Hibiscus mutabilis, comummente conhecida como aurora ou rosa-de-são-francisco, é uma planta malvácea, própria de climas tropicais originalmente nativa do sul da China e Taiwan, podendo encontrar-se atualmente em todos os continentes, exceto na Antártida.
Etimologia Quanto ao nome científico desta espécie:
O nome genérico, Hibiscus, provém do latim, hibiscum, termo este que, por seu turno, provirá do grego ἱβίσκος e significa «malvaísco».
O epíteto específico, mutabilis, também provém do latim, e significa «mutável; inconstante».
Características A rosa-de-são-francisco é um arbusto decíduo ereto, robusto e muito ramificado, ou uma árvore de pequenas dimensões, capaz de crescer entre o metro e meio e os 5 metros de altura, podendo ocasionalmente chegar até aos 9 metros.
Tem flores laterais, grandes, isoladas e abundantes nas estações de Primavera-Verão. As rosas-de-são-francisco destacam-se por abrirem, na parte da manhã, com a cor branca e de, com o decurso do dia, adquirirem tons progressivamente mais rosados, ao longo da tarde, podendo chegar ao magenta, já ao cair da noite, quando murcham.
No entanto, a mutação cromática só acontece quando as flores desenvolvem o néctar. Uma vez produzida a antocianina (pigmento que faz com que a flor adquira tonalidades rosadas), a rosa-de-são-francisco logra atrair polinizadores.
Distribuição Esta espécie é quase decerto originária do sudeste da China.
No entanto, presentemente, a rosa-de-são-francisco é amplamente cultivada em regiões tropicais e, ocasionalmente, em zonas temperadas como planta ornamental, sendo especialmente valorizada pelas suas flores, as quais mudam de cor ao longo do dia, existindo, inclusive, muitas variedades conhecidas.
Cultivo A rosa-de-são-francisco é planta de fácil cultivo, requerendo poucos cuidados. Costuma privilegiar solos férteis, ricos em húmus e bem drenado, onde possa valer-se de plena luz solar, ou pelo menos luz parcial. Prefere Invernos quentes, mas húmidos.
A propagação desta espécie pode ser feita por sementio, estaquia e alporquia.
Quanto ao sementio, pode-se semear logo no local definitivo ou, então, em recipientes próprios para o efeito. A germinação, geralmente, é bastante rápida e não requer qualquer pré-tratamento especial do solo, embora possa ser acelerada se as sementes forem ligeiramente abrasadas ou postas de molho antes da sementeira.
Deve-se transplantar os rebentos dos recipientes originais para vasos individuais, quando estes forem suficientemente grandes para que já possam ser manuseadas e, subsequentemente, quando atingirem cerca de 10 cm de altura, devem ser plantadas no local definitivo.
Em caso de estaquia, dever-se-á de levar a cabo em estufa ou em viveiro protegido. As estacas enraízam geralmente com facilidade, sobretudo se as estacas forem cortadas em ângulo através de um nó e se se aplicar hormona de enraizamento nas extremidades.
Usos
Alimentar As folhas da rosa-de-são-francisco são comestíveis e contêm rutina (um glicosídeo flavonóide).
A raiz também é comestível, embora apresente uma textura muito fibrosa ou mucilaginosa, apresentando sabor pouco pronunciado.
Etnobotânico A rosa-de-são-francisco costuma de ser colhida em estado bravo, principalmente quando é usada como planta medicinal. Costuma preferir-se as folhas e as flores, quando ainda frescas. Ao passo que as folhas podem ser colhidas durante todo o ano, as flores só devem ser recolhidas durante o período de antese.
As folhas são descritas como possuindo propriedades analgésicas, antídoticas, demulcentes, expectorantes e refrigerantes. São, inclusive, referidas como ingrediente usado em preparações para o tratamento da linfadenite tuberculosa.
Do que toca às flores, estas exibem propriedades anti-inflamatórias, depurativas, febrífugas, pectorais e estimulantes. Com efeito, fazem-se decoções ou infusões tradicionais das flores, as quais se administram no tratamento de afeções torácicas e pulmonares. As flores são também surgem referenciadas como parte de formulações fitoterápicas utilizadas no tratamento do carcinoma. nasofaríngeo.
As folhas e flores, quando usadas em conjunto, são aplicadas topicamente, sob a forma de cataplasma, no tratamento de afeções cutâneas (tais como impetigo, feridas, tumefações e infeções dérmicas), sendo particularmente indicadas para queimaduras e escaldões de cicatrização lenta.
Outros Com a casca do caule da rosa-de-são-francisco extrai-se uma fibra, que é, tradicionalmente, usada no fabrico de cordões e cordas.
Das flores desta espécie também se extrai uma substância usada em preparações cosméticas comerciais, atuando como condicionador cutâneo.
Galeria
Referências
Categoria:Árvores Categoria:Árvores ornamentais Categoria:Árvores tolerantes à seca Categoria:Hibiscus