240px|thumb|Grande parte das conquistas romanas é representada no jogo
The Settlers II () é o segundo jogo eletrônico da série The Settlers, até então conhecida pelo primeiro The Settlers, frequentemente chamado de Serf City pelos seus fãs. Lançado em 31 de Agosto de 1996, o jogo foi desenvolvido para o sistema operacional MS-DOS por Thomas Häuser e publicado pela Blue Byte, sendo mais tarde adaptado para o portátil Nintendo DS e computadores, incluindo Mac OS. O primeiro lançamento foi da versão Veni, Vidi, Vinci, seguido pelas versões Mission CD e da englobadora Gold Edition. Em 16 de setembro de 2006, dez anos depois de seu lançamento e devido ao grande sucesso do clássico, a Ubisoft lançou um remake para o jogo, The Settlers II: The Next Generation, com melhoras gráficas e a adição do recurso multiplayer, ausente na versão original.
O complexo jogo da série caracterizada pelo gênero de estratégia em tempo real lenta representa o crescimento ficcional de províncias e impérios durante as conquistas do Império Romano na Europa, passando por cenários de campos abertos, locais nevados, arenosos ou até mesmo cenários vulcânicos. O jogo também coloca tribos épicas como as africanas, asiáticas, do sul e do norte europeu como opção para os jogadores.
Jogabilidade The Settlers II segue o mesmo estilo do primeiro jogo da série, onde o jogador precisa construir todo um império para estabelecê-lo como o melhor, dependendo das forças econômicas e militares do mesmo, expandindo o território com edifícios militares, minando as montanhas com as minas de ferro, ouro, carvão ou granito, além de recolher os recursos naturais para transformá-los em modernos produtos para a vida dos colonos. Somente o império que conseguir dominar seus inimigos poderá vencer, podendo precisar de um grande exército e de muitos recursos naturais e fabricados.
Sistema de ferramentas O jogo possui uma grande divisão de menus, que controlam totalmente a parte interna do império. Entre eles estão o principal, menu de mercadorias, de gráficos, da distribuição dos produtos e dos soldados, registro de navios, progresso dos edifícios, prioridades e o menu dos mapas.
O menu de gráficos é um menu avançado que mostra várias informações em formas numéricas e de gráficos, que podem ser úteis para o conhecimento dos avanços de jogadores inimigos. Além disso existe um mapa global, um sistema de indicador de terrenos (tipos de construções) e uma caixa de correio, onde o jogador recebe um dos vários tipos de relatórios durante a partida.
Edifícios
O jogo se baseia em seis tipos de edifícios, sendo eles os de coleta, de produção, as fazendas, os estoques, as minas e os edifícios militares.Lista de edifícios e suas categorias em alemão. Os edifícios são praticamente divididos como plebeus (edifícios de coleta, minas e fazendas) e patrícios (edifícios de produção e militares) e os conselheiros (armazéns), como na Roma antiga. Cada edifício necessita de um certo número de materiais para ser construído.
As casas de coleta não precisa de materiais depois de construídos (até mesmo para a construção gastam menos) e servem para coletar recursos diretamente da natureza, portanto eles se desenvolvem perto da fonte de recursos naturais. São a base do império, que produzem melhor em quantidade do que em qualidade, mas a maioria dos edifícios de produção precisam dos mesmos para se desenvolver. São elas:
Casa do lenhador: Corta árvores nas proximidades para fornecer troncos de madeira à serração; Casa do caçador: Caça animais como ovelhas, coelhos e cervos para fazer comida; Pescaria: Pesca peixes para servirem de comida; Pedreira: Procura todos os conjuntos de rochas para extrair o granito das mesmas; Casa do Reflorestador: Escolhe um local aleatório para plantar árvores, que posteriormente serão extraídas pelos lenhadores. Tem um alcance de 6 posições no mapa; Poço: Extrai a água de redes subterrâneas de água, que é redistribuída para vários lugares; Torre de vigia: Revela o território além das fronteiras.
Os edifícios de produção já precisam de alguns recursos mesmo após de construídos e servem para fazer os produtos mais modernos, que são mais utilizados. São eles que fazem os produtos, mas portanto necessitam de recursos base ou até mesmo de outros produtos. Esses produtos envolvem diretamente a qualidade do império em The Settlers II. São eles:
Serraria ou Serração: Pega toras ou troncos de madeira para fazer tábuas, necessárias para as construções, para fazer ferramentas ou construir barcos; Matadouro: Mata os porcos para servir de alimento aos mineiros; Moinho de vento: Transforma cereais em farinha, necessário para a padaria; Padaria: Transforma farinha e água em pães, para servirem de comida; Casa da moeda: Transforma ouro e carvão em moedas de ouro, para evoluir os soldados; Armeiro: Faz espadas e escudos com ferro fundido e carvão; Ferreiro de ferramentas: Faz ferramentas para os trabalhadores, com ferro fundido e madeira; Fundição de ferro: Transforma minério de ferro e carvão em ferro fundido; Carpinteiro Naval: Faz navios grandes e barcos pequenos com madeira; Cervejeira: Faz cerveja com cereal e água.
As fazendas criam animais e também cereais, que podem movimentar o império e ajudar muito, porém de maneira secundária. Envolvem diretamente na velocidade de um império. São elas:
Fazenda: Planta cereais, necessário para várias construções de produção; Fazenda de porcos: Cria porcos com cereais e água, vendendo-os para o açougue; Criador de burros: Cria burros de carga com cereais e água.
Os armazéns servem para manter recursos e os habitantes sem nenhum serviço, além de fornecer tudo para as construções. São eles:
Armazém: Guarda recursos e abriga os habitantes desempregados; Porto: Armazena recursos e os transporta por água ou por terra. Organiza expedições para colonizar novos territórios costeiros.
Em uma partida os jogadores podem criar portos e assim fazer expedições, onde o jogador poderá mandar barcos de grande porte para colonizar outras regiões. Os portos funcionam como um armazém, onde os jogadores distribuem os recursos através de navios com maior capacidade de carga. Contudo os portos não são possíveis em partidas aleatórias quando se joga com as versões Gold Edition ou Mission CD.De acordo com o canal oficial de The Settlers II somente a versão Veni, vidi, vinci possui portos nas partidas aleatórias.
As minas são para mineração de metais, e só podem ser feitas em montanhas, e servem para melhorar a quantidade de materiais de guerra ou de ferramentas para os colonos. São eles que mostram a força do império. Porém dependem de um geólogo e de construções de produtos para se desenvolverem, além de que eles mineram uma pequena qualidade, e precisam de comida, o que atrasa um pouco o império. E é justamente por isso que são os itens mais procurados pelos impérios, e a corrida pela mineração é um importante obstáculo a se vencer. São elas:
Mina de ferro: Extrai minério de ferro, necessário para fabricar armas para aumentar o número de soldados ou fazer novas ferramentas para os edifícios de produção; Mina de ouro: Extrai ouro, para fazer moedas; Mina de carvão: Extrai carvão, necessário juntamente com os outros materiais acima; Mina de granito: Extrai granito para construções e catapultas.
Os edifícios militares expandem o território, além de protegê-lo com fortes soldados e também promovê-los com moedas de ouro. São eles:
Caserna: Pequena construção defensiva, barata e que tem limite de dois soldados; Casa de guarda: Pequena construção agressiva, que tem limite de três soldados; Torre de guarda: Construção agressiva média, com capacidade até seis soldados; Fortaleza: Grande construção agressiva, com capacidade de até nove soldados. Catapulta: Não expande o território mas ataca edifícios militares inimigos. Utiliza pedras vindas de uma pedreira ou mina de granito. Cada pedra elimina um soldado inimigo dentro do edifício atacado se acertar no edifício. Quando o último soldado inimigo desaparecer o edifício é destruído e a fronteira inimiga recua.
As construções precisam de recursos para produzir outros, então essa rede precisa estar estável para que o império se mova e fique equilibrado. Os recursos afetam em quase tudo, desde o império até cada morador dele. Na rede de recursos também são incluídos matérias primas e produtos, que são altamente usados na construção e movimento do império. Cada um possui sua utilidade única e própria, podendo servir em várias partes do império, ou de forma secundária, para produzir outros tipos de produtos.
O jogador pode editar as preferências e a distribuição dos produtos através de um painel de controle de recursos, e assim deixar o império equilibrado. Durante o jogo, o centro do império começa a ficar sem trabalhadores especializados, por causa da falta de ferramentas, que são fabricadas no ferreiro de ferramentas. As ferramentas são aleatoriamente produzidas, porém elas podem ser ajustadas nas preferências em um menu do jogo. Cada construção requer seu trabalhador, juntamente com sua ferramenta. Os trabalhadores especializados são automaticamente formados no centro do império, com a existência de um colono com sua ferramenta. Também existe um sistema chamado "Programa de Emergência", que quando o jogador fica com pouca matéria prima, toda a madeira é reservada para a construção da casa do lenhador e de uma serraria.
As unidades no império de The Settlers II, tanto militares quanto civis, se movem como um trabalho em equipe para transportar materiais de construções e fazer com que eles cheguem ao seu destino. O número de transportadores se define pelas estradas e as bandeiras entre elas. Quanto maior o número de bandeiras em um caminho maior o número de trabalhadores entre elas. Quando as estradas chegam ao nível de ruas (geralmente promovidas pelo grande número de acessos pela estrada) elas recebem um burro de carga para ajudar o trabalhador. Geralmente é recomendável grande número de estradas para locais de alta produção, pois quando se atinge certo nível de materiais em uma bandeira, os aldeões não podem se movimentar. Somente os soldados, exploradores e geólogos andam normalmente fora das estradas. Os outros colonos se movem fora das estradas quando perdem sua moradia ou local de trabalho. Barcos menores podem servir para carregar uma pequena quantidade de cargas por um pequeno caminho feito na água, marcado com duas bandeiras marítimas, feitas na beira de praias justamente para estes barcos, enquanto barcos grandes se movem fora dessas vias, porém somente entre os portos, onde podem carregar tanto cargas quanto habitantes durante um grande trajeto de um porto ao outro.
Fronteiras e batalhas
Em The Settlers II os pontos militares são, quando ocupados por soldados, defesa e bônus de fronteiras, onde se podem construir construções. Quando as fronteiras de duas ou mais nações se encontram é possível o atacante determinar o número de soldados para um ataque, enquanto os soldados do lado da defesa saem sozinho e, quando há desvantagem, se apoiam entre os pontos militares. As batalhas são entre dois soldados de cada nação, sendo possível, aleatoriamente, que eles ataquem, desviem, defendam ou sejam atacados. Cada nível de soldado tem um certo número de resistência, variando de três a sete, dependendo da classe.
Quando há um choque entre fronteiras, a que o ponto militar seja mais próximo e mais novo prevalece, enquanto a do oponente se reduz, e as construções fora de seu território são destruídas. O mesmo acontece em caso da conquista de um ponto militar inimigo. Em casos de ataques ao quartel general, as unidades dentro do mesmo preparam a defesa ao máximo, e caso seja destruído, todos as pessoas saem de dentro dele e procuram um abrigo. Caso pessoas que perderam o abrigo não encontrem um novo elas consequentemente morrem, se transformando em um esqueleto.