Alfredo Augusto Ribeiro Júnior ( – ) foi um militar e político brasileiro, e o principal líder da Comuna de Manaus.

Biografia Nasceu em 29 de abril de 1889, filho de Alfredo Augusto Ribeiro. Cursou a Escola de Guerra de Porto Alegre.

Liderou, em 23 de julho de 1924, uma rebelião no Amazonas em apoio à revolta tenentista deflagrada 18 dias antes em São Paulo e depois em Sergipe em oposição ao governo do presidente Artur Bernardes. Ao lado de seus companheiros, sublevou a guarnição local do Exército e depôs o governador interino Turiano Meira, substituto de César do Rego Monteiro, que se encontrava no exterior. Os rebeldes instituíram então um governo militar — cuja chefia foi entregue a Ribeiro Júnior —, nomearam novos membros para os postos de administração e lançaram um manifesto ao povo amazonense explicando os motivos da revolta e os atos do novo governo, documento que foi publicado no dia seguinte no Jornal do Povo, o porta-voz do levante. Editaram ainda o jornal A Liberdade.

Em 28 de agosto, o general João de Deus Mena Barreto marchou à capital amazonense, comandando uma expedição federal. Ao desembarcar, dirigiu-se ao Palácio Rio Negro e mandou prender Ribeiro Júnior, que não ofereceu maior resistência. Assumiu o governo militar o coronel Raimundo Barbosa em 31 de agosto de 1924, pondo fim à revolta. Ribeiro Júnior foi condenado a três anos e nove meses de prisão pelo conselho da Justiça Militar da 8.ª Região Militar (8.ª RM), sediada em Belém do Pará. Transferido em 1926 para a prisão militar da ilha Grande, no litoral do Rio de Janeiro, foi solto em fevereiro de 1927 e, em julho seguinte, foi reincorporado ao 27.º Batalhão de Caçadores. Anistiado após a vitória da Revolução de 1930, obteve sua promoção a capitão com validade retroativa a janeiro de 1926.

Foi suplente de deputado federal pelo Amazonas à Assembleia Nacional Constituinte de 1933.

Foi eleito deputado federal pelo Amazonas em outubro de 1934, filiado ao Partido Liberal do Amazonas, tendo exercido seu mandato de maio de 1935 até 10 novembro de 1937, quando, com a instauração do Estado Novo, os órgãos legislativos do país foram suprimidos. Retornou então ao serviço ativo do Exército.

Faleceu em 29 de junho de 1938.

Contando com apoio popular, Ribeiro Júnior tomou o poder e assumiu o governo do Estado do Amazonas em 1924 permanecendo no poder por 36 dias, até o dia 28 de agosto, quando chegaram a Óbidos e Manaus as tropas do Destacamento do Norte, comandadas pelo general João de Deus Mena Barreto.

Como mito criado pelo tenentismo, Ribeiro Júnior teve sua vida marcada pela revolução. Casado, pai de nove filhos, chegou ao Amazonas como preso político. A transferência para cidades distantes como Manaus e Belém era a punição para militares do Centro-Sul que se envolviam em revoltas. Eram presos, processados e transferidos.

As "Rebeliões do Norte", como era chamado o levante no Amazonas, foram reprimidas após as tropas legalistas terem atacado e vencido São Paulo e Sergipe.

Seu nome batizou uma praça atrás do quartel da Praça da Polícia, na qual foi instalada uma herma com o busto do homenageado, desaparecido com a reforma do prefeito Jorge Teixeira.

Categoria:Tenentistas Categoria:Deputados estaduais do Amazonas