O Tratado de Monção foi assinado no dia 1 de novembro de 1386 pelo rei João I de Portugal e João de Gaunt, duque de Lancaster e pretendente ao trono de Castela. Os dois monarcas teriam jurado aliança e amizade perpétuas, com cláusula de mútua ajuda defensiva; o rei português haver-se-ia comprometido a auxiliar o pretendente na conquista do seu reino, com uma força de 2000 lanças, 1000 besteiros e 2000 peões, inteiramente financiados à sua custa. O duque daria a sua filha Filipa de Lencastre em casamento. E quanto à cedência do território, a retirada do pretendente e a renúncia que acabou por fazer dos seus direitos (1388) tornaram-na falaciosa.
Posteriormente, um segundo tratado de Monção celebrou tréguas, por seis anos, entre João I de Castela e João I de Portugal, e a colaboração de Lourenço Anes FogaçaA Quinta da Torre dos Condes dos Arcos, por Conde dos Arcos, Centro de Arqueologia de Almada, 2021, pág. 31 com restituições mútuas de várias praças militares (29 de novembro de 1389).
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