Coimbra é a cidade capital do Distrito de Coimbra, contando com habitantes (2021) no seu perímetro urbano. Coimbra está inserida na sub-região Região de Coimbra (NUT III) e na Região do Centro (NUT II).NUTS 2013 : as novas unidades territoriais para fins estatísticos
É sede do Município de Coimbra, que tem uma área total de 319,40km2,Instituto Geográfico Português, Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 (ficheiro Excel zipado) e habitantes (2026), estando subdividido em 18 freguesias.Diário da República, Reorganização administrativa do território das freguesias, Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, Anexo I. Este município é limitado, a norte, pelo município da Mealhada, a leste, por Penacova, Vila Nova de Poiares e Miranda do Corvo, a sul, por Condeixa-a-Nova, a oeste, por Montemor-o-Velho e, a noroeste, por Cantanhede.
Coimbra é a maior cidade da Região Centro e é uma das mais antigas e importantes cidades de Portugal. Coimbra tem uma forte identidade por ter sido a primeira residência real portuguesa, por ter sido berço de seis reis da primeira dinastia e pela sua relação com o ensino e a cultura. Esta reputação deve-se, sobretudo, à presença da Universidade de Coimbra, uma das mais antigas da Europa e uma das maiores de Portugal. Fundada em 1290, como Estudo Geral Português, por iniciativa de D. Dinis, a universidade foi inicialmente criada em Lisboa, tendo alternado entre as duas cidades até se fixar definitivamente em Coimbra em 1537. Actualmente Coimbra tem, na Universidade de Coimbra e na Universidade Politécnica de Coimbra, um total de cerca de 45.000 estudantes, dos quais cerca de 16% estrangeiros de mais de 110 diferentes nacionalidades.
Na história contemporânea, a população estudantil da Universidade de Coimbra desempenhou um papel marcante na defesa dos ideais de liberdade e democracia, tendo sido uma força ativa contra a ditadura do Estado Novo.
Além da sua relevância académica, Coimbra foi também capital do Reino de Portugal até ao fim da primeira dinastia, fim do século XIV, altura em que essa função passou para Lisboa. Na cidade encontra-se o Mosteiro de Santa Cruz, onde está sepultado D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, e que foi o primeiro Panteão Nacional do país.
Coimbra é atravessada pelo rio Mondego, que nasce na Serra da Estrela, no sentido Este-Oeste.
É uma das mais importantes cidades portuguesas, devido a infraestruturas, organizações e empresas nela instaladas para além da sua importância histórica e privilegiada posição geográfica no centro de Portugal continental, entre as cidades de Lisboa e do Porto. Ao nível de serviços oferecidos, é acima de tudo no ensino e nas tecnologias ligadas à saúde que a cidade consegue maior notoriedade. A população estudantil da cidade ronda os 45 000 matriculados, parte no ensino superior público não politécnico, parte no ensino superior público politécnico e parte no ensino superior privado.
O feriado municipal ocorre a 4 de julho, em memória do dia da morte em 1336 da rainha Santa Isabel de Aragão, padroeira da cidade conhecida popularmente apenas por rainha santa. Foi Capital Nacional da Cultura em 2003. No dia 22 de junho de 2013, a Universidade de Coimbra, Alta e Sofia, foi declarada Património Mundial pela UNESCO.
História
thumb|esquerda|220px|A cidade de Coimbra em 1598 esquerda|miniaturadaimagem|250x250px|Sé Velha de Coimbra Cidade de ruas estreitas, pátios, escadinhas e arcos medievais, Coimbra foi berço de nascimento de seis reis de Portugal, da Primeira Dinastia, assim como da primeira Universidade do País e é uma das mais antigas cidades da Europa.
Os Romanos chamaram à cidade, que se erguia pela colina sobre o rio Mondego, Emínio (Aeminium). Mais tarde, com o aumento da sua importância passou a ser sede de Diocese, substituindo a cidade romana próxima de Conímbriga, donde derivou o seu novo nome.
Em 711 os mouros chegaram à Península Ibérica e a cidade passou a chamar-se Kulūmriyya, tornando-se num importante entreposto comercial entre o norte cristão e o sul árabe, com uma forte comunidade moçárabe.
Foi tomada por Hermenegildo Guterres em 878 e torna-se capital do Condado de Coimbra mas ela foi atacada por Almançor em 986 e recuperada para o domínio muçulmano em 987. Só em 1064, aquando da campanha das Beiras, é que a cidade foi definitivamente reconquistada por Fernando Magno de Leão, tendo ela sofrido um longo cerco de seis meses, entre 20 de Janeiro e 9 de Julho.
Coimbra renasce e torna-se a cidade mais importante abaixo do rio Douro, capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. Integrada em 1094 no Condado Portucalense, o conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela a sua residência, a cidade foi atacada em 1116, sitiada em 1117 e viria a ser na segurança das suas muralhas que iria nascer o segundo rei de Portugal, Sancho I, que faz dela a capital do condado, substituindo Guimarães em 1131.
No , Coimbra apresentava já uma estrutura urbana, dividida entre a cidade alta, designada por Alta ou Almedina, onde viviam os aristocratas, os clérigos e, mais tarde, os estudantes, e a Baixa, do comércio, do artesanato e dos bairros ribeirinhos populares.
Coimbra é igualmente conhecida pela lealdade do seu alcaide-mor Martim de Freitas, que nas lutas que opuseram o rei D. Sancho II ao seu irmão, o conde de Bolonha, D. Afonso III, se recusou a entregar as chaves do castelo de Coimbra, sem que antes fosse a Toledo confirmar a morte de D. Sancho II, a quem prestara vassalagem. Depois dessa confirmação foi entregue o castelo a Afonso III. Entregue, não tomado.
Desde meados do que a história da cidade passa a girar em torno à história da Universidade de Coimbra, sendo apenas já no que a cidade se começa a expandir para além do seu casco muralhado, que chega mesmo a desaparecer com a reformas levadas a cabo pelo Marquês de Pombal.
thumb|Coimbra em 1669 A primeira metade do traz tempos difíceis para Coimbra, com a ocupação da cidade pelas tropas de Junot e Massena, durante a invasão francesa e, posteriormente, a extinção das ordens religiosas. No entanto, na segunda metade de oitocentos, a cidade viria a recuperar o esplendor perdido — em 1856 surge o primeiro telégrafo elétrico na cidade e a iluminação a gás, em 1864 é inaugurado o caminho-de-ferro e 11 anos depois nasce a ponte férrea sobre as águas do rio Mondego. thumb|Coimbra em 1855
Com a Universidade como referência inultrapassável, desta surgem movimentos estudantis, de cariz quer político, quer cultural, quer social. Muitos desses movimentos e entidades não resistiram ao passar dos anos. Outros ainda hoje resistem com vigor ao passar dos anos. Da Universidade surgiram e resistem ainda hoje em plena atividade primeiro o Orfeon Académico de Coimbra, em 1880, o mais antigo coro do país, a própria Associação Académica de Coimbra, em 1887, a Tuna Académica da Universidade de Coimbra, em 1888. Com presença em três séculos e um peso social e cultural imenso, o Orfeon Académico de Coimbra representou o país um pouco por todo o mundo, em todos os continentes, levando a música coral portuguesa e o Fado de Coimbra a todo o mundo. Na área do Teatro Universitário pode distinguir-se o TEUC — Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra. Este organismo autónomo da AAC da Universidade de Coimbra é o grupo de Teatro Universitário mais antigo da Europa em atividade contínua. Foi fundado em 1938 pelo Prof. Doutor Paulo Quintela e pelo Dr. Manuel Deniz-Jacinto, foi a segunda escola de Teatro em Portugal de onde saíram inúmeros atores do panorama cultural português, e sempre se caracterizou pelo seu papel de resistência cultural. O TEUC apresentou os seus espetáculos pela Europa, África e Brasil, tendo recebido numerosas condecorações e prémios ao longo da sua história. Ainda agora, na atualidade, o TEUC continua a ganhar prémios em diversos festivais de teatro universitário quer em Portugal quer além-fronteiras. Com o passar dos anos, inúmeros outros organismos foram surgindo.
A 26 de abril de 1919 foi feita Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
Alcaides-Mores do Castelo de Coimbra e Presidentes da Câmara Municipal de Coimbra D. Pedro Pais da Silva Gonçalo Mendes de Vasconcelos Rui Braga Carrington da Costa Carlos Manuel de Sousa Encarnação (2001–2010) Manuel Machado (2010-2021) José Manuel Silva (2021–2025) Ana Abrunhosa (2025–presente)
População Número de habitantesInstituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes 1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 2021 40 681 45 075 51 996 54 105 62 872 62 870 76 494 85 702 98 027 106 404 110 553 138 930 139 052 148 443 143 396 140 816 (Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram.)
Número de habitantes por Grupo EtárioINE - http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos_quadros 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 20210–14 Anos 16 895 19 843 18 036 21 777 23 069 23 434 26 649 27 260 32 830 24 824 20 521 17 837 16 52015-24 Anos 11 597 12 998 13 697 17 001 17 114 21 192 18 383 18 380 22 585 23 148 21 727 14 987 13 88525–64 Anos 22 783 25 499 26 382 33 712 40 370 46 680 52 695 53 655 68 222 73 099 81 656 81 786 74 877 65 Anos 3 436 3 825 3 720 4 738 5 870 7 240 8 677 10 865 15 293 17 981 24 539 28 786 35 534 (Obs.: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no município à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente.)
Património
miniaturadaimagem|Praça João Paulo II e Aqueduto de São Sebastião miniaturadaimagem|Café Santa Cruz. miniaturadaimagem|Igreja de Santiago miniaturadaimagem|Jardim da Manga
Torre de Bera Torre de Anto ou Torre do Prior do Ameal ou Casa do Artesanato ou Núcleo Museológico da Memória da Escrita Sé Velha de Coimbra ou Igreja da Sé Velha, compreendendo o túmulo de D. Sesnando Paço de Sub-Ripas, Paço de Sobre-Ripas, Arco de Sub-Ripas ou Palácio de Sub-Ribas Capela do Espírito Santo (Eiras) ou Capela do Sacramento Mosteiro de Santa Clara-a-Nova ou Mosteiro de Santa Isabel e túmulo da Rainha Santa Isabel, claustro e coros Mosteiro de Santa Clara-a-Velha (primitivo) Quinta das Lágrimas Aqueduto de Santa Clara Café Santa Cruz Mosteiro de Santa Cruz ou Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e túmulos de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I Igreja da Graça ou Igreja de Nossa Senhora da Graça ou Colégio da Graça Claustro da Manga ou Jardim da Manga Rua da Sofia Igreja do Carmo (Coimbra) Mosteiro de Celas Igreja de Santo António dos Olivais ou Santuário de Santo António dos Olivais Igreja de Santiago (Coimbra) Edifício Chiado Pelourinho de Coimbra Igreja de São Bartolomeu Colégio de São Jerónimo Aqueduto de São Sebastião ou Arcos do Jardim Sé Nova de Coimbra ou Colégio dos Jesuítas ou Igreja das Onze Mil Virgens Paço Episcopal de Coimbra ou Museu Nacional de Machado de Castro Parque de Santa Cruz ou Jardim da Sereia Jardim Botânico da Universidade de Coimbra Escola Secundária José Falcão Seminário Maior da Sagrada Família
Educação