cavaleiro da casa real. Teve cinco filhos, com descendência até hoje. Aposentado, faleceu no Rio de Janeiro em 25 de setembro de 1907.
Referências F. A. Doria, com a colaboração de Cássia Caraúta de Albuquerque e de Fábio Arruda de Lima, Acciaiolis no Brasil, Rio (2009). A. Rangel, "Barão de Accioli", maço CXCV, doc. 8827, Inventário dos documentos do arquivo da Casa Imperial do Brasil existentes no Castelo d'Eu (1939). A. V. A. Sacramento Blake, "Francisco de Barros e Accioli de Vasconcellos" em Diccionario biobibliographico brazileiro, ed. facsimilar, Conselho Federal de Cultura, Rio (1970).
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