O amendoim (Arachis hypogaea L.) é uma planta da família Fabaceae. A planta do amendoim é uma planta herbácea, com caule pequeno e folhas compostas e pinadas, contendo quatro folíolos de formato elíptico e com inserção alternada. Possui abundante indumento, raiz aprumada, medindo entre 30–50 cm de profundidade. As flores são pequenas e amareladas e, depois de fecundadas, penetram no solo, com a ajuda de uma estrutura denominada ginóforo e de um fenómeno conhecido como geocarpia, onde os legumes se desenvolvem subterraneamente. O fruto é uma vagem.

O amendoim tem uma grande importância económica, principalmente na indústria alimentar. Algumas variedades produzem sementes com uma grande quantidade de lípidos (de 45 a 50% de lipídios) e têm sido utilizadas para a fabricação de óleo de cozinha. Em várias regiões da África, o amendoim é moído para cozinhar vários pratos da culinária local, que ficam assim mais ricos em lípidos e proteínas. É muito apreciado como aperitivo, torrado ou frito.

Nomes comuns

A espécie Arachis hypogaea conta com uma grande variedade de nomes comuns, que alternam de país para país:

Portugal Amendoim, aráquide ou aráquida, alcagoita (regionalismo algarvio) ervilhana ou arvelhana (regionalismos do Alentejo e do Algarve), amendobi (nome antigo)

Brasil Amendoí, amendoís, mandobi, mandubi, mendubi, menduí, mindubim e minuimFERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.104

Mandubi e suas variantes provêm do tupi antigo mandubi, ou mundubi.

Guiné-Bissau Mancarra jinguba

Moçambique Amendoim, com o registo Nº MZ/2014/375, no IPI (Instituto da Propriedade Industrial) de Moçambique.

Angola Jinguba (também grafado ginguba)

Cabo Verde Mancarra, jiguba, jinguba, mandubi, manobi, amendubi, amendo mepinda.

São Tomé e Príncipe Jinguba (também grafado ginguba).

Etimologia "Amendoim", "amondoí", "amendoís", "mandobi", "mandubi", "mendubi", "menduí" e "mindubi" originaram-se do tupi mãdu'bi, thumb|esquerda|Amendoim. «Alcagoita» provém do vocábulo nauatle cacahuete, que significa «cacau da terra». «Aráquide» ou «aráquida» entraram no português por via do francês oitocentista arachide que, por seu turno, proveio do grego antigo arakídes. «Ervilhana» ou a variante «arvilhana», de acordo com certos autores, poderão provir do castelhano avellana (avelã), ao passo que há outros autores, para os quais o étimo será simplesmente a palavra portuguesa ervilha. «Mancarra» crê-se que seja de origem crioula.

Descrição O amendoim é uma planta originária da América do Sul (Brasil e países fronteiriços: Paraguai, Bolívia e norte da Argentina), na região compreendida entre as latitudes de 10º e 30º sul, com provável centro de origem na região do Chaco, incluindo os vales do Rio Paraná e Paraguai.

A difusão do amendoim iniciou-se para as diversas regiões da América Latina, América Central e México. No século XVIII foi introduzido na Europa. No século XIX difundiu-se do Brasil para África e do Peru para as Filipinas, China, Japão e Índia.

História Na pendência do século XVI, os portugueses descobrem o amendoim no Brasil, onde já era cultivado pelos ameríndios nativos, tendo-o ulteriormente introduzido em Portugal, no século XVIII, e posteriormente em África, no século XIX.

Com efeito, Gabriel Soares de Sousa, no Tratado Descritivo do Brasil de 1587, discorre sobre o amendoim, nos seguintes termos:

Modos de utilização e consumo O consumo mais popular do amendoim se dá das seguintes formas: como manteiga de amendoim (em sanduíches, doces ou consumido puro), torrados, cozidos ou crus. A principal utilização da manteiga de amendoim é em casa, mas grandes quantidades são também utilizadas na produção comercial de sanduíches, doces e produtos de panificação. Também é largamente utilizado como recheio ou componente de chocolates e bombons. No Brasil, vários produtos alimentícios têm como base o amendoim: paçoca de amendoim, pé-de-moleque, doce de amendoim, entre outros. Também é consumido como principal ingrediente de bolos, gelados e sorvetes.

O amendoim é um dos substitutos do café. O "café de amendoim" é isento de cafeína, tem menor acidez e maior concentração de proteínas. Óleo de amendoim é frequentemente utilizado na culinária, porque tem um sabor suave e queima a uma temperatura relativamente elevada. O amendoim também é usado para a alimentação de aves de jardim. Os amendoins têm uma variedade de usos finais industriais. Tintas, vernizes, óleos lubrificantes, roupas de couro, polidor de móveis, inseticidas e nitroglicerina são feitos de óleo de amendoim. Alguns processos de saponificação utilizam óleo de amendoim, assim como a produção de diversos cosméticos. A porção de proteínas do óleo é usado na fabricação de algumas fibras têxteis.

As cascas de amendoim são aproveitados na fabricação de plástico, gesso, abrasivos, e combustível. Eles também são usados para fazer celulose (rayon e utilizado em papel) e mucilagem (cola). A parte aérea da planta de amendoim é utilizada para fazer feno. O bolo de proteína (farelo de bagaços), resíduo do processamento do óleo, é usado na alimentação animal e como fertilizante do solo. Também pode ser usado, como outros legumes e grãos, para fazer um leite sem lactose, como bebida, o leite de amendoim.

O amendoim pode ser usado para suprir as necessidades diárias de proteína que nosso organismo necessita, porém é necessário combiná-lo com outros alimentos tais como: cereais integrais (supre a deficiência de metionina), legumes (supre a deficiência de lisina e treonina) ou com levedura de cerveja (supre a deficiência de metionina e treonina) (Pamplona, p. 235). O amendoim é pobre em metionina, lisina e treonina, por isso esse cuidado (ibid.).

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Produção O estado de São Paulo concentra mais de 90% da produção brasileira de amendoim, sendo que o Brasil exporta cerca de 30% do amendoim que produz.Estudo mapeia áreas de produção de amendoim do Brasil para prevenir doença do carvão

A produção mundial de amendoins no ano de 2018, de acordo com dados da FAOSTAT, foi de aproximadamente 45,9 milhões de toneladas. A China lidera como maior produtor mundial, com 37,7% do volume produzido no mundo. O ranking dos principais produtores mundiais está listado a baixo:

Produção em toneladas Ano 2018 Fonte: FAOSTAT (FAO)ClassificaçãoPaísProdução (ton)Porcentagem1.º37,7%2.º14,6%3.º6,3%4.º6,3%5.º5,4%6.º3,5%7.º2,0%8.º2,0%9.º1,9%10.º1,8%11.º1,7%12.º1,3%13.º1,3%14.º1,2%15.º1,1% Total100% O valor bruto da produção mundial, no ano de 2016 foi de aproximadamente 26,84 bilhões de dólares.

Categoria:Faboideae Categoria:Nozes e sementes oleaginosas

Categoria:Nomes de plantas de origem tupi