O apelo à riqueza (idolatria) é uma expressão latina: argumentum ad crumenam, que consiste na tendencia de darem razão ao mais privilegiado, também chamado de argumento da bolsa, é uma falácia que se usa da superioridade monetária de um argumentador para defender uma ideia sem antes prestar argumentos válidos sobre essa.Leônidas Hegenberg; Flávio E. Novaes Hegenberg (2009). Argumentar. Editora E-papers. p. 376. ISBN 978-85-7650-224-1. Laurence Sterne. The Life and Opinions of Tristram Shandy, Gentleman. Everyman's library: New York, 1991.. O oposto dessa falácia é o argumentum ad lazarum ou apelo à pobreza.

Uso do apelo à riqueza O apelo à riqueza é a técnica de criar ou aproveitar-se de falhas perceptivas, considerando somente o fato de o argumentador ser mais rico, mais bonito ou mais famoso para dar-lhe razão às suas ideias e argumentos. Essa falácia pode ser usada somente estimulando-se a percepção de que o argumentador é rico, tal julgamento preconceituoso e estúpido é motivado ao se aproveitar da idolatria à riqueza, fama ou beleza estética. A validação de um argumento através do apelo à riqueza também pode ser dedutiva, nesse caso, o próprio receptor levará em consideração a estrutura financeira do argumentador. Ela pode não apenas se referir a status de pessoas que puderam gastar mais, ou que são mais belas ou mais famosas, por exemplo, quando o argumentador demonstra que se graduou em uma universidade muito cara, renomada ou estrangeira. Também refere-se a empresas, quando alguém decide pela compra de um determinado produto, considerando como fator primordial apenas a marca ou que a empresa seja renomada, que tenha a infraestrutura mais sofisticada, que tenha os produtos assinados por renomados designers estrangeiros, ou que tenha a publicidade realizada por ídolos do esporte ou da mídia.

Estrutura lógica A é rico A defende B Logo, B é verdadeiro

Em que: A é o argumentador B é a ideia defendida pelo argumentador

Exemplos Se você é esperto, por que não é rico? Um milionário disse que se deve reduzir a população mundial em 80%, logo, devemos seguir a sua ideia. Você pode até criticar esse refrigerante, mas ele lucra milhões de reais a mais do que esse outro, logo, o primeiro refrigerante é o melhor. O meu tênis é mais caro que o seu, por isso, ele é muito mais confortável. Esse computador é mais caro, logo, é o mais adequado às minhas necessidades. Esse aparelho é mais caro, logo, oferecer-me-á mais funções. A mensalidade da escola em que meu filho estuda custa o dobro da sua, logo, ele terá uma formação melhor. As pessoas que frequentam essa igreja são mais importantes, portanto, os ensinamentos cristãos praticados por eles devem ser os mais corretos.

Ver também Falácia Argumentum ad lazarum

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