José Leopoldo de Bulhões Jardim (Cidade de Goiás, — Petrópolis, ) foi um jurista, advogado, jornalista, financista e político brasileiro, com influência notável na política de Goiás, durante o fim do século XIX e início do século XX, além de efetivar participação na política de Alagoas.

Biografia Leopoldo de Bulhões nasceu em Goiás, a capital estadual, no dia 28 de setembro de 1856, filho de seu avô materno foi José Rodrigues Jardim senador e presidente daquela província. Estudou direito na Faculdade do Largo de São Francisco (atual Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo), bacharelando-se no ano de 1880.

Carreira política

Período Imperial e Primeira República Participou ativamente da política durante o Segundo Reinado, tendo se filiado em 1880, ao Partido Liberal. Tornou-se republicano e pró-federalismo, se tornando deputado geral; fundou ao lado de Joaquim Xavier Guimarães Natal fundou o Partido Republicano de Goiás. Com a Proclamação da República do Brasil, voltou a ser deputado da Constituinte de 1891, sempre se opondo às políticas de Rui Barbosa.

Organizou estudos sobre a reestruturação do Banco da República em conjunto à uma comissão. Foi eleito presidente estadual em 1892, porém preferiu continuar o exercício no Legislativo. Embora apoiasse Prudente de Morais, defendeu os revoltosos da Revolução Federalista, por vias de seus discursos. Assumiu uma vaga no Senado Federal do Brasil, por Goiás, exercendo a liderança do Governo na Casa e atingindo o apogeu de sua influência política no estado. Exerceu o mandato de senador pelo seu estado natal de 1894 a 1902, Foi por duas vezes, Ministro da Fazenda e também diretor do Banco do Brasil.

Eleições de 1905 e 1906 Apoiou Urbano Coelho de Gouveia e José Xavier de Almeida, porém o último começou cada vez mais a se afastar dos Bulhões e seu grupo, o que fez Leopoldo conspirar na capital. Em 1904, ocorre as eleições legislativas que elegem a maioria dos grupos situacionistas. Tal fato foi importante pois, esses grupos iriam se aliar ao grupo de Leopoldo de Bulhões, em especial a família Caiado, encabeçada por Totó Caiado.

Em 2 de março de 1905, ocorre o pleito eleitoral, vencendo o candidato apoiado por Xavier de Almeida, Miguel da Rocha Lima. O grupo de Bulhões, que foi derrotado por Brás Abrantes na disputa senatorial em 1906, homologou a vitória de seu candidato, José Joaquim de Sousa, criando uma duplicidade na presidência, uma crise de dois presidentes. A crise que se sucedeu foi sanada em 1906, quando enfim o deputado federal mineiro Estevão Lobo Leite Pereira, ao chefiar a Relatoria da Comissão Julgadora do Congresso Nacional, declarou a vitória à Miguel da Rocha Lima. A questão levaria à uma rechaça futura dos grupos de Oposição, a Revolução de 1909.

Revolução de 1909 A conspiração tomou força em março de 1909, quando pela segunda vez vencia um candidato xavierista, Hermenegildo Lopes de Morais. Leopoldo, une forças com a oposição ao lado do deputado federal, Antônio Ramos Caiado, também oligarca, depondo Miguel da Rocha Lima, desestabilizaram o governo de Francisco Bertoldo de Sousa e seu vice, acabando por nomear um presidente, Urbano de Gouveia. Tudo isso, dava-se à sustentação politica do governo federal.

O Partido Democrata nomeou Urbano Coelho de Gouveia para reassumir o governo. Os Bulhões e os Caiado retornam ao poder, porém em 1912, o presidente da República, Hermes da Fonseca intervém no estado, mas, remove apenas Leopoldo, que perdeu totalmente sua influência política local. Totó Caiado e sua estrutura de influência política foram mantidas, o que justifica o fato deste ter ascendido à presidência do PD.

Política das Salvações e ostracismo político Com as Política das Salvações, liderada pelo presidente do Brasil e marechal Hermes da Fonseca, Leopoldo de Bulhões e seu grupo foram afastados do poder, centralizado na figura de Antônio Ramos Caiado, que se tornou presidente partidário do PD. Ao lado de Gonzaga Jaime, Leopoldo refundou o Partido Republicano em 1913. Exerceu nesse período, o mandato de senador pelo Estado de Alagoas, de 1912 até 1918, após perder sua influência política em Goiás.

As rivalidades políticas de Bulhões com a eminência parda, o senador Pinheiro Machado, resultaram cada vez mais no afastamento da política de Goiás, ele acabou transferindo seu domicílio eleitoral para Alagoas. O Partido perdeu a disputa senatorial de 1917, quando Leopoldo fora “degolado” pela Comissão de Verificação de Poderes. Bulhões foi rapidamente transferido para um comissariado público e o Partido desfez-se em 1921.

Foi membro e presidente do Conselho Municipal (equivalente a vereador e presidente da Câmara Municipal) por diversas vezes, além de prefeito, de Petrópolis. Em seu breve mandato em 1917, regulamentou as escolas subvencionadas pela Prefeitura Municipal, determinando requisitos em relação ao tamanho e às instalações da escola e ao número de alunos.

Morte Faleceu em Petrópolis, no dia 15 de dezembro de 1928. Seu nome foi atribuído a um município de Goiás, Leopoldo de Bulhões. Encontra-se sepultado no Cemitério de São João Batista, zona sul da cidade do Rio de Janeiro.

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