João Cristino da Silva (Lisboa, 24 de julho de 1829 — Lisboa, 12 de maio de 1877),Arte Portuguesa do Século XIX publicado pelo Instituto Português do Património Cultural em 1988 foi um pintor português da época romântica.Enciclopédia Larousse (vol. 6)
Biografia 200px|left|thumb|Auto-retrato do pintor (c. 1855) Nasceu em Lisboa, filho de António Paulino da Silva e de Maria do Carmo Silva, burgueses de Alfama. O pai, proprietário e mestre de uma fábrica de fitas, assiste com orgulho ao despontar da vocação do seu filho para a pintura, que com as sobras das tintas realiza as suas primeiras experiências, e inscreve-o na Academia das Belas Artes de Lisboa. Iniciou os seus estudos em 1841 na Academia de Belas Artes de Lisboa, onde mais tarde viria a ser professor, mas não terminou o curso por discordar com os métodos de ensino. No período de 1847 a 1849 estudou cinzelagem na oficina de lavrantesA Enciclopédia (Vol. 18) do Arsenal do Exército. Em 1849 voltou a dedicar-se à pintura.
No entanto, continuou a pintar e a expor, quer em Portugal, quer no estrangeiro, nomeadamente em Paris e Madrid. Artista ligado ao Romantismo, ficou sobretudo conhecido como um pintor de pintura da paisagem, sendo companheiro de Tomás da Anunciação, que considerava como um Mestre.História de Portugal - Dicionário de Personalidades (Vol. XIX)
Na Exposição Universal de Paris de 1855 expôs a sua obra Cinco Artistas em Sintra.
Em Madrid expôs algumas das sua obras, tendo sido condecorado pelo rei Amadeu I.
Em 1860 tornou-se professor substituto da Academia, mas devido ao seu temperamento irreverente acabou por abandonar o cargo, nove anos depois.
Casou em 23 de julho de 1864 na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, com Maria Joana de Mesquita e Melo Silva, com quem teve quatro filhos. Teve ainda um filho fora do casamento, que educou e que seguiu o percurso do pai na Academia de Belas Artes.
A partir de 1867 Cristino, passou a receber um subsídio oficial, o que lhe permitiu viajar por França e Suíça, dando-lhe a possibilidade de contactar com a pintura desses países.Grande Enciclopédia Universal (Vol. 6) Esse contacto reforçou a aproximação da sua pintura do naturalismo.
O artista pintou ao longo dos seus 47 anos de vida, mais de trezentos quadros.
Encontra-se colaboração artística da sua autoria no semanário Arquivo Pitoresco (1857–1868).
O pintor, acabou os seus dias no hospício de Rilhafoles, em virtude de ter enlouquecido. Foi sepultado no Cemitério do Alto de São João.
Considerações sobre a sua obra thumb|direita|264x264px|<center>Cinco Artistas em Sintra (1855) por Cristino da Silva.</center> '' Obras
Auto-retrato (c. 1854) - no Museu do Chiado Cinco Artistas em Sintra. (1855) - no Museu do Chiado Estrada da Pena (c. 1855-57) - no Museu Regional de Sintra Sem título (Paisagem) (c. 1855-60) - numa Coleção Particularthumb|direita|261x261px|A Passagem do gado (1867) por Cristino da Silva. Recuar da onda (1857) Paisagem e animais - Vista de Lisboa tirada de Entremuros (1859) Título desconhecido (Caminho da Pena) (c. 1860) - numa Coleção Particular Título desconhecido (Paisagem de Sintra) (c. 1860-66) - numa Coleção Particular A Passagem do gado (1867) - no Museu do Chiado Cruz Alta de Sintra. Fonte das Lágrimas. Álbum de Desenhos - na Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian
Galeria
Ver também Museu do Chiado
Notas Por não concordar com o ensino de António Manuel da Fonseca, deixou a Academia em 1847. Este quadro foi adquirido pelo rei D. Fernando antes da Exposição Universal de Paris de 1855.
Bibliografia
O Grande Livro dos Portuguses (pág. 178) -
Ligações externas João Cristino da Silva e o tema da paisagem na literatura portuguesa de meados do século XIX'' de Helena Carvalhão Buescu da Universidade de Lisboa
José-Augusto França, A Arte em Portugal no Século XIX, Volume I, Lisboa, Bertrand Editora, 1990; Raquel Henriques da Silva, «Romantismo e Pré-Naturalismo», in História da Arte Portuguesa, Do Barroco à Contemporaneidade, Temas e Debates, 1995, pp. 329–367; Maria de Aires Silveira, João Cristino da Silva (1829-1877), Lisboa, Museu do Chiado, 2000
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