Dr. Paulino Nogueira Borges da Fonseca (Fortaleza, — Fortaleza, ) foi magistrado, jornalista, historiador e político conservador brasileiro. Foi presidente da província do Ceará, interinamente, de 21 de fevereiro a 4 de março de 1878.

Biografia Era filho de Francisco Xavier Nogueira e de Maria das Graças Nogueira. Neto pelo lado paterno de Pedro da Costa Moreira e de Maria Nunes de Lima e pelo lado materno do Capitão Antonio Borges da Fonseca e de Rosa Maria do Sacramento, do qual era bisneto materno de Antônio José Vitoriano Borges da Fonseca, que governou o Ceará de 25 de abril de 1765 a 3 de novembro de 1781. Teve dez irmãos, dentre eles, o padre Francisco Xavier Nogueira, que foi presidente do Poder Legislativo no Ceará.

Paulino também era sobrinho do padre João Dias Nogueira, que foi vigário de Santana do Acaraú, e coadjuntor de seu irmão o Pe. Francisco Xavier.

Ele também educou sua prima-sobrinha Theresa Nogueira, filha do seu tio João Dias Nogueira.

Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Recife, em 22 de dezembro de 1865, sendo pouco depois nomeado promotor público de Saboeiro em substituição a Antônio Pinto Nogueira Acioli, cargo que deixou por ter sido escolhido pelo presidente Homem de Melo para ser oficial-mor da secretaria do governo, mas foi exonerado por Melo e Alvim, que sucedeu a Homem de Melo, por divergências políticas. A isto seguiu-se uma pequena discussão entre ambos na imprensa. Voltaria, porém, a fazer parte do governo provincial como secretário no governo do Barão de Taquari e no de Freitas Henriques, na Bahia. Também exerceu os cargos de professor de Latim e diretor do Liceu de Fortaleza, inspetor geral da instrução pública, deputado geral por duas legislaturas (1872 e 1879) e vice-presidente da província, em cuja qualidade assumiu o governo provincial das mãos de João José Ferreira de Aguiar até o empossamento de Nogueira Accioli. Pelas reformas que realizou na instrução pública da província, e entre elas não pode ser esquecida a abolição dos bolos, dos castigos corporais, foi condecorado com a Imperial Ordem de Cristo (1871).

Foi um dos fundadores do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), criado em 4 de março de 1887, do qual foi o primeiro presidente e em cuja revista publicou vários textos de cunho historiográfico. Sua dedicação à História vinha desde os tempos de faculdade, quando escrevia artigos para o jornal A Crença, de Recife. alt=Homenagem do Instituto do Ceará |miniaturadaimagem|Homenagem do Instituto do Ceará

Em 1883 abandonou a política, voltando então à sua banca de advogado. Voltou a ser candidato a deputado geral nas eleições de 1884/1885, como abolicionista, pelo 3º distrito da Província do Ceará, mas não foi eleito.

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